POV OLIVIA BENSON
Estávamos nos beijando na sala dela há vários minutos, tão grudadas que eu sentia o perfume quente da pele dela misturado com o som leve da respiração ofegante em minha boca.
Mordi seu lábio inferior devagar, puxando leve, enquanto minhas mãos deslizavam pelo pescoço dela.
Acariciei sua bochecha com o polegar, sentindo suas batidas aceleradas — o coração dela parecia querer saltar pela pele.
— Por que se passou perfume às 4 da manhã?
Eu disse enquanto dava selinhos nela. Alex ria entre os beijos, aquela risadinha manhosa que sempre fazia meu corpo inteiro aquecer.
— Pensando em você, só isso.
Alex disse animada, elas mal se falavam no departamento ou no tribunal.
— Você está bem? Perguntei com um sorriso, fazendo cafuné nos fios loiros que caíam sobre o rosto dela.
— Eu preciso te mostrar uma coisa, vem Liv!
Alex entrelaçou os dedos aos meus e começou a me puxar. Eu revirei os olhos, exausta, vi ela trancar a porta.
— Amor, eu preciso dormir, precisamos dormir.
Mas a segui mesmo assim, arrumando meu cabelo para trás enquanto ela caminhava apressada pelo corredor.
Alex abriu uma porta que eu raramente via sendo usada — um quarto vazio — e tirou uma chave do bolso do robe. Quando ela destrancou e empurrou a porta...
Minha boca abriu sozinha.
Fiquei completamente muda nos primeiros segundos. Nos cinco minutos seguintes, caminhei pelo ambiente em silêncio, absorvendo cada detalhe, cada canto do cômodo.
Alex, atrás de mim, rindo tímida e completamente corada, prendeu o cabelo em um coque improvisado e ajustou os óculos no rosto enquanto me observava.
O quarto... era exatamente o que ela sempre dizia em brincadeira que queria ter. Só que agora era real.
— Isso aqui foi muito caro? — perguntei rindo, tocando alguns objetos enquanto ela me olhava.
Havia uma cama larga, um sofá de couro, algemas presas a correntes, uma escrivaninha cheia de vibradores, cintos de couro, fantasias dobradas com cuidado, um balanço pendurado no teto.
Alex mordeu o lábio, tímida e orgulhosa.
— Isso não importa, Liv... — disse enquanto me observava tocar alguns objetos.
Eu abri a gaveta e encontrei um chicote de couro. O peguei, e sem tirar os olhos dela, bati de leve contra o sofá. O som seco ecoou pelo quarto.
— Caroline... quanto você está sedenta?
Ela jogou a cabeça pra trás rindo, engolindo em seco.
— Amor, já tem dias que nós não—
O som do chicote batendo novamente a fez arregalar os olhos. Me aproximei devagar, séria, controlada.
— Nada de "amor" agora, tá bem, doutora?
Alex assentiu rápido, mordendo o lábio.
— Eu estou quase... quase explodindo de desejo.
— Ótimo.
Ela fechou os olhos esperando um beijo, mas eu segurava outra intenção. A peguei pela cintura e a joguei no sofá de couro; o som de sua risada ecoou pelo quarto.
Joguei o chicote longe, arrancando primeiro o robe dela, depois a camisola... e só então retirei seus óculos, que coloquei com cuidado sobre a escrivaninha.
Prendi suas mãos para trás com uma corda enquanto ela me olhava com aquela expressão que sempre me desmontava: vulnerável, entregue, totalmente minha.
Minha respiração estava pesada, mas minha voz saiu firme:
— Tem alguma palavra-chave caso queira que eu pare?
Alex suspirava como se já estivesse no limite.
— Tenho certeza que não vou precisar.
— Tem certeza?
Ela riu baixinho, nervosa.
— Que tal... jujuba verde?
Assenti, segurando o riso. Peguei um vibrador aleatório da escrivaninha e logo troquei por outro, rindo de canto.
— Ora, ora... o que temos aqui?
Alex acompanhava cada movimento com os olhos brilhando.
Chequei sua intimidade com os dedos, apenas para me certificar se precisava de lubrificante — e a resposta veio na forma de um sorriso meu. Ela estava encharcada. Passei o polegar bem devagar pelo clitóris dela, fazendo-a suspirar alto.
Levei o vibrador à boca, chupei a ponta naquele massageador de clítoris, e só então abri suas pernas — com calma, como se fosse um ritual — antes de deslizar o brinquedo para dentro dela. Quando liguei no nível um, Alex grunhiu. No máximo, ela arqueou o corpo inteiro, gemendo quente.
Eu observava, fascinada. Seu rosto relaxado, o peito subindo e descendo rápido, as pernas tremendo. Quando ela apertou as coxas e soltou um gemido quebrado, eu sabia.
— Você chegou? — perguntei olhando o relógio. Ri. — Não foi nem oito minutos.
— Eu... eu tava com— com muito tesão, Liv... — ela ofegava. — E você sabe que com vibrador eu...
Nem precisou terminar. Retirei o vibrador devagar, sentindo-a estremecer, e substituí pelo meu dedão circulando seu clitóris. Inclinei meu rosto sobre o dela, nossas respirações se misturaram.
Beijei sua boca, e ela retribuiu com tanta fome que quase esqueceu que estava com as mãos presas. Mordi seus lábios rindo, desci pelo pescoço, pela barriga... até que meu rosto encontrou seu íntimo.
Lambi devagar, depois um pouco mais firme, variando o ritmo enquanto ela gemia, gemia, gemia... rebolando contra minha boca. Fiquei ali por quase vinte minutos, sentindo o corpo dela estremecer e se entregar.
— Oh meu Deus... wow! — Alex arfou quando teve outro orgasmo, meus lábios sugando com carinho seu líquido. Beijei o interior de suas coxas e a barriga enquanto observava seu peito subir desesperado.
Ela tremia. Relaxada. Entregue.
Soltei suas mãos e Alex olhou para mim com uma expressão tão intensa que quase me desarmou toda. Assim que soltei a segunda mão, ela praticamente me puxou para si, sentando no meu colo como se fosse sua única chance na vida.
Suas pernas envolveram minha cintura, nossas testas se tocaram, respirações unidas. E naquele instante, eu pensei: Ela é a coisa mais gostosa que existe. E eu sou completamente apaixonada por ela.
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será um dia? cabenson
Fiksi PenggemarSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
