o menino Calvin

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos flertando depois do banho, falando sobre o Noah, sobre o pai dela, coisas do passado, do trabalho e também do caso ainda em aberto. Alex estava sentada ao meu lado, no pequeno sofá do quarto em que estávamos dormindo, relaxada, perto demais de mim.

Eu a vi olhar a hora no meu relógio de pulso e, de repente, ela se sentou no meu colo. Senti seus seios perfeitos contra os meus e, quase por reflexo, minhas mãos deslizaram para as suas nádegas. Ela me beijou, devagar, e terminou com um selinho no canto do meu olho.

— Feliz aniversário, amor da minha vida... — ela sussurrou. — Eu adoro você. O seu cabelo, seus olhos, seu filho, suas mãos...

Eu me sentia inteira com o toque dela, com as carícias suaves, mas não respondi. Apenas continuei acariciando seu corpo, e Alex percebeu o motivo do meu silêncio antes mesmo de eu dizer qualquer coisa.

— Amor... — Alex fez um biquinho triste. — Você me deixou desanimada agora.

Soltei uma risada boba, encostando a testa na dela.

— Perdão... eu só... — suspirei. — Estou preocupada com o seu pai. Ele me contou que você nem sabe usar uma arma pra sair do país.

Alex franziu o cenho, levantando-se do colo de Olivia.

— Claro que... que eu sei, querida...

Ela foi até a mala, puxou de dentro um revólver Taurus preto e começou a mexer na trava com naturalidade. Antes que continuasse, eu a abracei por trás, envolvendo seu corpo e, num movimento rápido, tomando a arma de sua mão. Alex soltou uma risada baixa, quase provocadora, se encostando em mim.

— Eu ensinei você uma vez... como você não lembra? — sussurrei no ouvido dela.

Alex riu baixinho.

— Querida, eu só consigo me lembrar do sexo naquele dia.

Soltei uma risada curta enquanto verificava a arma com cuidado. Quando tive certeza de que estava descarregada, devolvi o revólver para que ela apontasse para o alvo. Revirei os olhos quase imediatamente: ela estava segurando tudo do jeito errado.

— Alex, querida... como você segura uma arma desse jeito?

Disse choramingando, Alex apenas ria, e acabou soltando uma gargalhada quando me aproximei para ajudá-la a mirar corretamente.

— Dá pra você levar isso a sério? — perguntei, firme. — E se precisar proteger o Noah alguma vez? Se proteger meu bem...

— Tá bem... — ela suspirou, finalmente se concentrando.

Alex mirava o alvo — uma almofada sobre a cama.

— Estou com o alvo na mira, querida — disse, séria demais para alguém que colocava a língua levemente para fora enquanto apontava.

Franzi os olhos, mãos na cintura, observando-a com atenção enquanto ela fechava um dos olhos e tentava focar com o outro, usando o que chamava de "melhor olho".

— Bem... — comecei — digamos que o alvo tenha feito algum mal ao Noah e—

Não terminei a frase. Revirei os olhos no instante em que Alex simplesmente jogou a arma no alvo com toda a força. Ela ficou corada, me encarando.

— O quê? — perguntou, franzindo os olhos.

— Amor, de novo? — suspirei. — Não é assim que se atira, e você sabe disso...

— Se alguém machucasse o Noah, seria assim que eu reagiria!

Alex apontou para a arma largada sobre a cama. Bufei, passando a mão pelo rosto.

— É melhor você deixar essa arma guardada...

Olivia disse rindo, indo buscar o revólver e colocando-o sobre o criado-mudo. Sentou-se na cama, e Alex a seguiu imediatamente, ainda em pé, envolvendo-a num abraço que fez Olivia beijar sua barriga enquanto a loira acariciava seus cabelos com calma.

— Me promete que vai me ligar todos os dias? — Olivia perguntou, curiosa.

Alex deu uma risada boba, olhando diretamente nos olhos dela enquanto brincava com uma mecha do cabelo da morena.

— Me promete que vai atender? — respondeu. — Me promete que não vai dormir no departamento? Que não vai deixar meu filho dormir sem você?

Disse rindo. Olivia respondeu apenas com um beijo, logo depois que Alex se sentou em seu colo. As duas começaram a se beijar, sem pressa.

— Vai cuidar do meu pai? — Alex perguntou, distribuindo beijos na bochecha de Olivia.

Olivia beijou o queixo da loira sem pensar duas vezes. Alex acabou se deitando, rindo, enquanto Olivia se colocou por cima, começando a retirar sua camisola.

— Com certeza, doutora!

Fizeram amor quase a noite toda e, no dia seguinte, passaram o dia inteiro curtindo uma à outra. Alex viajou ao Congo e ligava sempre que podia para falar com Olivia. Ela passou mais de um mês no Congo.

O dia em que Alex voltou...

Olivia conferiu a hora em seu relógio de pulso — quase nove da noite. Guardava suas coisas de volta na bolsa quando o Capitão Cragen se aproximou, observando-a com atenção. Alex já estava de volta à cidade havia horas, mas, infelizmente, Olivia não conseguira sair mais cedo.

— Olivia, por que você não fica em casa amanhã?

Cragen perguntou já sabendo qual seria a resposta. Olivia suspirou.

— Eu preciso achar a mãe do Calvin primeiro.

Disse, negando com a cabeça, enquanto o Capitão a encarava. A mãe da criança havia deixado a guarda do menino com Olivia, que providenciou urgentemente um lugar para ele ficar com a ajuda de Fin. Desde então, a mulher havia sumido do mapa.

— Benson, você não folga já vai fazer duas semanas...

Mesmo dormindo em casa todas as noites com o Noah, o trabalho a consumia. Ela estava envolvida até demais — principalmente agora, com a guarda do garoto Calvin.

— Capitão...

— E foi porque eu insisti demais. Você só se lembra de folgar quando a Alex está em casa. Olivia, você precisa descansar também. Ela vai ficar brava se souber disso, não acha?

— Capitão, a mãe do Calvin,... eu sei que ela se importa com ele.

— Nós estamos cuidando disso, Olivia. Não sei o que vai ser de amanhã em relação ao Calvin.

— Vou contar para a Alexandra sobre o caso do Calvin, talvez eu possa levar ele em casa.

Cragen assentiu, observando enquanto Olivia fechava o zíper da bolsa. Ela estava pronta para sair.

— Você não acha que seria melhor entregarmos o Calvin ao...

O Capitão disse, seguindo Olivia até o elevador, mas foi interrompido.

— Capitão, aquele lugar é horrível. Vamos esperar um pouco? Eu sei que a mãe dele vai aparecer. Ele está péssimo... por favor, não faz isso com ele.

Cragen engoliu em seco antes de assentir, observando a morena colocar a bolsa de forma transversal sobre o ombro.

— Qualquer coisa, me liga, por favor?

Olivia disse, já com as chaves na mão. O celular começou a tocar. Ela atendeu enquanto o Capitão assentia, vendo-a entrar no elevador.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora