But there's a scream inside
that we all try to hide
We hold on so tight, we cannot deny
Eats us alive, oh it eats us alive, oh
Yes, there's a scream inside
that we all try to hide
We hold on so tight, but I don't wanna die, no
• Bird Set Free - Sia •
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Frase do capítulo:
-Me fizeste o teu pior inimigo e agora arcarás com as consequências dos teus atos!!
António Torres, 2016
💄💋⚽️
António Torres
21:10h - na empresa
Tentar encontrar algum vestígio no meio da pilha de papéis na secretária de Patrícia era como procurar uma agulha no palheiro. Já estava há mais de trinta minutos naquela tarefa, sem sucesso em localizar os documentos com a morada de Clara. Todos os papéis importantes dos chefes de cada setor estavam sob a responsabilidade da morena, e somente ela sabia exatamente onde os guardava.
Nunca fui bom em procurar coisas, especialmente papéis que não eram meus. Sentia-me um desastre total, e o peso do que Clara havia se tornado nos últimos tempos só aumentava a minha frustração. Ela, que antes era tão vibrante, agora parecia amarga, fria e sem qualquer traço de compaixão. A chegada de Natasha só piorou a situação. Não gostava de brigar com mulher nenhuma, mas Clara havia ultrapassado todos os limites. Se eu fosse Natasha, teria processado aquela mulher sem pensar duas vezes.
— Está à procura dos papéis da morada de Clara? — a voz de Patrícia me tirou dos pensamentos. —Segunda gaveta à direita. Gire a chave duas vezes.
— Obrigado.
— Não faça nenhuma asneira, senhor.
— Ela não me deixou escolha!
— A chefe Natasha não vai gostar disso, e o senhor sabe muito bem disso.
— Natasha não tem que gostar de nada agora! — respondi, furioso, enquanto batia os punhos contra a mesa. —Desculpa, Patrícia.
— Não precisa se desculpar, eu entendo o seu lado.
Minha irritação estava no limite. Segui as instruções dela, abri a gaveta e peguei a capa com os documentos. Folheei rapidamente até encontrar o que procurava, tirei uma foto da morada de Clara e devolvi tudo ao lugar exato de onde havia retirado. Agora precisava do papel que meu pai prometera assinar, e sabia que ele costumava ficar até tarde na empresa. Dirigi-me ao seu escritório para resolver aquilo de uma vez.
— Vais mesmo lá? — perguntou meu pai, ao me entregar o papel assinado. —Aqui está. Tens que assinar também. E agora, também tens poder para despedir.
— Hum! — peguei a caneta, assinei o documento e saí apressado pela porta.
Minha raiva por Clara só crescia a cada segundo. Entrei no carro, joguei o papel no banco do passageiro e saí dirigindo pela cidade. Nunca imaginei que ela morasse tão longe. Encontrar a rua certa foi uma tarefa por si só, mas consegui.
Não tinha a menor vontade de discutir com ninguém naquela noite, mas Clara precisava entender de uma vez por todas que eu não era dela e nunca seria. Apertei o volante com força, tentando me concentrar e controlar a onda de emoções que ameaçava me dominar. Porém, naquele momento, parecia quase impossível evitar que a raiva me consumisse por completo.
Alguns minutos depois, já me encontrava em frente ao prédio onde Clara morava. Saí do carro, fechei a porta com força e respirei fundo, tentando reunir algum autocontrole. Mas era impossível. Aquilo havia passado de todos os limites.
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Meddle About
Romance• Livro 1 da Saga "Os meus Ceos" • +16|| A história de Natasha Costa e António Torres traz à tona um romance emocionante e repleto de desafios. Natasha, uma mulher trabalhadora e resiliente, é conhecida por sua disposição em ajudar os outros e por...
