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Natasha Torres
08:20h - de casa ao hospital

Ter Emma na minha vida sem dúvida era a melhor coisa que eu podia ter, ela me trouxe novamente a vida aos meus olhos e depois que Aurora e meu pai morreram toda essa magia vinha perdendo-se aos poucos.

Estava na casa de Ferran por convite do moreno e digamos que pelo que falamos ontem ao jantar ele ficou muito mais tranquilizado e feliz comigo por perto. Ele nunca pode ter 100% a sua mãe presente e acho que agora isso lhe afetava de alguma forma, eu estava disposta a curar todas as suas feridas. Ele é importante.

Meu irmão por outro lado ainda estava no quarto arrumando o seu cabelo, á pouco eu tinha passado pro ali o moreno tinha saído do banheiro e foi nesse momento que Rebecca saiu. Eles faziam muito bem um ao outro, era mágico o amor que eles tinham.

— Vamos á consulta da Emma né?

— Se quiseres! Teria todo o gosto que o irmão mais velho dela fosse.

— Depois que deixarmos a Soso na escola vamos para lá, Sira teve que ir hoje pela manhã para a casa dos seus pais resolver uns problemas e levou a Safira.

— Ela também merece tempo com a família e convenhamos ela já não o tem á bastante tempo.

— Cheguei família! — Vitor sentou-se. —Quando vais casar em Ferran?! Espero que não estejas a enrolar a Sira este tempo todo.

— Quem sabe para o ano! Temos muito em que pensar e ainda por cima a Safira é muito pequena teríamos que levar ela e a Soso junto.

— Eu fico bem. — a pequena fala enquanto comia um morango com chocolate. —Além do mais nesse tempo vou falando com o Levi sobre os namoros dos bebés no futuro.

— Engraçadinha a senhora viu.

— Sou sempre mamãe Natasha!!!

Sophia era o amor da vida de Ferran, ela com o seu sorriso conseguia fazer metade do seu dia. Eles tinham uma conexão tremenda devo admitir e saber que eles estiveram longe um do outro por alguns meses me magoou bastante. A meu ver ninguém tinha falado normalmente com Núria depois de então.

— Meu pai vai aparecer?

— Eu sei lá. Enviei mensagens e telefonei várias vezes em nenhuma ele quis saber de nada.

— Talvez esteja a dormir.

— Ou talvez está a ser um pai incompetente, pelo que soube e telefonei ao Duarte hoje pela manhã ele nem apareceu em casa ontem! 

— Lopez e Miguel devem saber dele.

— É! Talvez.

Cada vez que falava de António meu timão de alguma forma se incomodava bastante. Ele sempre me protegeu e nunca quis que algo deste género voltasse a acontecer na minha vida, todavia foi exatamente isso que acabou por acontecer.

Terminamos o pequeno-almoço e logo fomos me direção á escola da pequena a deixar segura, neste mundo todo o cuidado era pouco e Ferran sempre se certificava que ela entrava com os seus colegas na escola.

— Papai hoje vou fazer um desenho para o senhor!

— Vai pequena? Já estou ansioso, agora vá despede-te deles.

— Xau mamãe, xau titio Vitor e titia Rebecca. Xau pequena Emma. — solta um sorriso bobo.

Ferran a levou rola mão até ao portão da creche e logo veio até nós. Entramos no carro e de seguida partimos para o hospital, neste momento eu só esperava que António estivesse seguro e que nada lhe tivesse acontecido.

Meddle AboutOnde histórias criam vida. Descubra agora