Capítulo 67

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Greco's Pov

Não adiantava importunar elas porque sabia que Maia era inteligente e altruísta o suficiente para não contar para elas.

Eram muitas perguntas que eu tinha que saber.

Saiu do país?

Foi pega por homens que me odiavam?

Dado à merda que fizera, preferia acreditar que fugiu porque tinha medo de mim.

E ainda bem que temia porque eu realmente tinha raiva suficiente para matá-la.

Mas o seu estado me fazia repensar naquela possibilidade, ainda mais porque não tinha a certeza de que o filho não era meu.

Ela traiu-me de todas as formas que poderia imaginar.

As memórias de tudo que vivemos vieram-me à mente ao ver nossa foto que estava por cima da cómoda.

Era o dia do nosso casamento.

Ela estava tão linda naquele dia.

A sua inocência, a pureza e calmaria que ela exalava era surreal.

Mas agora...Não que ela tivesse mudado completamente, mas estava diferente.

Não adiantava me fazer de santo, em parte, eu sabia que as suas atitudes, a sua mudança foram influenciadas pelos meus comportamentos.

Reconhecia que não fora um marido excelente.

Joguei a foto na cama e saí do quarto.

A casa estava tão vazia e fria. Era como se Maia fosse a alma daquela merda.

Em dias normais estaria deitada no sofá reclamando para mim que o bebé não parava de chutar sua barriga.

Ou ainda, estaria com as empregadas conversando sobre coisas de mulheres.

E ainda estaria a Lola fazendo coisas de crianças.

Com um enorme suspiro, sentei na parte do sofá onde Maia geralmente deita e fechei meus olhos.

- Senhor? _ abri meus olhos.

As duas mulheres estavam paradas olhando para mim com medo e receio.

O silêncio demorado para falarem seja lá o que fosse, era como se uma delas não estivesse seguindo o guião de quem continuaria depois do " Senhor".

- Conseguiu achar a Mrs. De Luca? _ Mila disse por fim.

- Não, não consegui achar a Mrs. De Luca. _ reapondi sereno, para a surpresa delas. - Se eu souber, vocês saberão, fiquem descansadas.

- Só espero que eles estejam bem._ a outra disse como se estivesse rezando.

- A gente já vai.

- Você não, Mila. Fique.

Mesmo não olhando para elas, ambas entreolharam-se tentando comunicar telepaticamente.

A outra foi e Mila permaneceu em pé até eu pedir para ela sentar ao meu lado.

- Bebe? _ questionei pegando nas garrafas.

- Bebo. Mas prefiro não beber agora.

Ignorei o que queria e servi para ela. Recebeu o copo e suspirou.

Nunca em toda minha vida achei que acabaria numa sala vazia dividindo meu whisky caro com uma empregada.

De uma só vez, bebi e voltei a encher o copo.

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