Maia
Passou algum tempo...Não algum, o suficiente para em poucas semanas ter o meu filho nos braços.
Naquele tempo, havia estado menos tempo com o Noah e mais com o Greco, me envolvi mais nos seus assuntos e descobri coisas horríveis. Ele estava envolvido na morte daquela moça.
O dinheiro falava muitas línguas, principalmente o dele. Greco nunca sujou suas mãos, ele apenas mandava. Se ele fizesse alguma coisa, seria algo pessoal.
Logicamente contei tudo ao Sargento, afinal só fazia isso porque ele me convenceu. Porém, para não acusá-lo apenas de homicídio, tinha que achar provas de que ele estava ligado à uma rede de tráfico de armas, fraudes e outros.
Alguém o ajudava, alguém importante e eu tinha de saber quem era. Àquele cofre tinha as respostas, embora Greco confiasse em mim, nunca chegou a dizer-me o que tinha nele.
Há uns dias conhecemos " investidores" interessados em comprar as armas que indiretamente ele vendia.
Tendo em conta que semanas depois tudo aquilo viraria passado, tinha de pensar no meu futuro obviamente, não teria um marido rico, então teria de trabalhar para sustentar os meus bebés que em breve, mas tão breve eu teria em meus braços.
Trabalhava num projeto que pensava apresentá-lo ao Evan Holland. Embora soubesse que as chances dele ver o meu CV fossem pouquíssimas, ainda assim preferi arriscar e fazer o trabalho. Naquela maldita noite que quase perdi a vida, havia me dado o seu cartão, nunca cheguei a ligar porque não sabia o que dizer.
Se eu achava um absurdo levar um documento para uma empresa renomada sem ter zero experiência?
Achava, porém, faria na mesma.
Porquê?
Porque podia e além do mais, todo sonho é um absurdo.
( ... )
— O que acha desse?_ disse me apoiando no berço. Olhei para o Noah esperando sua resposta, tirou seus óculos de sol e os colocou na cabeça.
Achei sexy.
—É bonito._ ele disse pegando na etiqueta. - Parece grande demais para o bebé,não acha?
- É para o Ethan.
— Está bem.
Continuei a ver outros berços e ele só me seguia em silêncio, no carro quase que não falamos nada, eu falava bastante, as suas respostas eram curtas.
— Este é bonito.
— Yeah.
— O que se passa?
— Com o quê?
— Tu estás estranho comigo e é chato, desde cedo que não fala comigo devidamente. Está chateado com alguma coisa? Fiz algo de errado?
— Não fez nada de errado.
— Então o que é? Porquê este amuo todo?
— Quero perguntar algo, mas não me leve a mal, pode ser?
— Está bem. O que é?
— Não acha que está muito precipitada?
— Em relação ao quê?
— Isso. _ ele disse mostrando os berços, já tinham sacolas de roupas e alguns brinquedos no carro.
Àquela era a terceira loja infantil que visitávamos.
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INFILTRADO
RomanceNolan é um policial determinado a desmascarar um poderoso empresário, mas para isso precisa se infiltrar como guarda-costas da esposa dele, Maia - uma mulher misteriosa e cheia de segredos. Conforme a missão avança, a linha entre o dever e o sentime...
