ciumes

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POV OLIVIA BENSON

Eu estava ao lado de Andrew depois que ele chegou com aquele sorriso bobo, sentado comigo na mesa da cozinha enquanto esperávamos Alexandra terminar o banho — que já durava mais de 25 minutos.

— Sim, Olivia... nós voltamos e... — Andrew suspirou, corando. — E a gente fez pela primeira vez. Foi muito bom.

— Você usou proteção? — perguntei de imediato.

Ele negou rindo, mordendo os lábios, mas franziu o cenho quando ouvimos um grito de Alex. Nós dois corremos para o quarto e encontramos Alexandra chorando, encolhida em cima da cama.

Ela já estava completamente vestida: roupa social, scarpin cor de pele... pronta para sair, exceto pelo pânico estampado no rosto.

— Liv! — ela choramingou.

— O que houve? — Andrew perguntou confuso.

— Onde está a aranha? — perguntei, revirando os olhos.

— Liv, ela está lá no banheiro. Amor, por favor, ela quase pulou em mim — Alex disse quase chorando.

Andrew começou a rir alto.

— Como uma aranha tem medo de outra aranha? — ele provocou.

Alex jogou uma almofada nele enquanto eu ia buscar a vassoura e a pá. Não demorei muito; quando voltei, lavei as mãos e fui direto para a cozinha.

Eles chegaram logo depois, conversando, e Alex colocou os brincos que eu tinha dado a ela — ficaram lindos. Sentei-me ao seu lado para tomarmos café juntos.

Alex cruzou as pernas enquanto escutava Andrew falar sobre a noite dele, dando risadinhas enquanto ele corava comendo bacon. Ela acariciava minha coxa no automático, sem sequer olhar para mim, enquanto eu não tirava os olhos dela.

— Andrew, você precisa tomar cuidado. Essas coisas são perigosas, tem que usar proteção! — avisei.

Alex me lançou um olhar rápido, franzindo os olhos quando eu ri, e voltou para Andrew:

— Você não usou proteção?

— Não... é que não era pra ter acontecido, mas...

— Você tem que andar com camisinhas, garoto. Você tem problemas? — Alex disse séria, enquanto eu segurava sua mão por baixo da mesa.

— Eu sei, eu...

O celular dele tocou. Ele pediu licença e se afastou. Assim que ficou longe, Alex me encarou com um sorriso bobo.

— Você ficou com ciúmes!

Revirei os olhos e apoiei o queixo na mão, olhando para seus lábios.

— Nã-não, eu...

— Admite, Olivia Benson... Margaret...

Eu gargalhei vendo ela gaguejando.

— Claro que sim, meu amor.

Ela ficou boquiaberta antes de rir e acariciar minha mão.

— Você fica muito fofa quando está com ciúmes. Fica corada, brava, e se recusa a falar comigo quando eu não fiz absolutamente nada.

— Eu fiquei brava com ele, não com você!

Alex suspirou teatralmente.

— Liv, você não quis me foder na sua cozinha. Eu sou muito bonita pra passar por isso, eu estava toda molhada, você me provocou.

Ela tomou um gole do café como se tivesse encerrado o assunto. Eu ri.

— Eu não te fodi porque seu irmão estava na campainha, Alex. E sim, você é muito bonita pra isso.

— Liv, eu estava literalmente—

— Alex! — Andrew voltou vestindo o casaco, fazendo a loira parar. — Eu preciso ir... e eu... eu preciso falar com você. Vai lá em casa hoje?

— Vou sim. Nós vamos. Minha mulher e eu! — Alex disse rindo me olhando.

Ela se levantou e me deu um beijo demorado, que eu retribuí sorrindo. Depois outro no meu queixo.

— Até mais tarde — falei, acompanhando os dois até a porta enquanto Alex oferecia carona ao irmão.

MAIS TARDE — 4 P.M.

Eu estava tendo uma crise existencial por estar em casa sem fazer nada — e nem tinha passado um dia inteiro. Então liguei para Rebecca Hendrix, que aceitou tomar um café comigo em um restaurante.

— Olivia, quanto tempo! — ela disse, beijando minha bochecha e me abraçando. Retribuí com um sorriso curto e fiz sinal para ela se sentar.

— Bastante mesmo. Você está bem? — perguntei.

Rebecca pôs a bolsa na cadeira ao lado, ajeitou o corpo e me encarou.

— Estou, sim. E você? Porque você só me procura quando está saturada — ela riu — e a gente já brigou por isso. Mas hoje eu não quero brigar.

Assenti. Eu só queria desabafar com uma das pessoas mais importantes da minha vida: minha ex-namorada, ex-amante e atual amiga. Mesmo sem nos vermos muito, havia afeto dos dois lados.

— Você lembra que eu sempre tive... agonia com questão de ciúmes...? — comecei.

— Oh, se lembro — Rebecca riu. — Lembro muito.

— Eu tive uma crise de ciúmes hoje. Com a Alexandra.

— Olivia... ciúmes é sobre insegurança.

Eu arqueei as sobrancelhas, encarando-a.

— Não foi desconfiança. Eu confio nela. Mas foi uma coisa pequena e mesmo assim eu senti. E isso me deixou mal.

Rebecca apoiou o braço na mesa.

— Você tem medo que seu relacionamento com ela acabe como os outros?

Assenti, tirando uma mecha dos olhos.

— É... eu...

— Olivia, é super normal sentir ciúmes. De verdade.

— Mesmo? — perguntei, baixinho.

— Claro. Mas tem graus. Ciúmes excessivo é outra coisa, e pelo que eu sei de vocês... passa longe de ser algo preocupante, certo?

— Certo...

— E ela? Sente ciúmes de você? — Rebecca perguntou.

— Não. Nunca. Não consigo lembrar de nenhuma vez.

— Mas vocês eram amigas antes, não eram?

— É. Quando eu estava com a Wendy, eu desabafava com a Alex sobre o quanto eu achava ciúmes chato — ri curto, tomando um gole do café.

Rebecca ficou só na água.

— E se ela souber que você está aqui comigo agora? O que acha que ela vai sentir?

Olhei minhas mãos entrelaçadas sobre a mesa e suspirei.

— Acho que eu ficaria com ciúmes se fosse ela falando com a ex...

Rebecca riu.

— O quê? — perguntei, franzindo o cenho.

— Nada — ela sorriu de canto.

— E você? — perguntei, prestes a continuar.

Mas meu celular começou a tocar. Olhei a tela, suspirei, e Rebecca assentiu quando pedi licença para atender...

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora