POV OLIVIA BENSON
Já estávamos namorando há quase um ano, e apesar da nossa rotina maluca, sempre dávamos um jeito de dormir uma na casa da outra quando conseguíamos.
Mal nos víamos na delegacia, mesmo que eu tivesse passado do meu limite com algumas atitudes, usando ela para conseguir mandados, com os meus amigos detetives me apoiando.
Decidimos parar.
Ao menos sete pessoas sabiam sobre o nosso relacionamento e, aparentemente, Alex tinha o Trevor Langan em suas mãos, pois ele nunca falou sobre isso para ninguém — e eu prefiro não saber nada sobre isso
Mas fazia tempo — tempo demais — que não passávamos uma noite inteira juntas.
Alexandra era tão fofa com isso que, sempre que eu precisava sair no meio da noite, ela acordava só para me dar um beijo longo de despedida, como se fosse a maneira dela de me deixar ir sem desmoronar.
Naquela noite, depois de um dia caótico na delegacia, eu só conseguia pensar nela enquanto a água quente do banho escorria pelas minhas costas.
Minha mente voltava para Alex como se o calor fosse um lembrete do corpo dela, da voz doce, da forma que ela dizia meu nome quando queria me provocar.
Eu estava tão exausta ainda assim, quando cheguei em casa, depois do banho eu me enrolei no roupão, deitei na cama e tentei ligar três vezes antes de cair no sono com o celular ainda na mão.
Acordei com ele tocando alto, vibrando contra meu rosto duas horas depois.
— Benson! Bocejei, a voz rouca de sono.
— Margaret, onde você está? Eu sorri de leve, esfregando os olhos.
— Na minha cama!
— Eu estou deitada e não tô te vendo!
— Amor... eu estou na minha casa. Quantas vezes eu tenho que te falar que eu preciso vir aqui de vez em quando?!
Do outro lado, silêncio. Depois, a voz manhosa dela:
— Ah, aqui é sua casa também... já te falei que você não precisa mais ir aí.
Alex franziu o cenho quando não ouviu resposta.
— Amor, por favor me responde!
Eu suspirei, rindo baixinho.
— Alexandra Caroline Cabot, você sempre me obriga a dormir oito horas por noite. Já viu que horas são?
— Não, eu tô morrendo de saudades... Hoje você estava linda, e eu nem pude te dar um abraço.
Eu ouvi a voz dela choramingar, soltei uma risada sem que ela percebesse.
— Você está fazendo voz de bebê? Perguntei rindo, arrumando o cabelo para trás enquanto levantava para beber água.
— Eu sou seu bebê, não sou? Você me disse naquele dia que cuidou de mim...
— É verdade. Admiti, sorrindo.
— Você tá tomando água?
— Sim, Alexandra. O que aconteceu que você não está dormindo? Você sempre reclama que não consegue dormir oito horas...
— É que já tem quase mil dias que eu não durmo ao lado da minha jujuba só isso...
— Amor, você me viu hoje. Falei coçando a nuca.
— Mas eu não pude fazer o que eu queria fazer com você. O que eu quero fazer, na verdade, quero te mostrar uma coisa.
A risada escapou sozinha enquanto eu voltava para o quarto e me enfiava de volta debaixo do edredom.
— Você também devia estar aqui quando eu chegasse do trabalho, na minha casa.
— Você não me ligou...
— Eu liguei! Você não atendeu. O que estava fazendo, afinal?
Perguntei séria. Alexandra sempre me atendia...
— Eu estava dormindo, Margaret!
— Ah é? Dormiu horas e agora não me deixa dormir... você dormiu por horas.
— Margaret, tô ficando brava...
Alex disse bufando fazendo Olivia revirar os olhos.
— Por quê? O que eu fiz agora? Perguntei ja sabendo a resposta.
— Não está aqui do meu lado na nossa cama.
A voz dela tremia num chorinho falso — mas eu conhecia Alex o suficiente para saber o sorriso enorme que ela devia estar dando.
— Alexandra, pelo amor de Deus... são três da manhã!
— Eu... eu sinto que meu coração vai explodir se...
— Estou a caminho.
Falei antes que ela terminasse. Nem pensei. Só senti.
Levantei com aquele sorriso besta no rosto, vesti uma roupa confortável e preparei uma bolsa com roupas para o trabalho — sempre existia a chance de ter que voltar à delegacia. Coloquei os sapatos e segurei o celular entre o ombro e a orelha enquanto trancava a porta.
— Alexandra, tem roupas minhas aí?
— Tem sim! Aqui é como se fosse sua casa e você sabe.
Suspirei, arqueando as sobrancelhas.
— Eu sei... e ao contrário de você, que nunca mais veio no meu apartamento.
— Se morássemos juntas não estaríamos tendo essa conversa.
Alex disse animada me deixando estressada com isso, eu sempre contava o quanto estava cedo pra gente morar juntas. Ela sabia que estava cedo demais, como aconteceu com a ex dela.
— É... eu sei. Murmurei entrando no carro. — Vou dirigir. Te vejo em alguns minutos.
— Beijo na testa!
— Beijo no nariz! Respondi já sorrindo sozinha.
— E um cheiro no olho!
— Esquerdo ou direito? Ela gargalhou.
— Onde você quer?
— Oh, jujuba... você realmente quer saber onde eu quero um cheiro? Perguntei fazendo ela rir.
— O que acha de me mostrar quando chegar? — Alex mordeu o lábio do outro lado da linha.
— Acho uma ótima ideia — ri. — Já estou a caminho.
— Tá bem. Ela desligou.
Foram vinte e cinco minutos de estrada com meu coração acelerado como se fosse nosso primeiro encontro. Quando toquei a campainha, ouvi passos rápidos e a porta se abriu com força.
Alex estava ali, linda demais: camisola preta, robe combinando, cabelos bagunçados como se tivesse rolado na cama pensando em mim. O olhar dela me atravessou.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela praticamente arrancou a bolsa da minha mão, jogou no chão e me puxou pela camisa, me beijando como se dependesse daquilo para respirar.
O beijo era cheio, quente, urgente — e eu senti seu corpo inteiro pressionando o meu.
Sua mão direita apertou minha cintura; a esquerda subiu até meu rosto, o polegar acariciando minha bochecha enquanto eu soltava um gemido baixo, involuntário, contra a boca dela.
E ali... naquele instante... tudo que tinha sido cansaço virou necessidade dela.
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será um dia? cabenson
FanfictionSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
