Os dias de mudança e recuperação continuaram em silencio, foram dias completamente imersos na dor e no sofrimento, mas ao mesmo tempo dias imersos no mundo das memorias e do conhecimento.
O conhecimento abre portas.
O conhecimento revela a verdade.
E ela nem sempre é algo agradável.
Independência é algo difícil de conquistar, principalmente quando a equação envolve ancestrais.
A primeira vez que Zaatar percebeu o valor da independência foi quando ele entendeu que estava usando o sistema rúnico de ares e titus e não tinha como modifica-lo ou corrigi-lo.
Por isso, ao atingir um certo nível, ele foi obrigado a aprender do zero como criar sua própria linguagem arcana, se eles não criassem os seus próprios, isso significava que eles eram dependentes das obras dos outros e isso subsequentemente, significava que até mesmo suas matrizes defensivas eram de outra pessoa.
Isso, na falta de palavras melhores, significava que eles estavam colocando suas vidas no controle de outros.
Então, criar sua própria linguagem arcana era algo que qualquer um que queria independência precisava passar.
Somente então ele entenderia e dominaria completamente as runas e se protegeria contra quaisquer eventualidades.
E agora, após duas semanas de descanso, depois que a transformação inicial da célula ancestral foi concluída, Zaatar se deparou com outro muro no caminho da sua independência.
Ou melhor, várias delas.
Ele nem sequer sabia da existência desses muros até agora.
Zaatar estava diante da mesa de estudo, seu corpo ainda inteiramente enfaixado, mesmo seus olhos estavam tampados por bandagens macias forçando-o a ver o ambiente a sua volta através da sua alma.
O que era bem perigoso já que o alcance de percepção era baixo.
Mas ele podia ver novos objetos ali, objetos que antes não existiam, ou melhor, ele nem sabia da existência.
Diante dele havia pequenas caixas escuras, no interior de cada caixa, havia um símbolo diferente.
Zaatar pegou uma das caixas, havia uma pena vermelha em sua tampa, ele então pegou se virou e jogou aquela coisa pela janela.
*Poff!!.
A caixa então desapareceu diante da janela após se afastar cinco metros dele.
Quando zaatar retomou ao sofá, a caixa estava lá, confortavelmente acomodado em cima da mesa, idêntica ao que ele havia arremessado pela janela.
Agora ele não era mais um mago tolo de primeiro anel, seu cérebro estava cheio de conhecimento acumulado e herdado, ele não era mais tão tolo quanto antes.
"Uma impressão, é uma impressão especial de um ser superior"- Com base nos princípios das células ancestrais, essas caixas eram marcações sanguíneas, um subproduto da sua própria dimensão zero combinada as células de um ancestral.
Embora possa parecer uma impressão física, na verdade era uma ilusão que existe nas profundezas da sua fonte de alma, uma forma de simbiose ligada a ele por meios desconhecidos.
Além do corpo impresso, ninguém mais poderia tocar essa caixa.
"Uma impressão especializada, usada para fazer chaves ou interruptores, mas não tenho a mínima ideia da sua utilidade"- Zaatar pensou.
Havia várias caixas.
Uma pena.
Um ponto vermelho e outro azul formando dois olhos.
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Sangue Negro Vol:2 Parte 2.
FantasíaNascido em uma familia nobre comum, com uma inteligencia e memoria acima da média, Zaatar vive um dia após o outro com a intenção de cumprir seus sonhos, em meio ao seu aprendizado e amadurecendo, ele acaba esbarrando no poder mais misterioso do mun...
