Alexandra

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos há mais de dois anos namorando às escondidas de todos no departamento. Mesmo com alguns comentários surgindo aqui e ali sobre mim e Alex, nunca confirmamos nada.

Tínhamos acabado de ganhar um julgamento contra um suspeito totalmente homofóbico. Trevor Langan o representava, depois de o homem quase ter sequestrado Wendy.

Nossos caminhos se cruzaram de novo quando esse mesmo homem quase me sequestrou, depois que resolvi salvar Wendy, escondendo-a em um lugar seguro. Durante o julgamento, Trevor Langan jogou isso na cara de Alex, o que acabou nos fazendo brigar, já que eu não podia revelar o paradeiro de Wendy.

Felizmente, não foi preciso contatar Wendy para depor, e Alex e eu ficamos bem. Eu estava exausta e tudo o que queria era a companhia da minha namorada.

Depois do resultado do júri, o capitão pediu que eu fosse para casa descansar. Juntei todas as minhas coisas, organizei minha mesa e corri até o meu carro. Precisava de um banho.

Assim que entrei, meu celular tocou.

— Benson!

— Margaret, onde você está?

Senti uma saudade imediata da voz dela. Nos últimos dias, só nos víamos na corte; ela mal me olhava, e aquilo quase me quebrou. Ela também tinha ficado brava por causa de Wendy, mas, mesmo assim, eu ligava para ela de madrugada, e acabávamos flertando a noite toda.

— Estou no carro, indo pra minha casa e...

Liguei o motor e comecei a dirigir depois de colocar o celular no viva-voz.

— Reservei uma mesa naquele restaurante italiano que você adora...

Olhei o relógio. Eram quase 18h30. Suspirei

— Que horas?

— Às 19h.

— Amor, nem dá tempo de tomar banho...

Choraminguei, mesmo querendo muito vê-la.

— Você não precisa tomar banho agora. Eu vou te dar um banho mais tarde.

Ouvi a risada dela do outro lado da linha. No dia em que completamos dois anos de namoro, ela me contou que tinha feito essa reserva, mas, por causa do trabalho e da Wendy, acabamos nem vindo.

— Alex, por favor... — murmurei, corada, enquanto mantinha os olhos atentos ao trânsito.

— Oh... ela me chamou de Alex! — ouvi a gargalhada gostosa dela pelo telefone.

— Como assim?

— Você nunca me chamou de Alex na vida. Sempre é Alexandra ou Caroline. Achei fofo!

Revirei os olhos, incapaz de segurar o sorriso.

— Onde você está, sua boba? — perguntei, rindo.

— Indo para o restaurante. Estou te esperando. Beijos!

Ela desligou. Suspirei — queria ter tomado banho — mas tudo bem. O importante era estar com ela. Quando cheguei, o recepcionista, cujo nome eu nunca lembrava, sorriu.

— Srta. Benson! Quanto tempo!

Assenti, rindo olhando para aquele lugar nostálgico, costumava vir com a minha mãe.

— Muito tempo mesmo. Aqui está diferente... teve reforma? — perguntei, olhando ao redor. Estava tudo diferente e fofo.

— Reformamos algumas coisas pra ficar mais aconchegante. O cardápio também mudou...

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora