Capítulo 52

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Maia's Pov

- Voltámos a ouvir os batimentos cardíacos do bebé. _ passava uma escova no meu cabelo, era hora de dormir, Greco desde que saíra de manhã só voltou de noite, onde ele estava eu não fazia ideia, esperava que a Polícia soubesse. - A doutora disse que está tudo bem. Depois fomos almoçar.

- Você e o Noah? _ levantou e veio até mim. Concordei apenas com a cabeça. - Essa gravidez deixou você mais generosa. _ abraçou-me por trás, de uma forma séria me encarava pelo espelho. Era como se estivesse se concentrando para tentar ler minha mente.

- Estaria mais protegida com ele ao meu lado do que esperando no carro, não acha? _ coloquei minhas mãos por cima das dele.

- Claro. Eu faço isso, sente. _ recebeu-me o creme e sentei. Sem tirar por completo minha blusa, a levantei. Ele colocou o creme, após homogeneizá-lo passou na barriga. Suas mãos estavam frias, frias como se de um morto se tratasse. - O que mais fez? 

Não tinha àquele questionário todo como um resumo de que se importava de facto, apenas queria estar a par de tudo, saber todos os meus passos.

- Não vai acreditar em quem encontrei hoje. 

- Quem?

- Adivinha.

- Alguma amiga sua da faculdade.

- Não, porquê achou isso?

- Pelo seu sorriso, deduzi que fosse alguém importante para você. Quem foi?

- A mãe do Noah, a senhora Olívia. _ parou com as mãos na barriga. O sumiço do seu sorriso assustou-me o suficiente para eu parar de sorrir também.

De repente, percebi que fiz merda.  Cada hesitação minha, sentia que ele fosse arrancar o bebé de dentro de mim como forma de punir-me.

- A mãe do Noah...Conhecê-la de onde?  _ a imagem dela a encontrar-me na cozinha do seu filho enquanto usava sua t-shirt veio-me à mente.   

- No hospital. _ foi a única coisa que consegui dizer. Contudo,  seu silêncio era sinal de que não estava satisfeito com a resposta, ele precisava de mais. - A gente se conheceu no hospital e hoje foi a segunda vez que nos vimos.

- Está bem. _ levantou. - Fico feliz que tenha feito uma nova amiga. _ afastou-se indo sentar na cama. De repente, ele estava mais pensativo. Não era bom.

- Passou o dia todo na empresa? _ comecei prendendo meu cabelo.

- Sim. O orçamento baixou um pouco, estávamos a ver no que poderíamos melhorar.

- Conseguiram achar uma solução?

- Sim.

- Que bom.

No final da noite não conseguia apanhar sono. Era como se meu cérebro estivesse em alerta. O quarto estivesse em silêncio, Greco não estava na cama, e eu pensativa. O suficiente para levantar e de fininho sair do quarto.

Vinha uma única luz do seu escritório, parei na porta.

- Você o achou? _ do outro lado ouvi. - Ótimo trabalho, amanhã irei ter consigo. Preciso que me faça mais uma investigação, Olívia Roberts. _ congelei no mesmo instante que ouvi esse nome. O que ele esperava alcançar com àquela investigação?

Tinha de dizer ao Noah.

( ... )

O desconforto entre nós os dois ainda era visível, parecíamos tão distantes um do outro. Apesar da conversa do dia anterior, ele ainda parecia não acreditar que era o único que eu amava. Durante àqueles meses que passei sem ele, fizera do Greco o meu pilar, um dos motivos era porque precisava estar próxima o suficiente para descobrir informações importantes e passá-las à Polícia, o outro e principal, foi devido a ausência de Noah.

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