Capítulo 31: Agradeça ao Carson por isso.

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Adam se afastou de mim antes que eu tivesse qualquer reação sobre o fato de ele estar insinuando que em algum momento eu fosse conhecer a família de Caleb. Na minha opinião, isso era completamente improvável, já que agora tudo entre nós estava tranquilo, a ponto de ele parar de surgir na minha frente, em qualquer lugar.

Mordi o lábio ao me lembrar de quando ele foi me procurar antes da minha aula de balé. Depois que ele foi embora, as garotas ficaram todas de sorrisinhos, murmurando o quanto ele era bonito e eu era sortuda. Até mesmo a professora falou sobre a forma que ele me olhava, mesmo que eu preferisse ignorar isso, porque era mais fácil pra mim fingir que estava tudo bem.

Adam se despediu quando Taylor precisou ir atender alguns clientes, sem antes flertar com ela de uma forma tão descarada que me fez rir sozinha na bancada, depois que os dois se afastaram. O vi caminhar até Hazel, oferecendo o braço pra ela de uma forma fofa. Abri um sorriso ao vê-la enlaçar o braço dele e os dois irem embora, enquanto ela mostrava o que estava naqueles papeis pra ele.

Mãe— Vem pra casa.
Seu pai tem uma surpresa pra você.

Abri um sorriso ao puxar meu celular e ver a mensagem da minha mãe, me perguntando o que os dois estavam aprontando juntos dessa vez. Me despedi de Taylor com um aceno de mão, já que ela ainda estava ocupada, e corri pra casa, já ansiosa pra saber o que iria ganhar dessa vez. Meus pais estavam na cozinha quando cheguei, grudados um no outro, cheio de sussurros e sorrisinhos, trocando olhares apaixonados.

—Filha? —Minha mãe abriu um sorriso assim que me viu, vindo me dar um beijo demorado na bochecha. —Veio rápido.

—Fiquei curiosa pra saber qual é a surpresa. —Dei de ombros, o que fez ela e meu pai rirem, enquanto ele se aproximava. Ainda estava com as roupas do trabalho, além de ter chegado em casa mais cedo do que o normal.

—Eu acho que você vai gostar. —Meu pai balançou a cabeça, como se estivesse ponderando alguma coisa. —Eu andei pensando no que conversamos e acho que estou sendo protetor demais com você, mesmo que não esteja errado em ser assim.

—Do que está falando? —Indaguei, seguindo meu pai quando ele passou o braço ao redor dos meus ombros e me levou até a garagem. A sensação de euforia crescendo dentro de mim, porque eu não queria estar entendendo tudo errado.

—Sobre a nossa discussão de hoje cedo. —Meu pai parou na frente da porta que dava para a garagem, me lançando um olhar cauteloso, enquanto eu arregalava os olhos quando ele ergueu as chaves e me mostrou. —Eu preciso que prometa pra mim e pra sua mãe que vai tomar cuidado.

—Você está brincando! —Exclamei, me segurando para não dar pulinhos de felicidade, o que fez meu pai soltar uma risada.

—Não, eu quero mesmo que você prometa. —Insistiu, mesmo que nós dois soubéssemos que não era disso que eu estava falando. Mas balancei a cabeça que sim sem parar, com as bochechas doendo com o tamanho do sorriso que estava no meu rosto.

—Eu prometo. Juro por tudo que é mais sagrado que vou tomar todo cuidado do mundo. —Afirmei, soltando um gritinho de felicidade quando meu pai depositou as chaves na minha mão. Abri a porta que dava para a garagem já explodindo de felicidade, antes de realmente dar uns pulinhos quando dei de cara com uma lambreta roxa, com um laço vermelho no branco. —Ah, meu Deus, ela é linda!

Corri para ver de perto, enquanto meus pais observavam tudo da porta, com um sorriso feliz nos lábios. Tirei o laço vermelho, subindo na lambreta e a ligando. Tinha feito aulas de direção para motos quando tirei a carteira, mesmo a contragosto do meu pai. Mas agora ele estava ali, me dando a coisa que eu mais queria no momento.

—Seu irmão me ajudou a escolher. E a lambreta foi uma sugestão do Julian. Ele me disse que a primeira que ele ganhou foi uma lambreta e que elas são ótimas pra dirigir. —Meu pai comentou, enquanto eu observava cada detalhe dela, até da cor roxa, que combinava perfeitamente comigo.

—Ela é linda, pai. Muito obrigada. É perfeita. —Falei, soltando o ar com força, porque estava me sentindo tão eufórica naquele momento, doida pra sair por ai dirigindo. Ergui a cabeça quando ele se aproximou, mostrando os dois capacetes pra mim, me lançando um olhar que era um lembrete para que eu tomasse cuidado. —O que o fez mudar de ideia? Você deixou bem claro hoje cedo que não me queria em uma moto.

—Agradeça ao Carson por isso. Nós acabamos saindo no assunto depois que você foi embora e ele me disse uma coisa que me fez ficar pensando nisso. —Meu coração disparou com a menção de Caleb, lembrando do que ele tinha dito quando nos encontramos, logo depois da minha conversa com meu pai. —Eu posso me negar a te dar uma moto por medo de você se machucar, mas em algum momento você vai ser independente o suficiente para comprar uma moto sozinha. Vou querer participar disso, em vez de ficar só nos bastidores.

—Seu estagiário é muito inteligente. —Afirmei, pensando no quanto ele era lindo e esperto também. Meu pai sorriu, se inclinando para me dar um abraço e um beijo na testa. —Obrigada, pai. Vou dirigir com cuidado.

—Eu sei que vai. —Ele se afastou, enquanto o portão da garagem se abria. —Uma primeira volta?

Concordei com a cabeça, colocando o capacete, antes de ligar a lambreta. Me lembrava de ouvir meu irmão falando que andar de moto dava uma sensação de liberdade pra ele. E quando sai para as ruas, sentindo o vento bater no meu rosto, observando tudo coberto de neve, a sensação foi exatamente essa, além da felicidade que afundava no meu coração.

Não dei apenas uma volta, mas várias, antes de dirigir até um certo alojamento, sabendo que deveria algo a uma pessoa. Quando estacionei na rua, minha respiração estava pesada e a felicidade ainda pulsava dentro de mim, porque eu ainda não estava acreditando que tinha realmente ganhado uma, depois de tanto pedir ao meu pai.

Puxei meu celular e mandei uma simples mensagem para que ele saísse do alojamento. Menos de cinco minutos depois, Caleb saiu pela porta e atravessou o gramado até onde eu estava, abrindo um sorriso ao ver no que eu estava sentada. Não consegui evitar o sorriso também, ao mesmo tempo que meu coração dava um salto no peito ao vê-lo.

—Você falou com meu pai. —Acusei, mesmo que estivesse tão feliz e agradecida por ele ter feito isso. Caleb não negou. Ele simplesmente caminhou até onde eu estava e deu um beijo na minha bochecha, que deixou minha pele fervendo pelo ato de carinho repentino.

—Eu estava garantindo meu direito a primeira voltinha com você. —Afirmou, mordendo o lábio enquanto me encarava, com os olhos brilhando de uma forma que fazia parecer que eu era a única coisa que ele desejava ver no momento. —E de nada. É sempre um prazer ajudar você.

—Você é inacreditável e tem um ego grande demais. —Sussurrei, sentindo minha voz vacilar, porque queria muito me jogar em cima dele agora. Aquilo era tão errado. Eu já tinha me machucado e sabia que me arriscaria a isso de novo se ele avançasse, porque era impossível não gostar de cada olhar que ele lançava na minha direção e cada sorriso. O calor se concentrou nas minhas bochechas quando entreguei o outro capacete a ele, sentindo a ansiedade gelar minha barriga.

—Mas você gosta de mim mesmo assim. —Retrucou, se sentando atrás de mim. As mãos envolvendo minha cintura até que minhas costas estivessem grudadas no peito dele. Sua boca não podia se aproximar da minha orelha por causa do capacete, mas nada me impediu de estremecer por completo quando a respiração dele lambeu minha nuca. —Eu espero que você seja uma boa motorista, porque não quero morrer hoje.

E eu esperava que meu coração fosse forte ou ele ia acabar despedaçado no final.


Continua...
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Mais uma curiosidade, pq ontem eu esqueci de colocar uma. Quando eu estava planejando, eu tinha certeza absoluta que o Adam e o Caleb seriam inseparáveis, assim como a Hannah e a Hazel. Mas quando eu comecei a escrever, os personagens criaram vida e automaticamente eles começaram a tomar as próprias decisões, mesmo que seja eu escrevendo. E no primeiro capítulo eu percebi que na verdade o Adam seria grudado com a Hazel, enquanto o Caleb seria bem mais próximo da Hannah. E isso é tão engraçado, pq a gente acha que o autor que decide tudo, mas muitas vezes é o próprio personagem q leva a gente para aquele rumo. E nesse caso foi eles que escolheram. Vcs vão ver mais da amizade da Hazel e do Adam no futuro<3

Todos os lances da conquista / Vol. 1Histórias para pegar e não largar. Descubra agora