Noah Roberts
Eles começaram a disparar, as pessoas começaram por gritar e procurar abrigo.
- Maia! _ aquilo parecia um campo minado.
Vi quando um dos disparos atinge a Giselle.
Ainda disparando contra eles, corri até à Giselle e baixei. Como policial minha maior preocupação naquele momento era ela.
— Ligue para uma ambulância!_ ordenei para a mulher cujo nome eu não decorei.
— Meu bebé! _ Giselle disse segurando no abdômen.
Era tanta gente rica naquele local que eu fiquei sem saber quem era o alvo, até ouvir o grito dela.
— Noah?_ meu tio perguntou assim que eu baixei.
— Estou trabalhando como infiltrado. Você está bem? Está ferido?
— Infiltrado?
— Sim. Sou o Noah Roberts caso alguém questione, está ferido?
— Não, foi só de raspão. Está trabalhando para a Maia?
— Sim. Tenho de ir porque se ela morrer, eu morro também. A ambulância está a caminho. Tenho de ir, eu adoro-te.
— Tenha cuidado!_ ele gritou.
Parei ao olhar o carro que arrancou às pressas.
Avistei o Greco, ignorei ele e segui.
— Sargento._ disse assim que atendeu.
— Já soube. Estamos a caminho, não faça nenhuma estupidez!
— Levaram a Maia, estou atrás dele. Estão conduzindo um Mercedes cinza...Se ela morrer eu morro.
— Estamos a caminho, espere reforços, repito, espere os reforços!
— Não posso esperar reforços.
Era perseguição que parecia não terminar, eles batiam e eu batia, apesar dos vidros do carro serem blindados, não aguentaram o tanto de tiro que tomou.
Não sei o que houve, apenas ouvi o carro onde Maia estava a fazer um barulho e em seguida capotou.
— Não! Não! _rapidamente parei o carro e desci correndo atrás dele que capotava quebrando as árvores mais pequenas.
Parei por instantes e liguei para o Sargento.
— O carro capotou, o carro capotou!_ desliguei e fui correndo.
Corri o mais rápido que pude. Meu corpo bate no chão assim que eu tropecei a cambalhoto até minhas costas baterem numa árvore.
— Porra! Caralho!_ com dificuldades me levantei e fui até ao carro.
— Maia, está me ouvindo?
Olhei para o ramo que atravessou o corpo do condutor.
— Maia? _peguei uma pedra e quebrei por completo o vidro.
— Noah. _ com muita dificuldade ela disse.
— Ei, amor...Eu vou tirar você daí.
— Meu Deus...
Peguei a minha arma e fiz um disparo contra a porta.
— Estou morrendo.
- Não, não, você não está dormindo. Não durma, não durma. Segure a minha mão.
— Não consigo.
Afasto os cacos de vidros para longe e coloquei minha mão no carro. Segurei-lhe a perna e embora puxasse com cuidado ela gemia de dor.
—Desculpa, querida.
— Está doendo.
— Eu sei, e lamento. Não tem outra forma. _segurei-lhe pelo quadril e com toda delicadeza possível a puxei para fora. Todo corpo estava coberto de sangue.
— Prontos, tirei você._ limpei o sangue do seu rosto. —Ei, Maia? Acorda.
Com tanto sangue era impossível saber se era dela ou dos homens que jaziam mortos dentro do carro. Com ela no meu ombro e muita dificuldade, fui me afastando do carro.
Com o barulho das sirenes tocando tanto da polícia como o da ambulância, senti-me mais aliviado.
Uma luz forte iluminou-nos.
— Tem mais feridos? _ um paramédicos diz.
— Lá em baixo.
Outros paramédicos apareceram e receberam-me a Maia.
— Você está bem? Está ferido?
— Não...Eu estou bem. _ajudaram-me a subir e quando chegámos na estrada tive que sentar.
Um carro preto parando e rapidamente desce o Greco. Ele olhou para mim e não diz nada, apenas subiu na ambulância onde Maia foi.
Alguém, não sei quem, conduz o carro onde ele estava e vai atrás da ambulância.
— Estás bem?_ Sargento falou.
— Não. Eu acho que parti as costelas.
— Você precisa ir ao hospital.
Ele chama um paramédico e me ajudou a levantar.
— O meu distintivo caiu, têm de o encontrar.
— Não se preocupe com isso.
— Não acho que o Greco tenha mandado eles.
— Falamos sobre isso noutra altura, vá ao hospital.
— Merda!_ Sargento falou e com ele, alguns paramédicos descem correndo.
Não sei quem nos observava, mas alguém observava.
Com muita dificuldade levantei e fui até ao carro.
— Senhor, está em péssimas condições para conduzir. Não pode._ um policial disse.
— Eu estou ótimo.
— Não está, é uma ordem. Desça do carro agora!
— Conduz tu.
Saí do banco do condutor com dificuldades e ele subiu sem questionar.
Mal nós saímos, uma luz atrás de nós liga.
Era um carro que eu não sei de quem é e nem de onde apareceu.
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INFILTRADO
RomanceNolan é um policial determinado a desmascarar um poderoso empresário, mas para isso precisa se infiltrar como guarda-costas da esposa dele, Maia - uma mulher misteriosa e cheia de segredos. Conforme a missão avança, a linha entre o dever e o sentime...
