sexta-feira

108 10 1
                                        

POV OLIVIA BENSON

Eu estava um pouco confusa naquele elevador. Era enorme, mas agora parecia pequeno demais enquanto eu sentia Noah me abraçar forte pelo pescoço. Eu mal percebia o peso da minha bolsa e do Noah sobre mim. Nick Amaro apareceu no meu apartamento para dar uma carona à minha esposa?

— Nick, o que faz aqui?

Olivia perguntou, de cenho franzido, depois de apertar o botão do estacionamento do prédio. Noah falava coisas em bebenhês o tempo todo, enquanto o detetive Amaro mantinha as mãos nos bolsos.

— Eu pensei se alguma de vocês precisaria de carona.

Olivia revirou os olhos. Nick Amaro mal percebeu a impaciência estampada no rosto dela, que agora já se transformava em fúria.

— Não, eu... eu não estou entendendo muito bem. Eu tenho um carro, minha esposa tem um carro, e nenhuma de nós te ligou. Estamos bem.

Amaro suspirou e deu de ombros, assentindo. Olivia o encarava séria; a morena estava quase fumaçando de raiva.

— Me desculpe por isso. Eu... eu realmente estou me sentindo sozinho e pensei em te buscar pra conversarmos.

Amaro gaguejou. Olivia permaneceu em silêncio, perguntando-se por que o elevador parecia descer tão devagar — embora soubesse que era apenas impressão sua, pois tudo estava absolutamente normal.

— Nick, você tem algum problema por eu ser lésbica? — Olivia disparou de uma vez, pondo tudo para fora. Queria muito perguntar também se ele tinha algum problema com Alex.

— Olivia, eu sempre soube disso. — Amaro respondeu, olhando para ela.

Olivia o encarava, brava. Bufou, sentindo o coração acelerar no peito, exatamente no instante em que o elevador finalmente chegou ao andar.

— É que... a Dra. Cabot? E você? — Amaro disse em um tom completamente surpreso. Ele claramente queria saber mais sobre Olivia e Alex.

Olivia suspirou enquanto saía do elevador.

— Entendi. Acho que vou pedir ao capitão que você fique com Fin agora ou com Amanda.

Olivia disse, séria. O detetive a chamou, mas ela não deu atenção e simplesmente seguiu até o seu carro, completamente tomada pela raiva.

— Olivia...? Não é isso, eu... Olivia?

Eu o ouvi me chamar de volta, mas já tinha entendido tudo. Deixei Noah na creche e segui para o restaurante onde o capitão teria mais um encontro com Irene, vulgo Lena.

Infelizmente, Amaro precisou trocar tiros porque o suposto namorado fez alguém de refém. Mais tarde, naquele mesmo dia, descobrimos que Irene era uma vadia sem vergonha depois de ter matado um policial. Obviamente, a prendemos. No fim da noite, corri até a sala do capitão.

Alexandra estava do lado de fora, junto com o esquadrão, me esperando para que fôssemos embora juntas. Tínhamos conversado à tarde, quando almoçamos juntas.

Contei a ela que pediria ao Capitão para trocar de parceiro e falei sobre outras coisas, enquanto flertávamos. Sugeri que ela participasse da minha próxima sessão de terapia, e ela concordou.

— Olivia, está tudo bem?

Cragen perguntou, confuso. Olivia tinha entrado em sua sala sem dizer uma palavra. Ela voltou à realidade e soltou um sorriso inesperado.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora