Hammond

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Pov Olivia Benson

Depois que a mãe da Alexandra morreu, eu comecei a fazer companhia para o Andrew e para o pai dele. Sempre os convidava para ir ao meu apartamento; Andrew parecia tanto com a Alexandra que, às vezes, meu peito apertava só de olhar pra ele — e eu o achava tão fofo, tão perdido quanto eu.

Passaram-se mais dois anos. Tivemos um chamado terrível: encontramos uma mulher morta, estuprada, com a garganta cortada. A sensação de déjà vu arrepiou minha espinha.

Pessoas conectadas entre si estavam sendo assassinadas uma a uma. E quando fizemos a autópsia de um caso em que uma família inteira havia sido morta, restando apenas um sobrevivente chamado Antônio... percebeu-se que algo muito maior estava acontecendo.

Ele virou nossa única testemunha contra o assassino de seus pais. E, bem... descobrimos que Alexandra também havia sido uma das vítimas daquele mesmo assassino.

Elliot e eu estávamos levando uma bronca monumental de Casey Noavk e do Cap. Cragen depois de revelarem que Alex estava viva. Casey parecia prestes a explodir — e eu não a culpei. Mas toda a raiva caiu num silêncio abrupto quando sua melhor amiga entrou pela porta.

Os olhos da Alex encontraram os meus, e meu coração simplesmente... afrouxou. Suspirei, sentindo aquele alívio meio bobo, meio ansioso, completamente incontrolável.

— Alex!

Saiu quase como uma risada — uma risada boba, idiota, automática — enquanto ela falava com Elliot e os demais dentro da sala da Casey.

— Tá, vamos trabalhar, vai...

Casey disse, pedindo que Alex se sentasse e revisassem o caso. E assim, Elliot me puxou de volta para o departamento. Estávamos no carro dele. Elliot dirigia enquanto eu procurava meu celular para ligar para o Sr. Cabot.

— Pra quem vai ligar? — ele perguntou, franzindo o cenho.

— Para a família da Alex. Eles precisam ver a Alexandra.

— Não acha melhor deixar isso pra depois do veredito?

— El, eu não sei o que vai acontecer depois disso, tá bom? Eles precisam vê-la!

Ele assentiu, puxando o próprio celular quando começou a tocar. Eu tentava ligar para Andrew e para o Sr. Cabot — mas ninguém atendia. Meu cenho fechou na hora, ao mesmo tempo em que Elliot virou o carro bruscamente.

— O que houve?

— Tentaram matar o Antônio de novo. E o capitão pediu que ficássemos com a Alex no prédio de escolta.

Assenti, o estômago dando um nó.

— Você pode parar? Eu preciso ir buscar o Andrew e o Sr...

— Liv, você tem certeza?

— Por favor. Eu nunca tive tanta certeza na vida. A gente se encontra mais tarde, tá bem?

O detetive concordou e parou o carro. Saí rápido e peguei um táxi. Busquei os Cabot e os deixei no prédio da promotoria. Depois, fui ao departamento pegar uma ficha completa sobre o Connors. Algo me dizia que eu precisaria daquilo.

Quando voltei para o prédio da promotoria, já era noite. Elliot me ligou avisando que eu ficaria de escolta noturna com Alex.

Quando cheguei, os dois estavam jogando. Ela parecia triste — aquele tipo de tristeza silenciosa, contida — e, depois que Elliot saiu, faria possível para animá-la, prometi a mim mesma que faria.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora