POV OLIVIA BENSON
GABINETE DE ALEX CABOT
QUARTA-FEIRA
Eu tinha parado na cafeteria; precisava de café, e acabei comprando um cappuccino para a Dra. Cabot também e mesmo que não sabia se ela gostava, mas não queria parecer mal-educada chegando de mãos vazias.
Olhei para o copo ainda quente enquanto caminhava até o gabinete dela. Dei três toques na porta e ouvi a voz firme mas calma de Alexandra pedindo que eu entrasse.
— Eu não sei se você gosta, mas... trouxe um cappuccino. — falei, no instante em que vi Alex jogar uma embalagem vazia de café no lixo, rindo.
— Muito obrigada por isso, Olivia Benson. — ela disse enquanto pegava o copo da minha mão e me encarava. — Sente-se, por favor, detetive.
Assenti e me sentei diante dela. Cabot tomou um gole na bebida, recostou-se na cadeira e me observou, meus tornozelos cruzados um sobre o outro, postura meio defensiva sem eu perceber.
— Probabilidade quase cinco por cento, não é?
Alex brincou, rindo e balançando a cabeça.
— É... geralmente os clientes daquele restaurante são filhinhos de papai. E como eu não saio tanto e passo o dia cuidando de casos, né?
— Entendi... Alex assentiu, ficando séria por um instante. — Deve estar pensando: a nova promotora da SVU é uma chorona.
Franzi o cenho, soltando uma risada curta.
— Claro que não, Alexandra. Eu também choro, lembra? Respondi, vendo Alex coçar a nuca e se ajeitar na cadeira.
— Chorar não é fraqueza. Você só não estava num dia bom.
Ela assentiu, me encarando direto, com uma expressão que pedia... espaço. Ou coragem. Parecia que finalmente ia desabafar. E desabou.
Levantou-se devagar, caminhou até a frente da mesa e se encostou ali, mais próxima de mim.
— Nós éramos um casal feliz... e eu descobri algumas traições há três meses. — disse, a voz carregada, mas firme.
— Você não terminou com ele?
— Ela. — Alex corrigiu imediatamente. — E... não. Eu sempre acabo voltando porque acho que...
— Acha que sua vida não vai pra frente sem ela?
— É. Ela sempre me pede perdão, me dá presentes que eu acho fofos e...
— Chantagem emocional? Perguntou Olivia.
— Droga... como você sabe tanto disso?
— Alexandra... o que você está sentindo agora que está longe dela? — perguntei suavemente.
Alex olhou para o teto, perdida por alguns segundos, pensando.
— Estou chateada... quero ela longe, mas não consigo. Me sinto dentro de um buraco... e queria que ela me puxasse. Queria ajuda dela.
— Ela não vai fazer nada, Alex. Ela não vai te tirar desse buraco. E só você pode se ajudar.
— E se você me ajudar a sair desse buraco?
Engoli seco.
— Eu? Eu não consigo. — falei sincera. — Você tem que sair sozinha. Não adianta eu te aconselhar agora, você fazer por estar chateada... e amanhã, quando ela te procurar, você perdoar de novo.
— Mas eu não sei o que fazer...
— Sabe sim. Você acabou de me dizer. Você tem medo.
— Medo?
— Medo de ficar sozinha.
— Eu não tenho medo de ficar sozinha, Olivia.
Alex se afastou da mesa e voltou para sua cadeira, suspirando.
— Qual a sua idade? — perguntei.
— Por que isso importa agora?
— Porque você é nova. Tem muita coisa pela frente. E pensa comigo: vale a pena ficar com alguém que te desgasta tanto? Tem tantas pessoas no mundo. Tenho certeza que alguém por aí te quer — e vai te tratar melhor do que ela.
Coloquei o copo vazio sobre a mesa dela. Alex me observou como se eu tivesse acabado de desmontar toda a defesa dela com uma frase simples. Sorriu de canto.
— Qual é a sua história? — perguntou.
— Minha? — franzi o cenho.
— No elevador... eu ouvi a conversa de vocês.
— Ah. Minha namorada — que agora é ex — terminou tudo comigo no sábado.
— Hm... o que você fez, Olivia?
— Eu? Nada. Só trabalhei. Ela tem ciúmes de mim com todo mundo, e isso estava me irritando. — revirei os olhos.
— E como você está se sentindo?
— Eu tentei ligar pra ela, mas ela está chateada. A gente anda brigando muito nesses últimos meses. Ela recusou minhas chamadas.
— Você está triste com isso? Me responda...
Ri de canto, pegando o papel com as perguntas que Alex havia preparado.
— Não. Não por isso. Mas eu gostaria de ser amiga dela. Eu me importo.
— Mas ela não quer?
Balancei a cabeça negativamente enquanto olhava o papel, até que meu celular tocou. Atendi sob o olhar atento de Alex.
— Benson.
— É o Stabler! Você já está no escritório da Cabot?
— Sim. Por quê? Já está vindo?
— Tô faminto. Ela come comida japonesa?
Parei. Apertei os lábios e olhei para Alex, que folheava alguns papéis.
— Você come comida japonesa? — perguntei.
Alex assentiu.
— Ela come. — voltei ao telefone. — Por favor, me diz que você está em um restaurante próximo.
— Tô na fila pra pagar. Chego em dez minutos
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será um dia? cabenson
FanficSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
