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Depois do acontecido no quarto de jogos, eu fiquei apavorado, nunca tinha presenciado nada do tipo. Eu amava levar as submissas aos seus limites mas aquilo como Melissa foi diferente, eu vi o pânico correndo em seus olhos e seu corpo denunciava aquilo. Resolvi deixá-la em seu tempo depois que me certifiquei que ela queria aquilo. Enquanto o buffet servia uma maravilhosa refeição para um casal anônimo, eu fiquei em outro quarto refletindo sobre. Uma enxurrada de questionamentos e culpame invadiram, obrigando-me a bater na porta do quarto dela algumas vezes, mas encarei o seu silêncio como resposta. Lisa não atendeu meu telefonema, ela estava Mississippi com a família, naquela semana aconteceria um tributo ao seu falecido pai e eu preferi não ir pois sabia o quanto era detestado por minha sogra. Sim, Priscila Presley me odeia com toda força da sua alma narcisista.
Fiquei observando a Bela Vista da cidade enquanto uma música vinha em minha cabeça, peguei papel e caneta comecei a trabalhar. Que belo momento para afrontar o promotor de justiça em uma música, não? Ele vai acabar comigo mas que se dane. Alguns minutos depois, subir para saber de Melissa, dessa vez ela permitiu que eu entrasse. Seus olhos vermelhos e inchados me dizem que ela chorou por muito tempo. Seu semblante triste fez o meu coração doer, eu nunca vi ela daquele jeito, nem quando sua madrinha faleceu. O que houve com a minha Sweet Child? — Podemos conversar agora?— perguntei encaminhando até onde ela estava. Preferi não tocá-la, já que não fazia ideia do que estava acontecendo. — Se importa se falarmos disso amanhã?— ela colocou a escova na penteadeira e virou-se para mim.— Eu estou cansada. — Tudo bem.— assenti.— Não vou para o quarto então boa noite baby.— dei um sorriso e me virei. — Michael?— chamou calma. — Sim?— olhei pra ela. — Não vá.— Melissa veio pra mim.— Fique. Melissa me abraçou forte e eu aconcheguei ela em meus braços, afogando seus cabelos cheirosos. — Eu estou aqui.— acariciei suas costas.— Vamos deitar ? — Pode cantar pra mim?— perguntou enquanto deitávamos na cama. — O que ser ouvir?— aninhei ela em meu corpo. — Não sei, apenas pense que eu sou uma garotinha de 5 anos que foi cruelmente assassinada, meus cabelos molhados são a representação do sangue. Me chamo Susie. Imediatamente me veio a cabeça uma canção, eu precisava compor aquilo. Melissa me inspirou e me surpreendeu ao mesmo tempo. Eu precisava cuidar dela, comecei a cantar uma canção de ninar até ela pegar no sono. Foi assim que surgiu, "Little Susie".
Na manhã seguinte, os raios de sol me despertaram. Aos poucos fui abrindo os olhos e lá estava um belo par de olhos azuis a me observar. Ela estava mais tranquila aparentemente, seu rosto estava terno e pude ver um sorriso nascendo seus belos lábios rosa. — Bom dia Mike. — Bom dia Little Susie.— levei a mão ao seu cabelo e suspirei com a sua beleza. — Outro apelido.— fez biquinho. — Você quem me inspirou. Não me culpe. Mas, isso veio de uma forma mágica. Se criou uma música, depois vou lhe mostrar. Aqueles meses me fez criar uma suspeita de estar apaixonado por Melissa, eu estava fazendo um grande esforço para que isso não misturasse as coisas. Lisa é a mulher da minha vida e Melissa é a mulher da minha cama. — Mas me diga, você está melhor ? — Estou sim.— sentou-se.— E vou ficar ainda mais.— morder os lábios era um costume dela. — Isso.— fiz cócegas em seu joelho.— É assim que quero lhe vê. — E assim?— Melissa ficou de quatro na cama, trajando apenas uma camisa longa. — Baby.— dei um tapinha em seu bumbum e ela soltou um gritinho.— Não faça isso. — Devo um pedido de desculpas por ontem.— Melissa sentou-se em meu membro por cima da calça. — Você não deve nada. Vou preparar o nosso café da manhã, você precisa se alimentar.— fiz carinho em sua perna. Observei sua linguagem corporal, Melissa me queria como eu também queria ela. — Eu vou te ajudar então.