Caroline

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POV OLIVIA BENSON

Depois que eu fiz ela gozar umas três vezes, finalmente nos rendemos ao cansaço e fomos dormir. Alexandra era absurdamente amorosa daquele jeito manso, quente, que envolve.

Ela passou a noite inteira agarrada no meu pescoço, enroscada em mim como se eu fosse uma extensão natural do corpo dela. E eu achei tão... tão fofo.

Na verdade, era tudo o que eu queria fazer também, então só sentir seus braços firmes, pesados e carinhosos me envolvendo já foi uma delícia a noite inteira.

8:30 DA MANHÃ

Acordei com a mão dela pousada na minha nuca, quente, fazendo pequenos círculos ali, e seus lábios suaves pressionando minha bochecha. Dei um sorriso bobo ainda de olhos fechados aquele sorriso involuntário, lento até sentir um beijo na boca.

Nosso beijo começou macio, preguiçoso, depois ganhou ritmo conforme sua mão subiu para acariciar meu seio esquerdo. Meu corpo reagiu de imediato, um arrepio quente subindo pela coluna, e senti minha boca salivar.

Em seguida, ela passou a palma pela minha barriga, descendo até massagear meu clitóris com uma precisão que fez meu peito se abrir num suspiro tremido. Foi isso que me fez abrir os olhos. Alex mordia o próprio lábio enquanto me olhava, como se estivesse saboreando cada reação minha.

Eu a beijei de novo, um beijo mais demorado, e ela acelerou as carícias com os dedos, delicada mas firme o suficiente para fazer meus quadris se moverem sozinhos, rebolando numa cadência involuntária. Meu gemido escapou baixo, rouco, contra sua boca.

Ela estava tocando com tanta suavidade, tanta atenção... eu nem entendi como cheguei ao orgasmo tão rápido. Normalmente eu precisava de mais, mas com ela... com ela era diferente. Com ela, tudo dentro do meu corpo parecia reconhecer: é isso. Ela era perfeita.

— Bom dia, Margaret! — Alex disse, rindo contra meu rosto e dando um beijo no meu olho. Eu ri de volta, meio sem ar.

— Bom dia, minha jujuba... — murmurei, aproximando meus lábios dos dela. Engoli seco. — Qual é o seu nome do meio mesmo, Alexandra?

Ela deu uma risada gostosa e aproximou a boca do meu ouvido para cochichar:

— É Caroline.

Eu franzi o cenho, surpresa, e soltei uma risada curta.

— Eu realmente achei que fosse Jujuba.

Alexandra gargalhou — aquela gargalhada solta, que balançou seus ombros enquanto continuava acariciando meu cabelo curto, mexendo nos fios como se fosse alguma coisa preciosa.

Então ela inclinou o rosto, encostou o nariz no topo da minha cabeça e começou a cheirar meu cabelo. Esse gesto... meu Deus.

Ela praticamente se deitou em cima de mim, e eu senti o peso macio do corpo dela, quente, encaixado no meu.

— Hm... oh meu Deus... — Alex choramingou.

— O que houve? Você está bem, Alexandra?

— É que eu adoro seu cabelo. E o cheiro dele. Você é toda cheirosa. E você é linda e... eu não acredito que eu tô aqui, no seu colo!

— Oh, eu acredito. Você tem quase 1,80, mulher... você pesa! — falei, fingindo dor.

Ela riu, fofa, enquanto eu fazia uma careta dramática.

— Sua mulher! Ela disse, apontando para mim com orgulho bobo.

— Minha mulher — respondi, assentindo.

Mas o sorriso saiu do meu rosto quando ela escorregou do meu colo.

— O quê? — Alex perguntou franzindo o cenho.

— Não queria que saísse do meu colo... — fiz minha melhor cara triste.

Ela riu daquele jeito que derrete tudo e voltou imediatamente para me abraçar pelo pescoço.

— Nós somos tão compatíveis... chega a ser bizarro — disse, acariciando minha orelha.
Eu fechei os olhos.

— É realmente um pouco bizarro. Eu, eu gosto.

Alex se apertou contra mim, a cabeça no meu peito, até ouvirmos alguém bater na porta. Ela se levantou rápido, colocou um roupão e foi atender.

— Posso... posso entrar? — Andrew perguntou, gaguejando, espiando o quarto à procura de Olivia.

Alex assentiu, e só então ele entrou e começou a rir quando me viu encolhida sob o edredom. Eu ri de volta.

— Oi! — Andrew acenou, olhando entre nós duas.

Alex, sem perder tempo, deu um tapinha leve na nuca dele, e ele recuou massageando o local. Ela se sentou ao meu lado na cama e o encarou.

— O que foi?

— A mãe tá chamando vocês pra... pra tomar café com a gente.

— Tá bem, garoto recado! Andrew revirou os olhos.

— Eu não sou garoto recado, sua bobona!

— Você é que é bobão! Alex disse séria.

— Tá bem. Eu sou mesmo... Alex ficou boquiaberta, rindo.

— O que você tem? Perguntou Alex,  Andrew suspirou fundo, dramático:

— É que eu tô apaixonado. Andrew disse choramingando olhando somente pra Alex que revirou os olhos ficando de pé, ela cruzou os braços.

— Amor, ela é minha namorada agora. Alex disse, apontando para mim. — E ela é lésbica. E não é papa-anjo. Fala pra ele, Liv...

Eu olhei para ela, depois para Andrew, perdida, gaguejando:

— Eu... eu...

— Você tem quantos anos mesmo, Olivia? Ele perguntou, apertando os lábios.

— Trinta e dois! Ele bufou, derrotado.

— É... não dá mesmo. Desculpa, anjinho. Talvez na outra vida?

Eu ri, desacreditada, enquanto ele saía e Alex gargalhava. Ela foi ao banheiro e, quando saiu, eu entrei. Antes, me deu um beijo demorado, dizendo que ia me esperar na cozinha para o café da manhã junto da família dela.

Me apressei, e quando cheguei na mesa, só estavam Andrew e o Sr. Cabot conversando. Sentei ao lado do Andrew e começamos a falar sobre futebol — ele era fácil de animar.

Logo Alexandra apareceu com sua mãe, colocando um bolo na mesa e pães com ovos.

— Amor, deixa eu sentar aqui, vai... — Alex disse, dando um beijo na bochecha de Andrew.

— Mas eu cheguei primeiro! Andrew disse animado ao lado de Olivia.

— Eu te devo uma.

Andrew levantou na hora, como se tivessem oferecido ouro. Alex revirou os olhos.

Eu fiquei rindo, observando os dois discutindo como se tivessem cinco anos. Os pais dela também riam, enquanto me perguntavam de tudo, com uma gentileza que eu nunca tive. Eles eram tão... acolhedores.

Alex acariciava minha mão de tempos em tempos, como se precisasse me lembrar que eu estava ali, que era real. Eu estava feliz naquela cozinha. Feliz de verdade. E a pergunta que não saía da minha cabeça era:

Será que eu realmente estou aqui?

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora