Capítulo 54

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Maia Benson

Desde que saímos da delegacia Greco não trocou nenhuma palavra comigo, estava muito quieto e isso me preocupava bastante. Temia que talvez ele tivesse descoberto que eu fosse informante da Polícia, embora não visse como, já que o Sargento fizera uma ótima performance lá.

Mas imaginava que estivesse puto comigo, afinal de contas na cabeça dele eu era a culpada.

 Aaron, seu amigo foi ao encontro de Verno com um único motivo, matá-lo. Ele era o culpado da morte do seu filho, Giselle perdera o bebé naquela maldita noite. Verno ter me feito de refém tão logo notou a presença dele, deixou Aaron de mãos atadas.

Não podia disparar contra ele porque implicaria matar-me, mas eu vi nos seus olhos...Se Greco não tivesse aparecido, ele teria disparado, não se importou se eu morreria ou não.

—Por que não ligou para mim?_ por fim ele disse. - Por que raios não ligou para mim, droga?

—Se pudesse, não acha que seria a primeira coisa que teria feito? Fui surpreendida.

— E como a Polícia soube?

—  E como você quer que eu saiba? _ não respondeu, permaneceu com o seu olhar em mim. 

- Eu arranjei a merda do guarda-costas para isso. E já disse que quando ele está de folga você fica em casa, porquê raios você não ouve o que eu digo?

- Está gritando comigo por quê?

- Porque você foi teimosa! Você colocou a vida do meu filho em risco! _ gritou. -Cazzo! _ afastou-se e ficou andando de um lado para o outro. - Desculpe, eu não quis gritar. _ virou-se.

Suspirei e dentro de mim gritei '' Ação''.

— Fiquei com muito medo. __ disse baixinho. Limpei minhas lágrimas. Seus passos pesados foram ao meu encontro e sentou ao meu lado, envolveu meu corpo nos seus braços e beijou minha cabeça.

— Desculpe. _ ele disse. — Não suportaria a ideia de perder vocês, Amorino.

—  Essas pessoas estão chateadas, Greco. Esse homem me mataria hoje. 

-  O que é que ele disse a você? _ minhas pupilas dilataram ao lembrar que o ele sabia do caso que tinha com o Noah, e como se não bastasse me chantageou com isso. Queria que ele morresse para não contar ao Greco.

Embora não tenha dito nomes, eles logos perceberam, afinal, são policiais.

— Falou alguma coisa sobre documentos.

- Quais?

- Não sei, disse que tinha de dá-los ou me mataria. Pediu desculpas pelo que houve, disse que o plano inicial era apenas me sequestrar para chantagear você. O que é que você tem que ele quer?

—Nada. _ desfez o abraço e levantou.

—  Nada, Greco? Nós íamos morrendo por nada? Greco? _ tive de ir atrás dele.— Greco.

— Você precisa descansar.

— Você também, onde  vai?

— Volte para a cama. Só vou resolver uns assuntos.

- Meu Deus..._ tive de me apoiar no corrimão. Por medo, correu até mim.

- O que foi? Está passando mal?

- Não. _ sentei na escada. - Estou cansada.

- Venha, vou levar você para a cama.

- Vai lá resolver os seus assuntos. Me deixe. _ dramática me soltei dele e com dificuldades levantei. 

Mesmo sem olhar para trás sorri porque sabia que ele vinha atrás de mim. Significava que eu ganhara.

Tudo que eu queria do Greco tinha de aproveitar durante a gravidez. Ele faria tudo que eu pedisse, só tinha de ser esperta.

- Se já o que são esses documentos, entregue para ele. _ me virei. - Não quero me sentir insegura dentro da minha própria casa.

- Não sei por que raios ele quer aquilo. _ ele disse pensativo. 

- O que é? _ curiosa, mas não tanto, questionei.

- São umas informações, não entenderia.

- Então me faça entender. 

- Não. _ veio até mim e segurou meu rosto com delicadeza. - Não vou envolver você nisso. Quero que tenha uma gravidez tranquila e segura.

- Sendo esposa do Greco De Luca? Será impossível. _ me afastei dele. - Se não me contar, vou descobrir sozinha, do mesmo jeito que descobri que me traiu com àquela policial. 

- De novo isso?

- Só estou dizendo que se não me contar, eu mesma irei descobrir.

- Tenho de ir ver o Aaron. Daqui a pouco estou em casa. 

- Vou com você.

- Não, fique. A Giselle está lá e sabe como ela é. 

- Está bem.

- Descanse. _ deu-me um selinho e depois beijou minha barriga. 

Sentei na cama.

Olhei para o meu telefone.

Noah.

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