— rebolou em mim vagarosamente me deixando duro. — Não precisa, fique aqui quietinha que vou trazer. Hoje eu quero mimar você minha Sweet Child.— levantei Melissa do meu corpo e fiquei de pé. Desci um pouco atordoado para preparar nossa refeição matinal, não estava nos meus planos transar com Melissa fora do quarto de jogos, nossa relação era de Dom com Sub, nada além. Foquei no café, incluir panquecas, frutas, pães, sucos e café. Melissa amava comer, como ela dizia "como igual uma taurina." Assim que entrei no quarto quase deixei a bandeja cair. Minha garota estava se tocando deliciosamente na cama, completamente nua e gemendo sentindo seu próprio toque. Porra! Sexo baunilha não está no nosso contrato mas eu não quero uma sessão agora, apenas quero foder com ela na cama. — Vem cá, vem!— Melissa me chamou contorcendo-se.— Me ajude com isso. Eu coloquei a bandeja calmamente na mesinha próximo à cama e partir pro ataque. Comecei a beijá-la era eroticamente, deslizava minhas mãos por seu corpo frio, ela havia acabado de sair do banho. Sua a pele fresca cheirosa me dava água na boca . — Me fode Michael, eu preciso de você dentro de mim. Agora!— implorou segurando meu rosto com as duas mãos. Eu estava rendido demais para negar, eu não conseguiria. Algo estava acontecendo e eu paguei pra ver. Me despir, ficando completamente nu, peguei as pernas de Melissa e beijei uma por vez, com carinho coloquei elas em meus ombros. Introduzir meu pau nela lentamente, arfando. Aquela boceta sem dúvidas tinha sido moldada para o meu pau, eu nunca vi nada parecido. — Ah puta merda.— Melissa agarrou meus braços apoiados na cama, de cada lado de sua cabeça. Naquela posição, a penetração era mais profunda, causando em nós um ápice muito intenso e repentino. — Ja vai se derramar pra mim baby? — Questionei ao senti-la apertar meu pau com sua buceta quente.— Tão bom é estar dentro de você. — Eu... hummm... caralho!— apertou os olhos e seus gemidos ficaram mais altos. Melissa me apertava e falava coisas desconexas. — Isso baby... isso!— fui mais fundo e agarrei seu corpo trêmulo.— Eu não vou demorar. Nos beijamos enquanto gemíamos profundamente. O som molhado ecoava por toda suíte, Melissa iria gozar outra vez, aquele era o momento. Enquanto nos recompúnhamos , eu fitei seu rosto avermelhado e seus olhos intensos me olhavam de uma forma diferente. Eu queria tê-la pra sempre. Sem falarmos absolutamente nada, nos beijamos como um casal apaixonado. Estaríamos apaixonados um pelo outro? Não! Aquilo não fazia parte dos meus planos, eu não podia amar outra pessoa que não fosse lisa. Aquilo seria errado ao extremo, por envolver sentimentos reais. Melissa e eu acordamos que a nossa relação seria somente para as sessões de BDSM, mas por que diabos fizemos sexo baunilha? Mas por que fizemos amor tão gostoso ? Porque eu cedi e estou tão envolvido? Droga! Fiquei duro outra vez e entrei nela enquanto ainda nos beijávamos. Ela também queria. — Assim... assim Michael!— disse entre meus lábios.— É delicioso. Afastei nossos corpos e continuei com as investidas mais lentas. Amava ver as expressões inebriantes de prazer que seu rosto fazia, acariciei seu seio esquerdo e desci com a boca até ele. Melissa enfiou as mãos em meus cabelos fazendo um carinho enquanto seus gemidos ecoavam. Minutos depois mudamos a posição, Melissa subia e descia lentamente do meu pau me olhando, trocávamos sorrisos, beijos e olhares. — O que você está fazendo comigo?— questionei como um sussurro. — O que você está fazendo conosco?— ela contra atacou. Agarrei em sua cintura e incentivei ela a ir mais rápido. — Vai Sweet Child, agrade seu homem. Aquela frase saiu sem que eu pensasse, ela levou a sério me levando ao céu em um orgasmo avassalador. Aquela mulher tinha esse poder. Aos longos gemidos chegamos lá juntos. Melissa caiu sob meu corpo e eu lhe confortei. — Não deveríamos e você sabe.— sua voz cansada e rouca me alertou. — Foi uma exceção.— fiz cafuné.— Não vai mais acontecer.
Durante o café da manhã, Melissa não tocou no assunto sobre o ocorrido, mas durante a tarde enquanto comíamos pipoca e algumas besteiras sentados no tapete da sala, ela resolveu se abrir. — Me perdoe por ter lhe assustado no quarto de jogos.— ela mexia com os dedos das mãos.— Eu... eu tive uma lembrança terrível. Como um gatilho. Cocei a ponta do nariz e revisei as palavras que vieram em minha cabeça. — Eu me preocupei com você. Fiquei com uma sensação terrível de ter lhe feito mal. — Mas não foi.— Melissa levantou a cabeça e suspirou.— Você não fez nada. Eu... Deus! Melissa mais uma vez suspirou e sua voz estava embargada, percebi seus olhos cheios d'água. — Tudo bem se não se sentir confortável em falar agora, mas tenha certeza que não vamos repetir aquilo... eu quem lhe devo um pedido de desculpas.— realmente eu não queria jamais vê-la naquele desespero outra vez. Vê Melissa daquela forma mexeu comigo. — Por um lado foi bom, me fez acessar uma memória que meu cérebro bloqueou. Eu não fazia ideia de que minha genitora já tentou me matar afogada quando eu era apenas uma criança.— uma lágrima escorreu do seu olhos direito e seus lábios tremeram. — Oh meu santo Deus! Melissa... — eu fiquei paralisado com aquela declaração. — Eu lembro de ter ouvido minha madrinha falar uma vez, ela dizendo que minha genitora não podia me criar porque tentou me matar só que...— Melissa suspirou e parou um pouco. Agarrei sua mão fria e beijei. — Está tudo bem. — Eu nunca lembrei de nada. Quando entrei no aquário só sentia aquela apreensão normal e ansiedade. Nada demais, eu estava excitada. Foi quando a água me cobriu, eu lembro como se tivesse sido ontem. Foi terrível, por um momento eu me vi ali, no quintal em uma bacia enquanto aquela que me deu a vida apertava meu pescoço dentro da bacia, me afundando cada vez mais. Eu sentia toda pressão, eu... Abracei seu corpo com lágrimas nos olhos. Aquilo realmente foi terrível, Como podem fazer mal há uma criança? Uma mãe tem que amar, cuidar e zelar por seus filhos, mas Melissa não teve a sorte. Essa mulher deveria estar atrás das grades. — Obrigado por confiar em mim e dividir isso comigo. Eu sinto muito. — Obrigada!— afundou seu rosto em meu pescoço. — Não iremos fazer mais nada do tipo. Melissa afastou-se bruscamente me olhando nos olhos. — Não, eu quero tentar de novo... eu... — De jeito nenhum!— afirmei. — Mas... — Nem eu conseguiria sentir prazer com aquilo, viria tudo à minha cabeça. Não, jamais faremos isso outra vez. Passamos o dia grudados, saímos algumas vezes pra jantar e usamos bastante o quarto de jogos. Eu lhe mostrei a música que fiz. — Ficou muito intensa e profundamente triste.— falou.— Foi assim que me sentir. Você conseguiu escrever sobre algo que eu sentia no meu interior, algo que você nem sabia ainda.— disse surpresa. — Oh, eu desvendei sua alma. — Sim, invadiu o meu interior e desvendou tudo.— nos olhamos intensamente.
Pequena Susie
Alguém matou a pequena Susie A menina com a melodia Que canta ao meio-dia Ela estava lá, gritando Ritmando sua voz em sua morte Mas ninguém veio salvá-la a tempo Uma queda da escadaria Seu vestido rasgado Oh, o sangue em seus cabelos Um mistério tão sombrio no ar Ela está deitada lá. tão delicadamente Arrumada tão graciosamente Levante-a com cuidado Oh, o sangue em seus cabelos Todos vieram ver A menina que agora está morta Tão cegos, encaram os olhos em sua cabeça... E, de repente, uma voz na multidão disse "Esta garota viveu em vão.'' O rosto dela carregava tanta agonia, Tanta tensão Mas só o vizinho Conhecia a Pequena Susie. Agora, ele chorou Enquanto ele se abaixava Para fechar os olhos dela Ela está deitada lá tão delicadamente Arrumada tão graciosamente Levante-a com cuidado Oh, o sangue em seus cabelos Foi tudo por causa de Deus Por ela cantar sua melodia Para alguém sentir o desespero dela Estar condenado a saber que a esperança está morta e você está arruinado Então gritar E ninguém está lá... Ela sabia que ninguém se importava O pai saiu de casa, a pobre mãe morreu Deixando Susie sozinha A alma do avô também havia partido Ninguém para se importar Apenas para amá-la Quanto tempo alguém aguenta Negligenciar as necessidades nas orações dela? Negligência pode matar Como uma faca em sua alma Oh, e vai... A Pequena Susie lutou tanto para viver Ela está deitada lá tão delicadamente Arrumada tão graciosamente Levante-a com cuidado Tão jovem e tão justa.