Capítulo 58

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Noah Roberts

Questionava-me sobre o que Greco quereria falar comigo, naquele mesmo dia, não havia trabalhado, o que significava que para além das mensagens de bom dia, eu não havia visto a Maia.

Sentia que estava na reta final daquilo e tinha por um momento de deixar ela e me focar noutras coisas importantes.

- Ei. __ disse ao Vin que esperava por mim na sala. Ele não respondeu, apenas começou a subir as escadas, entendi que tinha de o seguir. Era um homem grande e forte, sério e raramente falava. O que me interessava nele era saber o que sabia sobre o Greco, estava a frente de tudo, ele saberia tudo sobre o seu patrão.

O que seria necessário fazer arrancar-lhe algumas informações?

-Me mandou chamar. _Vin fechou a porta e ficou atrás de nós apoiando-se na parede.

Greco permaneceu sentado no sofá com um copo na mão e um charuto na outra. O cabrão sentia-se o Chefão. De repente, entendi que àquele ódio todo por ele não era por ser ele, mas por possuir ela.

Sem dizer nada, pegou num envelope e jogou na mesa.

- O que é isso? _ questionei olhando para ele e depois para o Vin. Era mais para confirmar se ele tinha ou não uma arma apontada na minha cabeça.

- Está com medo? Tire. _ disse Greco jogando a fumaça.

Se o câncer do pulmão não o matar, eu mesmo o mataria.

Aproximei-me e peguei nelas, pela consistência parecia ser foto.

Olhei para ele assustado, não porque ele me causava medo, desde que cheguei ainda não vira a Maia, minha preocupação era que fotos eram àquelas e onde estava a minha mulher.

Abria o envelope tentando não demonstrar o meu nervosismo.

Ao olhar, fiquei aliviado. Ainda era ruim, mas dava para mentir.

-O que quer que eu diga?_ joguei de volta.

- Quer que eu descubra sozinho?

- Tem me espionado?

- Estás sob o meu teto. Confio-te a minha família, penso que tenho esse direito, não acha?

_ Se há alguma coisa que te inquieta sobre mim, apenas pergunte. Não há necessidade de me espionares. Alias, sobre isso não há nada que precisa saber.

- Não? Você trabalha para mim e de alguma forma conhece o homem que quase matou o meu filho e a minha mulher.

Filho dele...Ele dizia com tanto orgulho que quando souber que poderia não ser dele, faria estrago grande.

- São assuntos pessoais.

- Fodam-se os seus assuntos pessoais, porquê foi ter com ele e como sabia que estava aí?

Suspirou desviando o olhar dele.

- Foi ele quem matou o meu pai. Fui até ele para dizer-lhe que farei a mesma coisa com ele.

- Quem é o teu pai?

Olhei para ele.

Quem é o meu pai? Quem é o meu pai?

- Quero tirar minha família dos meus negócios, espero que entenda.

- Ele já está morto de qualquer forma, não vejo problema nenhum. _ Pousou o copo e levantou.

A porta foi aberta, todos nós olhámos para a porta.

Sua barriga parecia estar maior, ela parecia estar saindo do sono, seu rosto estava levemente amassado e seu cabelo bagunçado.

- Está tudo bem? _ ela disse esfregando seus olhos. - Estão a ter um momento de homens?

- Volte para o quarto, daqui a pouco vou ter consigo.

Em silêncio, desobedeceu o marido e entrou. Pegou nas fotos que estavam por cima da mesa e olhou para mim.

Merda.

Voltou a colocar as fotos na mesa e suspirou.

- Estou com fome, vou comer.

- Não coma besteira. _ Greco disse.

- O bebé quer comer besteira.

Nós os dois o seguimos com os olhos, parecíamos os seus cachorrinhos.

- Falamos noutro dia. _ ele disse e saiu.

Olhei para o Vin.

- Se houver algo a mais, irei descobrir._ avisou abrindo a porta para mim.

Porra. Porra.


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