Capítulo 280: Vale do sino 1.

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Construídas nas ruinas da família Berlomeu o vale do sino da morte deixou Liriak satisfeito.

Conforme as naves se aproximavam, ele fechou os olhos em prazer, deliciando-se com os uivos das almas que emanavam dor, arrependimento e ressentimento, esses uivos não podiam ser ouvidos por um mortal, causando no máximo um calafrio em seu sistema nervoso.

Mas era uma bela canção aos ouvidos de qualquer ser com alta espiritualidade.

O vale do sino da morte tem um jeito especial de torturar suas Vitimas.

Eles coletam suas almas e prendem em vermes cadáveres, selando-a dentro do coração do corpo original da vitima.

Esse corpo então passa por um longo processo de refino, de forma que a alma sentiria todo o tormento e teria a percepção das eras a sua disposição.

Eles ficariam conscientes, teriam noção do mundo a sua volta, mas presos em um caixão de carne que era uma fonte de dor em angustia.

Esses cadáveres podiam ser vistos por toda a paisagem do Vale do sino da morte, emitindo uivos espirituais que se espalhavam como uma sinfonia macabra.

É dito que os magos do sino da morte usam esses uivos para alimentar Banshes, atraindo-as com o intuito de firmar contratos e acordos, eles criam suas próprias Banshes através de métodos secretos.

Esse local era um grande jardim criado para atrair banshes e nutrir espíritos infantis, usando um método de tortura lento e agonizante.

Os cadáveres torturados aqui se tornaram parte principal desta matéria prima.

Por isso era possível ver várias formas ilusórias vagando pelo vale em meio a densa nevoa branca, aparições que se alimentavam e intensificavam ainda mais o pavor destas vítimas, coletadas com o único intuito de espalhar o desespero.

Enquanto os mortos eram mantidos no sofrimento eterno dentro do vale, os vivos que foram capturados tambem se juntaram a festa, nas montanhas ao redor do vale, era possível ver fortalezas, cada uma delas uma obra de arte feita com o intuito de trazer sofrimento.

O primeiro desses castelos foi o castelo de carne.

O castelo de carne foi formado por uma coalização que enfrentou a torre dos magos negros de frente, quando a torre dos magos negros ascendeu, eles se levantaram para "colocar os magos negros em seu devido lugar"

Como uma aliança construída pelos magos do antigo ortodoxo e heterodoxo que sobreviveram e não iriam se rebaixar aos magos negros, eles resistiram.

Eles foram tão resistentes que conseguiram repelir duas invasões sucessivas da torre dos magos negros.

Apenas para acabar sucumbindo na terceira invasão.

A torre dos magos negros então, com seu senso de justiça distorcido, queria que esses reencarnados pagassem, para eles até a morte seria uma punição muito suave, por tentarem resistir aos governantes deste mundo.

Eles precisariam então passar por uma sentença que os lembrasse da sua humilhação e dos seus crimes, por todas as gerações futuras, então da forma mais cruel possível, todos eles foram transformados em seres deformados.

Seu novo corpo foi o castelo de carne, uma estrutura de pele, musculo e osso, conectadas por uma rede de nervos, que formaram o atual Castelo de carne.

Todos os magos envolvidos na resistência estavam vivos, reencarnados ou não, todos agora residindo no castelo de carne, como parte dos seus cômodos e do seu estranho conforto.

Para testemunhar seu destino miserável, apenas seus olhos e consciência foram mantidos, sem acesso ao seu espirito e corpo, presos em uma caixa eterna de "Vida".

Sangue Negro Vol:2 Parte 2.Onde histórias criam vida. Descubra agora