Mila's Pov
- Está muito lindo. _ parei na porta e olhei para o quarto decorado do jeito que Maia falou comigo que queria.
As mesmas cores, os mesmos detalhes, o mesmo berço, o mesmo que ela queria.
- Só espero que ela goste.
- Irá gostar. Obviamente não te dirá que gostou devido ao que estão passando agora, mas ela vai adorar.
- A entendo. Posso perguntar algo sério? Seja honesta.
- Claro.
- Podes dizer-me o que aconteceu com o Georgio?
Como ele sabia?
- Se estás a perguntar-me isso é porque não ficou sabendo pela Maia.
- Não, não fiquei.
- Então não posso ser eu a dizer-te sobre ele.
- Há uns tempos encontrei uma caixa onde estava algumas coisas dele.
- Melhor ter essa conversa com a Maia e não agora. Num outro momento, é um assunto muito delicado para ela.
- Pelos vistos também é para o Greco.
- É...
- Tudo bem.
Olhou para as horas e ergueu-se.
- Vai para o hospital?
- Não, só amanhã.
Achei aquilo estranho.
Era estranho ele ficar um dia inteiro sem querer ver a Maia e o filho deles.
Mas não podia fazer muitas perguntas a ele... À Maia sim.
- Está bem. Venha, a comida está servida.
Saímos os dois do quarto, mal ele sentou alguém bateu à bateu.
- Eu abro. _ele disse levantando.
Olhei curiosa ao ouvir uma voz masculina. Obviamente não era nada demais, entretanto soou agradável ao meus ouvidos.
Ele entrou e eu fui a primeira atracção onde seus olhos pararam.
Comparando-se comigo era muito alto, cabelos castanhos, barba mal feita mas nem com isso o deixava mal, olhos castanhos bem atraentes.
- Mila, este é o detetive Velasco, meu novo parceiro. Velasco, essa é a Mila, minha amiga.
- Muito prazer.
- Igualmente.
Voltou a colocar as mãos no bolso.
- Vamos conversar sobre uns assuntos. _ Nolan disse.
- Vou deixar-vos a sós.
- Pode ficar.
- Vou pegar outro prato. _falei olhando para o Velasco.
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INFILTRADO
RomanceNolan é um policial determinado a desmascarar um poderoso empresário, mas para isso precisa se infiltrar como guarda-costas da esposa dele, Maia - uma mulher misteriosa e cheia de segredos. Conforme a missão avança, a linha entre o dever e o sentime...
