Alibi

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POV OLIVIA BENSON

Já tinham se passado duas semanas naquela rotina de passar o dia no departamento e as 18hrs eu voltava pra casa. Neste caso, eu e o Elliot havíamos discordado de algumas coisas — o suficiente pra transformar divergência em briga logo no começo do expediente.

Agora ele tinha me seguido até a sala do capitão. Eu estava furiosa como se tivesse dez anos. E, bem... ele também.

— Elliot, você é um idiota. Sabia disso?

Olivia disse, encarando-o, enquanto o Capitão Cragen suspirava pesado atrás da mesa e revirava os olhos. O mais velho apenas assistia aos dois detetives em pé, discordando mais uma vez naquela semana.

— Eu sou um idiota? — Elliot rebateu. — Por estar vendo o óbvio?

— Não. Idiota. Idiota de nascença! Disparei, sem pensar duas vezes.

Cragen revirou os olhos de novo.

— E você é uma burra. — Elliot retrucou. — Você não estava lá naquela confissão?

— CHEGA!

Cragen se levantou da cadeira de uma vez, contornando a mesa e se aproximando dos detetives.

— Os dois "idiotas" estão suspensos por um dia, até pararem com essa criancice.

— Mas, capitão... — comecei, sendo interrompida por Elliot.

— Ela que não está pensando com clareza e eu estou sendo suspenso?

Cragen cruzou os braços, impaciente.

— Sério? Já tem quatro dias que vocês estão nessa. Querem que eu tire os dois do caso? Ou preferem uma semana inteira de suspensão?

Eu e Elliot ficamos em silêncio. Nos encaramos por um segundo. Revirei os olhos.

— Foi o que eu pensei. Sumam da minha frente!

Cragen disse, acenando em um gesto impaciente de "tchau". Os dois detetives saíram da sala quase ao mesmo tempo e foram direto para suas mesas, ainda discutindo no caminho.

— A culpa é sua, Elliot. Por que você te que ser tão burro?

Disse Olivia, abrindo o armário com força. Elliot apenas revirou os olhos enquanto abria o dele.

— Vá se danar, Benson!

— Está feliz agora? Perguntei, já sabendo a resposta. Ele não disse nada. Apenas me viu sair às pressas do prédio.

Entrei no carro com o peito apertado, a cabeça a mil. Eu não podia acreditar que tinha sido suspensa justamente naquele caso. Precisava trabalhar nele. Precisava ajudar a vítima. Aquilo me corroía.

Eu estava sobrecarregada — e, pela primeira vez em dias, não vi outra alternativa além de pedir ajuda à minha esposa.

Dirigi com pressa até o escritório da Alex, praticamente do outro lado de Nova Iorque. No caminho, fiz questão de parar e comprar um saco de jujubas. Um hábito antigo. Um pedido de paz disfarçado.

Quando cheguei, sorri automaticamente para a secretária, Beth.

— Ela está muito ocupada?

Perguntei Olivia, tentando soar calma. A mais nova assentiu, mas logo pegou o telefone e discou para o escritório da Alex.

— Posso? Perguntei, me aproximando. Ela me entregou o telefone sem hesitar.

— Beth? Está tudo bem?

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora