Capítulo 45

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Noah Roberts

 Eles começaram a disparar, as pessoas começaram por gritar e procurar abrigo.

- Maia! _ aquilo parecia um campo minado.

Vi quando um dos disparos atinge a Giselle.

Ainda disparando contra eles, corri até à Giselle e baixei. Como policial minha maior preocupação naquele momento era ela.

— Ligue para uma ambulância!_ ordenei para a mulher cujo nome eu não decorei.

— Meu bebé! _ Giselle disse segurando no abdômen.

Era tanta gente rica naquele local que eu fiquei sem saber quem era o alvo, até ouvir o grito dela.

— Noah?_ meu tio perguntou assim que eu baixei.

— Estou trabalhando como infiltrado. Você está bem? Está ferido?

— Infiltrado? 

— Sim. Sou o Noah Roberts caso alguém questione, está ferido?

— Não, foi só de raspão. Está trabalhando para a Maia?

— Sim.  Tenho de ir porque se ela morrer, eu morro também. A ambulância está a caminho.  Tenho de ir, eu adoro-te.

— Tenha cuidado!_ ele gritou.

Parei ao olhar o carro que arrancou às pressas.

Avistei o Greco, ignorei ele e segui.

— Sargento._ disse assim que atendeu.

Já soube. Estamos a caminho, não faça nenhuma estupidez!

— Levaram a Maia, estou atrás dele. Estão conduzindo um Mercedes cinza...Se ela morrer eu morro.

— Estamos a caminho, espere reforços, repito, espere os reforços!

— Não posso esperar reforços. 

Era perseguição que parecia não terminar, eles batiam e eu batia, apesar dos vidros do carro serem blindados, não aguentaram o tanto de tiro que tomou.

Não sei o que houve, apenas ouvi o carro onde Maia estava a fazer um barulho e em seguida capotou.

— Não! Não! _rapidamente parei o carro e desci correndo atrás dele que capotava quebrando as árvores mais pequenas.

Parei por instantes e liguei para o Sargento.

— O carro capotou, o carro capotou!_ desliguei e fui correndo.

Corri o mais rápido que pude. Meu corpo bate no chão assim que eu tropecei a cambalhoto até minhas costas baterem numa árvore.

— Porra! Caralho!_ com dificuldades me levantei e fui até ao carro.

—  Maia, está me ouvindo?

Olhei para o ramo que atravessou o corpo do condutor.

—  Maia? _peguei uma pedra e quebrei por completo o vidro.

— Noah. _ com muita dificuldade ela disse.

—  Ei, amor...Eu vou tirar você daí.

— Meu Deus...

Peguei a minha arma e fiz um disparo contra a porta.

— Estou morrendo.

- Não, não, você não está dormindo. Não durma, não durma. Segure a minha mão.

— Não consigo.

Afasto os cacos de vidros para longe e coloquei minha mão no carro. Segurei-lhe a perna e embora puxasse com cuidado ela gemia de dor.

—Desculpa, querida.

—  Está doendo.

— Eu sei, e lamento. Não tem outra forma. _segurei-lhe pelo quadril e com toda delicadeza possível a puxei para fora. Todo corpo estava coberto de sangue.

— Prontos, tirei você._  limpei o sangue do seu rosto. —Ei, Maia? Acorda.

Com tanto sangue era impossível saber se era dela ou dos homens que jaziam mortos dentro do carro. Com ela no meu ombro e muita dificuldade, fui me afastando do carro.

Com o barulho das sirenes tocando tanto da polícia como o da ambulância, senti-me mais aliviado.

Uma luz forte iluminou-nos.

— Tem mais feridos? _ um paramédicos diz.

— Lá em baixo. 

Outros paramédicos apareceram e receberam-me a Maia.

— Você está bem? Está ferido?

—  Não...Eu estou bem. _ajudaram-me a subir e quando chegámos na estrada tive que sentar.

Um carro preto parando e rapidamente desce o Greco. Ele olhou para mim e não diz nada, apenas subiu na ambulância onde Maia foi.

Alguém, não sei quem, conduz o carro onde ele estava e vai atrás da ambulância.

— Estás bem?_ Sargento falou.

— Não. Eu acho que parti as costelas.

—  Você precisa ir ao hospital.

Ele chama um paramédico e me ajudou a levantar.

— O meu distintivo caiu, têm de o encontrar.

—  Não se preocupe com isso.

—  Não acho que o Greco tenha mandado eles.

— Falamos sobre isso noutra altura, vá ao hospital.

— Merda!_ Sargento falou e com ele, alguns paramédicos descem correndo.

Não sei quem nos observava, mas alguém observava.

Com muita dificuldade levantei e fui até ao carro.

— Senhor, está em péssimas condições para conduzir. Não pode._ um policial disse.

— Eu estou ótimo.

— Não está, é uma ordem. Desça do carro agora!

— Conduz tu.

Saí do banco do condutor com dificuldades e ele subiu sem questionar.

Mal nós saímos, uma luz atrás de nós liga.

Era um carro que eu não sei de quem é e nem de onde apareceu.


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