jacuzzi

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos na jacuzzi há alguns minutos, e eu ainda não tinha conseguido beijá-la. Alex simplesmente não parava de falar sobre o quanto tinha gostado do jantar, sobre como estava feliz por eu finalmente ter tido uma conversa decente com meu melhor amigo, Rafael Barba, pela primeira vez.

Eu apenas assentia, em silêncio, enquanto ela levava a taça aos lábios repetidas vezes. Pequenos goles, um atrás do outro. E, bem... eu também já estava quase tonta. Foi por isso que abandonei minha própria taça.

— Sabe, Liv... por que não convidamos Harry e Rafael pra jantar no seu restaurante favorito?

Olhei para ela, confusa. Eu mal tinha acompanhado metade do que Alex vinha dizendo, por causa do vinho correndo no meu sangue, por causa da ansiedade apertando meu peito, por causa do medo que eu não conseguia afastar. Eu estava tensa. E Alex... Alex estava bem.

— Am... Harry? Quem é esse? Perguntei, franzindo levemente a testa.

— Meu bem... você não está ouvindo o que eu tô falando com você? Ela soltou, com um meio sorriso, mas com um fundo de impaciência suave. — Eu estou falando disso já tem uns vinte minutos.

Alex falou enquanto virava a garrafa de vinho na própria taça. Em seguida, lançou um olhar rápido para a minha ainda cheia.

Ela revirou os olhos antes de beber mais um gole, e eu bufei baixo, me aproximando.

A loira soltou uma risada leve, despreocupada, deixando a taça no chão ao lado do corpo. Mas então... Olivia ficou séria.

Um arrepio percorreu a pele de Alex quando seus corpos se tocaram, o calor do peito de Olivia contra o dela. A morena apenas a abraçou, se acomodando em seu colo, com calma, examinando cada detalhe.

Os olhos baixos. A pele corada. Engoliu em seco, sentindo a tensão subir pela garganta. Havia algo ali, algo que incomodava Olivia. Um leve traço de irritação se misturando com a preocupação... porque Olivia tinha pedido que parasse de beber e ela não tinha parado, simplesmente continuou.

— Por que não para de beber agora? Já chega, Alexandra... Minha voz saiu em um sussurro, próxima demais. Íntima demais.

Alex suspirou... e negou, devagar.

— Não, Liv... eu... eu-que-que-ro continuar...

Ela gaguejou, mas não parecia fraca. Pelo contrário. Alex estava bem. Ela se sentia bem.

— Amor... você nunca faz o que eu te peço, por quê? Por que, Alexandra?

Perguntei, já irritada, me afastando um pouco. Mas Alex me seguiu quase no mesmo instante, inclinando-se para roubar um selinho dos meus lábios. Eu ainda bufava, presa à própria frustração.

Ela não respondeu. Em vez disso, virou-se, pegou a taça e bebeu mais um pouco de vinho como se ignorasse completamente o que eu tinha acabado de dizer. Depois voltou pra mim... como se nada tivesse acontecido. Como se não importasse.

— Meu bem... não fica brava, por favor... nós-nós estamos rela-laxando a-qui nessa á-água...

Alex falou, me olhando, com a voz tropeçando nas palavras. Bufei de novo.

A lembrança veio sem aviso, minha mãe, bêbada... a mesma sensação incômoda apertando o peito. Eu detestava aquilo. Detestava ver Alexandra assim.

— Não seja chata, Margaret, meu Deus... eu não estou bêbada.

Ela disse, me puxando mais para perto. Os olhos baixos, o riso solto, fácil demais. Levei minhas mãos até o rosto dela, segurando com cuidado... mas firme. Meus dedos encontraram o queixo dela, erguendo levemente.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora