Greco's Pov
Não adiantava importunar elas porque sabia que Maia era inteligente e altruísta o suficiente para não contar para elas.
Eram muitas perguntas que eu tinha que saber.
Saiu do país?
Foi pega por homens que me odiavam?
Dado à merda que fizera, preferia acreditar que fugiu porque tinha medo de mim.
E ainda bem que temia porque eu realmente tinha raiva suficiente para matá-la.
Mas o seu estado me fazia repensar naquela possibilidade, ainda mais porque não tinha a certeza de que o filho não era meu.
Ela traiu-me de todas as formas que poderia imaginar.
As memórias de tudo que vivemos vieram-me à mente ao ver nossa foto que estava por cima da cómoda.
Era o dia do nosso casamento.
Ela estava tão linda naquele dia.
A sua inocência, a pureza e calmaria que ela exalava era surreal.
Mas agora...Não que ela tivesse mudado completamente, mas estava diferente.
Não adiantava me fazer de santo, em parte, eu sabia que as suas atitudes, a sua mudança foram influenciadas pelos meus comportamentos.
Reconhecia que não fora um marido excelente.
Joguei a foto na cama e saí do quarto.
A casa estava tão vazia e fria. Era como se Maia fosse a alma daquela merda.
Em dias normais estaria deitada no sofá reclamando para mim que o bebé não parava de chutar sua barriga.
Ou ainda, estaria com as empregadas conversando sobre coisas de mulheres.
E ainda estaria a Lola fazendo coisas de crianças.
Com um enorme suspiro, sentei na parte do sofá onde Maia geralmente deita e fechei meus olhos.
- Senhor? _ abri meus olhos.
As duas mulheres estavam paradas olhando para mim com medo e receio.
O silêncio demorado para falarem seja lá o que fosse, era como se uma delas não estivesse seguindo o guião de quem continuaria depois do " Senhor".
- Conseguiu achar a Mrs. De Luca? _ Mila disse por fim.
- Não, não consegui achar a Mrs. De Luca. _ reapondi sereno, para a surpresa delas. - Se eu souber, vocês saberão, fiquem descansadas.
- Só espero que eles estejam bem._ a outra disse como se estivesse rezando.
- A gente já vai.
- Você não, Mila. Fique.
Mesmo não olhando para elas, ambas entreolharam-se tentando comunicar telepaticamente.
A outra foi e Mila permaneceu em pé até eu pedir para ela sentar ao meu lado.
- Bebe? _ questionei pegando nas garrafas.
- Bebo. Mas prefiro não beber agora.
Ignorei o que queria e servi para ela. Recebeu o copo e suspirou.
Nunca em toda minha vida achei que acabaria numa sala vazia dividindo meu whisky caro com uma empregada.
De uma só vez, bebi e voltei a encher o copo.
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INFILTRADO
RomanceNolan é um policial determinado a desmascarar um poderoso empresário, mas para isso precisa se infiltrar como guarda-costas da esposa dele, Maia - uma mulher misteriosa e cheia de segredos. Conforme a missão avança, a linha entre o dever e o sentime...
