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Lívia
18 de Julho de 2024 Vila Aurora Zona Norte, São Paulo.
A chapa tava quentona, irmão.
A Beatriz já tinha me contado todo o plano. Me disse que ela e o Guerreiro queriam tornar o envolvimento deles público, mas isso dependia da reação do meu querido ogro.
Eu soube que tinha rolado alguma coisa na academia quando o Thiago me ligou super bolado, querendo saber onde estava o Jorginho.
Ele chegou no espaço, cerca de uns trinta minutos depois da ligação, nem um "oi" assim que entrou na sala, só tirou o Jorge da cadeirinha, pegando o nosso filho no colo, e fingindo que não tinha ninguém além deles dois na sala.
Pigarreei quando ele virou de costas, ignorando a minha presença e da mãe dele.
Por muita sorte, só tínhamos eu e ela na sala. Ou, as pessoas achariam que ele era esse poço de simpatia e educação.
Dandara: Sinceramente, eu não sei quem criou esse menino. Eu não fui!
Ele olhou todo bolado pra ela.
Thiago: Oi, mãe.
O que esperar de um cara que não pede a própria mãe do filho, em casamento, né?
Dandara: Tá com uma cara, hein... o que aconteceu?
Mordi a boca, prendendo o riso. Ele abaixou e deu um beijo na cabeça dela, e depois levantou os olhos na minha direção pela primeira vez. Eu desmanchei o sorriso.
Thiago: Foi mal, pô - falou, me olhando com receio.
Lívia: Oi pra você também.
O telefone da recepção tocou e a Dandara correu pra atender, porque ela estava mais perto. O filhote de Shrek se aproximou de mim, e beijou minha cabeça também, enquanto eu o fuzilava com o olhar.
Thiago: Não me olha assim. Foi mal, cara. Eu tô meio bolado com umas parada - ele sentou na mesa com o J no colo, enquanto eu continuei sentada na cadeira - Foi mal memo, pô.
Lívia: O que eu, ou a sua mãe, temos a ver com essas "paradas"?
Thiago: Nada, pô.
Lívia: Precisa tratar a gente com indiferença então? - ele fez bico - Você passa dos limites as vezes.