Capítulo 63

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Maia's Pov

- Titia? _ tirei minha atenção da TV e olhei para Lola que me devolvia o telefone. - Estão ligando para a senhora. _ recebi e olhei para a tela.

Era um número desconhecido. 

Por um instante, achei que fosse o Noah, ligando de um número que eu não conhecia. Uma parte de mim queria que fosse. Mas ele andava estranho comigo. Distante. Desde que aquela informação vazara para o Greco, eu percebia que algo mudara. Ele nunca disse abertamente, mas eu sabia que, no fundo, mesmo sem querer, desconfiava de mim. Talvez achasse que eu tivesse sido a responsável por aquilo.

- Alô? _ disse olhando para a Lola.

- Maia, olá. _ não era ele, mas meu coração agiu da mesma forma. Tive de me ajeitar no sofá.

- Senhora Olívia, olá...

- Olá, querida. Como está?

- Estou bem e a senhora?

- Estou bem...

- Há algum problema com o... 

- Não, está tudo bem. Desculpe estar a ligar tão tarde, na verdade, estou a ligar para convidá-la para um almoço amanhã. 

Tive de levantar do sofá.

- Não és obrigada a aceitar, claramente. Mas achei que talvez... _ mesmo não a vendo sabia que ela ficara sem jeito devido ao meu silêncio.

- Não sei se seria uma boa ideia.

- Tudo bem, eu a entendo perfeitamente. _ senti a decepção na sua resposta. Suspirei e passei a mão na barriga. - Tenha uma boa noite, querida.

Mesmo ela já tendo desligado a chamada, ainda fiquei com o telemóvel na orelha por um bom tempo. Eu tentava entender o que ela queria com àquele almoço. Não que eu não gostasse dela, no pouco tempo que passei com ela no início da minha gravidez, apaixonei-me por ela.

- Porra. _ murmurei o suficiente para Lola não ouvir. - Querida, já venho. Vou ter com a mamãe.

- Está bem. _ disse com o olhar grudado na TV.

Após deixar Lola sozinha na sala de estar, fui até ao quarto de Mila. Dei leves toques e aguardei pela sua ordem.

- Está com contrações? _ ela largando o livro e veio ao meu encontro.

- Não, está tudo bem. Obrigada. Espero não estar interrompendo você.

- Não...Estava só lendo. _ ajudou-me sentar na cama. - O que se passa? _ sentou-se também.

 — A mãe do Noah ligou-me...Convidou-me para um almoço. 

- Foi? _ concordei com a cabeça. - O que a senhora disse?

- Bom...Obviamente recusei, o que poderia ter dito?

- Recusou por quê? _ pelo tom da sua questão, deu a entender que não era para ter dito não.

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