POV OLIVIA BENSON
Eu tinha acabado de ter um orgasmo e ela ria, me observando suspirar enquanto eu me deitava ao seu lado. Alexandra vestiu o roupão novamente e correu até o berço do Noah, toda fofa, falando com ele em voz baixa.
Ela era perfeita. Trocou a fralda dele ali mesmo, na nossa cama, ao meu lado, enquanto eu ainda estava deitada. Depois de vesti-lo, deu um tapinha leve na bundinha dele.
Noah me olhou e tentou se aproximar; Alex logo o ajudou a chegar até mim. Ele começou a mamar, concentrado, e eu vi Alexandra sorrir. Ri de volta. Ela estava bem. Feliz.
— Está de folga hoje? — perguntei.
Alex assentiu que não, revirando os olhos.
— Vou trabalhar em casa hoje... — bufou, claramente aliviada por não precisar sair.
— Tem certeza? — provoquei, rindo.
Da última vez, Noah não a deixou trabalhar nem cinco minutos. Já fazia duas semanas que ela não tentava, mas hoje eu estava decidida a não deixar ele atrapalhar.
— Sim. Eu só vou fazer um café preto e entrar no escritório. Te vejo na hora do almoço.
Ela me deu um beijo demorado, daqueles que ficam, depois cheirou a cabecinha do Noah, ainda concentrado enquanto mamava.
Fiquei na cama esperando o pai de Alexandra chegar com o Andrew. Não demoraram. Meu sogro acabou preparando o almoço, e eu o ajudei, enquanto Andrew ficou com Noah no colo.
Quando tudo ficou pronto, dei banho no Noah, ele mamou de novo e dormiu. Coloquei o berço portátil na sala, onde dava pra vê-lo da mesa de jantar, e fui direto ao escritório chamar Alexandra.
Ela usava apenas o roupão, o cabelo preso num coque improvisado com uma caneta. Estava recostada na cadeira, pernas cruzadas, óculos no rosto, lendo alguns papéis e rabiscando distraidamente.
Quando me viu, sorriu — e então seus olhos desceram para minhas mãos, onde eu segurava uma camisola dela e um robe combinando.
— Já está na hora do almoço? — perguntou, fechando o notebook.
Assenti com a cabeça.
— Sim, você consegue ir? — perguntei, me aproximando.
Alex tirou a caneta dos cabelos e os penteou com os dedos de forma distraída. Espiei alguns papéis sobre a mesa; ela trabalhava em um caso do Congo.
— Claro! — respondeu rindo.
Ela abriu o roupão, e meu olhar foi direto para o pescoço dela. Havia uma marquinha vermelha ali.
— O que é isso? — perguntei, séria, tocando o local com os dedos.
— Não sei... acho que um mosquito me mordeu.
Alex disse isso olhando para minha boca, umedecendo os lábios. Coçou a marca sem pensar, deixando-a ainda mais vermelha.
— Nesse frio? — questionei, confusa.
— É... que pena, né? — ela sorriu de canto. — Eu queria que você tivesse me mordido, e não um mosquito babaca.
Alex vestiu o robe depois de colocar a camisola. Eu ri, corada, e cocei a nuca.
— Oh, que mosquito babaca... droga! — resmunguei, rindo.
Ela era péssima em flertar às vezes, e eu achava aquilo adorável. Alex continuou me olhando, claramente se divertindo com a minha reação. Ainda meio perdida no clima, passei os braços pela cintura dela e a abracei.
VOCÊ ESTÁ LENDO
será um dia? cabenson
FanfictionSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
