Capítulo 7

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                           Maia's Pov


— Você não está mesmo feliz por me ver. Já não volto aqui. Só precisava saber se estavas bem.

— O teu marido sabe que estás aqui?

— Não sabe. — levei uma madeixa de cabelo atrás da orelha. — Não sabe de nada.

— E como me acharam?

— Não sei. Foi ele. — apontei de leve com a cabeça para o meu guarda-costas, que estava um pouco afastado, ao telemóvel.

Andrew seguiu o meu olhar.

— Confias nele?

Soltei um suspiro curto.

— Até agora, só me apetece matá-lo. _ sorriu.

— Sinto a tua falta. — continuei, mais baixo. — E adaptar-me de novo é difícil.

— Você consegue. — ele disse, sério. — Mas não pode mais vir aqui. Se o teu marido descobre, ele mata-me a mim ou alguém da minha família. Eu afastei-me de você porque ele me ameaçou.

O estômago apertou.

— Desculpa por te ter colocado nessa situação. Não volto mais. Saber que estás vivo já é suficiente.

Seegurou o meu rosto com cuidado.

— Só peço que tenha cuidado com ele. Você podia denunciá-lo.

— Sobre o quê?

— Violência doméstica. Ameaças. Perdi a conta de quantas vezes cuidei dos teus machucados.

Desviei o olhar.

— Não quero falar sobre isso. _ele suspirou, derrotado.

— Um dia ele te mata.

— Andrew, por favor.

Ele assentiu.

— Olha para mim. Você pode sempre contar comigo. Está bem?

— Está bem.

— Se ele voltar a bater em você ligue para mim. Você sabe qual é o meu trabalho, é só uma ordem sua e ele estará comendo terra.

Sorri.

- Não quero transformar você num assassino. _ falei séria.

- Mas se você fizesse a denúncia...

- Não adiantaria para nada, Andrew. Tanto tempo a trabalhar para nós e você nunca percebeu que o dinheiro fala? O dinheiro compra tudo, Andrew. Tudo.

Ele não comentou, apenas voltou a encarar o meu guarda-costas.

Estava falando há bastante tempo.

Com quem seria?

— Não me contou que tinha namorada.

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