[Este livro não retrata a realidade nua e crua das favelas, é apenas uma história fictícia com o intuito de entreter]
❝ Uma conexão obscena entre um sequestrador e sua refém ❞
Após passar 72 horas como refém do temido líder da facção, Chorão, Emília...
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Estava aguardando o Rato vir me buscar no ponto que combinamos enquanto a minha calcinha molhada de esperma me incomodava e eu só pensava em dar para o irmão do Chorão para descontar toda a raiva que se acumulava dentro do meu peito, porém sabia que quem ia se foder era eu sozinha.
Ao avistar o carro dele se aproximando, um suspiro de alívio escapou de mim, pois significava que não precisaria voltar de ônibus, evitando a longa viagem até em casa, já que o presídio está distante da minha residência.
— Desculpa pela demora, gata — Rato disse ao abaixar a janela do carro parado à minha frente.
— Não se preocupe! — Forcei um sorriso e entrei no automóvel.
— O Chorão foi tão mal assim pra você tá com essa cara de quem foi comida e não gostou?
— Pergunta pra sua mulher, Rato.
— Prefiro saber da minha futura amante.
Olhei com uma expressão de indignação para o homem ao meu lado, sentindo uma mistura de frustração e raiva pulsando dentro de mim. No entanto, ao invés de receber uma resposta séria ou um pedido de desculpas, ele simplesmente sorriu, parecendo se divertir com a minha reação, o que só aumentou minha irritação e desconforto na situação.
— Eu jamais me envolveria com homem casado.
— Tu já tá envolvida e não tá sabendo.
— Só se for na tua imaginação.
Apertei o cinto de segurança e deixei minha cabeça encostar no banco do carona, sentindo uma onda de dor, cansaço e sonolência invadir cada célula do meu corpo. Naquele momento, minha única vontade era de ficar em silêncio, afastando-me do mundo ao meu redor. A última coisa que desejava era uma conversa, especialmente com o Rato.
[...]
Despertei com uma sensação de estranheza ao perceber que não estava na minha própria cama. Enquanto minha cama é pequena e desconfortável, com molas de ferro que se fazem sentir a cada movimento, essa cama era ampla e macia, proporcionando um conforto que não estava acostumada. Abri os olhos e fui recebida pela escuridão, um fato que imediatamente despertou um sentimento de pânico dentro de mim.
— Rato?! — Levantei-me abruptamente, meu coração batendo forte no peito.
— Parece que a bela adormecida finalmente acordou. Cadê o príncipe encantado? — Rato brincou ao entrar no quarto, deixando a porta entreaberta, o que me proporcionou um pouco de alívio, indicando que talvez não houvesse motivo para temer.
Sento na beira da cama, seu olhar transmitindo uma mistura de preocupação e desconfiança.
— O que aconteceu? — perguntei, buscando entender a situação.