Capítulo 16

308 56 23
                                        

   Maia

—  Lembras-te da Maia, minha mulher._ Greco me introduz ao senhor que tinha um ar um tanto assustador.

— Claro que lembro, como poderia esquecê-la? É encantadora.

Conhece-me de onde? Eu não faço a mínima ideia de quem possas ser.

— Com todo respeito, estás um espanto.

— Obrigada, o senhor também.

O lugar era agradável, era um restaurante italiano, imagino que

Greco deve sentir-se em casa.

A música era ao vivo, era calmo e tinha pouca gente.

— Como já disse, o Gavin é um amigo meu, está cá por uns dias.

— Já havia esquecido o solo americano. Greco, porquê nunca a levou?

— Aqui está melhor e quero que se sinta em casa._ faz carinho em mim.

— Levar-me aonde?_olho para ele.

—  Para conhecer Europa, é tão linda, principalmente nessa época.

— Mas nossos planos de férias irão mudar daqui a um tempo.

— Que bom, porque dinheiro é para gastar.

— E como está o Maximus De Luca?

Ele não se refere ao pai como pai, mas sim Maximus De Luca.

—  Pondo a cidade em ordem como sempre e espero que estejas a fazer o mesmo.

O que ele quis dizer com isso? Pelo que eu saiba ele não é polícia.

— Faço o que posso.

Deixei de prestar atenção na conversa e fui procurando o Noah com os meus olhos.

Não o vi a lado nenhum.

Odeio admitir, mas vesti-me para ele.

( ... )

— Vou ter com a Mila, temos que falar sobre a...

—  Não me interessa. __ Greco diz.

Está de mau humor, não sei o que se passou naquele jantar mas é por causa do que falou com o amigo.

— Ótimo então.

Tiro meus saltos e calço algo mais confortáveis.

Na verdade não ia ter com a Mila.

Sentia uma enorme necessidade de ver o Noah.

— Noah...__ chamo baixo.

Ele olha para todo lado como se estivesse a ver se era seguro falarmos.

— Sim?

Ele permaneceu em pé olhando para mim... Fiquei sem saber o que dizer exatamente.

Seguro na sua mão e o dirijo até um quarto que eu sei que ninguém nos verá ou ouvirá.

— O que foi?_  fecho a porta.

— Não sei ao certo o que dizer... Só precisava te ver. _falo e ele coloca uma expressão de " Ah, porra".

— Bom, cá estou eu...

— Estou mal... Talvez pudesse me tratar do seu jeito._ sento na cama e fico a olhar para ele de uma forma sedutora.

Ele olha para o seu relógio.

— Está tarde, é melhor eu ir.

— Não paro de pensar no que aconteceu naquela manhã._ ele vira.

— Aquilo não deveria ter acontecido.

— Mas aconteceu. _levanto e paro na sua frente.

— Desta vez podemos evitar.

— Eu quero que aconteça de novo. _seguro a sua mão esquerda, coloco o seu dedo polegar na boca.

Chupei ele.

— Toda vez que penso em nós, sinto as minhas pernas tremerem. _ tiro o dedo da boca e coloco no meu peito.

— Hmmm..._ ele faz uma pressão neles e eu fecho os olhos.

— Sinta o meu peito, está batendo tão rápido.

— Isso não pode acontecer...

— Quero sentir você.

— É muito arriscado...

— Eu não quero saber.

— Mas eu quero. _ele se solta. — Boa noite.

Não respondi.

Sentei na cama e vejo ele a ir embora.

Isso foi humilhante, mas tudo bem.

Estou assim com tanta vontade de querer sentir ele ou apenas quero transar?

Greco.

INFILTRADO Onde histórias criam vida. Descubra agora