harry and pingo

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POV OLIVIA BENSON

Nós já havíamos terminado nossa massa, e o garçom recolhia os pratos ainda quentes. Alexandra estava calada há alguns minutos — e esse silêncio dela sempre me matava.

Como eu sabia que ela amava sobremesa, resolvi puxar ela de volta pra mim do único jeito que sempre funcionava.

— Edgar, você traria nossa conta?

Eu disse com uma risada leve. Alex suspirou fundo, contrariada.

— Não. Edgar, por favor, eu gostaria de pedir uma sobremesa.

Ela ainda estava séria... mas bastou eu acariciar suas costas para um sorriso escapar.

— Viu, Edgar? Eu não mando em nada nesse relacionamento...

— Ah, mas se eu tivesse uma mulher assim, eu também deixaria ela mandar em mim...

Fiquei boquiaberta, rindo surpresa, enquanto Alex ria junto.

— Isso foi uma cantada?

Arqueei as sobrancelhas para Edgar, que olhou para Alex com a maior cara de pau do mundo.

— Digo o mesmo a você! Com licença, meninas!

Alex estava rindo enquanto bebia sua água, e eu neguei com a cabeça.

— Ele deu em cima de você na minha frente?

Ela perguntou, passando os dedos pela minha mão.

— Eu achei fofo. É legal você mandar em mim, sabia? Alex revirou os olhos.

— Eu não mando em nada nesse relacionamento. Você mal me vê.

— Amor, se fosse por você nós teríamos nos casado nos três primeiros meses de namoro.

Alex apenas concordou com um olhar tranquilo.

— Sim, é verdade, Margaret.

Eu desviei o olhar, justamente quando Edgar voltou com o cardápio.

— Edgar, nem vamos precisar do cardápio porque ela sempre escolhe a mesma coisa!

Eu disse rindo, e Alex riu comigo.

— Só um affogato e... amor, você quer um café?

Ela me perguntou rindo, ri de volta.

— Sim, eu quero! Alex voltou o olhar a Edgar:

— Então um affogato e um expresso, por favor.

— E a conta, por favor! — completei rindo.

Quando Edgar se afastou, ela acariciou minha mão, e senti um calor bom subindo pelo peito.

— Dorme na minha casa hoje?

Perguntou com um sorriso que deixava a loira mole. Alex assentiu toda animada.

— Só espero não ver uma aranha lá...

— Eu te protejo, tá bem?

Ela se aproximou devagar, os braços escorregando pelo meu pescoço, os lábios quase tocando os meus. Mas eu franzi o nariz — e ela riu.

— O quê?

— Você está com bafo de cebola...

E antes que eu respondesse, Alex me puxou para um beijo intenso, lento, molhado. Eu dei selinhos no queixo dela quando senti meu corpo inteiro esquentar, e ela riu quando eu salivei.

— Sou apaixonada por você também, Margaret!

Ela disse alto, rindo, e eu me desmanchei toda com a declaração.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora