licor 43

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POV OLIVIA BENSON

Já tínhamos terminado de comer — pratos vazios, taças quase esquecidas nas mãos — e estávamos agora naquela fase leve do jantar, depois da sobremesa.

Só Alex e o irmão tinham pedido doce, e os dois cochichavam há tanto tempo que já parecia tradição familiar, enquanto eu conversava com os pais dela.

O som da risada dela se destacava no restaurante inteiro, tão gostosa que era impossível ignorar. Ela acenou para Taylor vir até nossa mesa, ainda rindo.

— Às vezes você parece uma abestalhada... — Andrew provocou, gargalhando, e Alex imediatamente fechou a cara.

— Amor, você também acha? — ela perguntou, fazendo um bico irresistível, apoiando o queixo na mão me olhando.

Ela cruzou as pernas com elegância, o salto reluzindo sob a luz quente do restaurante, a postura naturalmente sensual, o quadril levemente empinado. Meu olhar foi automaticamente atraído para suas nadegas, e eu nem tentei disfarçar.

— Claro que não! — respondi sem hesitar, mesmo enquanto meus olhos continuavam presos no corpo dela.

Alex percebeu, sorriu orgulhosa e voltou seus olhos para o irmão, que olhava para Taylor como se ela carregasse todo o oxigênio do restaurante.

— Pois não? — Taylor perguntou, já corada só de estar ali.

— Qual a sua meta hoje? — Alex perguntou com aquela ousadia que só ela tinha. Na mesa todos franziram o cenho — menos Andrew, que ficou sério na mesma hora. Taylor o olhou com um sorriso bobo, denunciando tudo.

— Licor 43! — ela declarou.

— Hm... você já tomou licor? — Alex perguntou ao irmão, já rindo.

— Ca-claro! — ele respondeu vermelho, antes de se entregar e começar a rir junto.

— Claro que não, né? — Alex aumentou a zoeira, depois olhou para os pais.

— Eu quero uma dose, por favor! — o Sr. Cabot disse, rindo.

— Querida, toma uma também, vai? — ele pediu, acariciando a mão da esposa. Ela assentiu.

— Três! A Olivia também vai tomar! — Alex declarou, apontando pra mim com um sorriso malicioso. Ela olhou para Taylor. — Você pode trazer também três cafés?

— Você não vai pedir café pra você? — perguntei, estranhando, enquanto me levantava para ir ao banheiro. Ela apenas fez que não.

— Você não vai tocar no meu café! — avisei, rindo e apontando o dedo pra ela. Alex olhou para Taylor e riu, levantando-se logo atrás de mim.

— Pode trazer quatro, por favor... amor, me espera. — ela pediu, e veio atrás de mim com aquele passo leve, quase dançante.

Pegou minha mão assim que me alcançou, e suas mãos estavam quentes, contrastando com as minhas.

No corredor dos toaletes havia uma fila. A luz ali era mais baixa, âmbar, refletindo nos óculos dela — que estavam levemente escorregados no nariz por causa das risadas.

— Por que você está tão gelada? — Alex perguntou, me puxando pela nuca para um abraço apertado, roçando o nariz no meu.

— Tô com frio. Deixei meu casaco no carro. — respondi.

— Ah, você veio de carro? — ela brincou, aproximando os lábios dos meus. Assenti.

— Amor... vamos usar o quarto hoje de novo? Você gostou, não gostou? — ela murmurou, nos lábios quase colados.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora