Capítulo 387: Herança 2.

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Lulabil sentiu um sentimento novo no coração a medida que seu cristal era lentamente consumido e substituídos por camadas e mais camadas de cristais carmesins.

Um sentimento de rivalidade, que até esse momento não acreditava poder sentir por alguém.

O estranho humano diante dele, com o tamanho de uma criança era uma criatura extremamente assustadora aos seus olhos agora, assustadora o suficiente para alertar seu instinto de preservação.

O que começou com um disco rúnico de analise se tornaram seis a partir do momento em que aquele maldito leão foi engolido.

Mesmo que seja por um curto tempo graças ao espectro da gula, a habilidade do humano diante dele aumentou em 6 vezes.

Para Lulabil era uma tortura angustiante uma contagem contra o tempo para escapar e matar o humano.

Para o Humano diante dele? Uma luta pela sobrevivência, correndo contra o tempo para obter respostas e encontrar uma oportunidade de virar o jogo.

Era uma batalha silenciosa.

Sem punhos.

Sem violência.

Apenas o resultado da escolha, ambos fizeram suas escolhas irreversíveis, iniciando uma batalha contra o tempo.

Tempo que não voltaria para dar a eles outra chance.

Roxo e vermelho se enfrentavam silenciosamente dentro da caixa de pandora, um puro confronto de intelecto e ao mesmo tempo vontade.

Um resistia, como os muros resistentes de uma fortaleza, enquanto o outro envolvia, como uma onda consumindo e envolvendo cada camada e espaço.

Se ambos os cristais fossem ampliados várias e várias vezes, seria possível ver uma delicada substancia negra gelatinosa envolvendo e se assimilando aos cristais roxos com base na analise e entendimento do seu mestre, antes de começar a endurecer, assumindo um tom carmesim.

Esse processo foi repetido milhares e milhares de vezes, fazendo a natureza da caixa de pandora começar a mudar, Lulabil observou com impaciência como seu cristal derretia e mudava a vontade do humano diante dele.

Nesse momento, ele só pode apostar no tempo encarando com ansiedade o resultado.

Mas em meio a isso a coleta de emoções começou a diminuir enquanto o cristal carmesim começou a se impor.

Lulabil sentiu algo que parecia uma respiração, algo que parecia tornar o cristal vivo e nesse momento a quantidade de substancia escura que o cristal produzia aumentou, aumentou ao ponto de formar algo parecido com uma mancha preta na superfície.

*Tu-thump!- lulabil ouviu duas batidas em sua consciência, produzindo uma luz vermelha em sua mente.

"isso..."- No interior do cristal, ele encarou Zaatar.

O humano estava sentado de joelhos, seus olhos fechados enquanto os seis discos rúnicos giravam ao seu redor, fios e mais fios circulavam ao redor do seu corpo, todos imbuídos em runas misteriosas construídas em um idioma desconhecido.

As runas fluíam para o cristal, alimentando e se assimilando cada vez mais a sua caixa de pandora.

*Tu-thump!- Lulabil ouviu com mais clareza na segunda batida, a luz vermelha em sua mente ficou mais clara exibindo algo estranho e difícil de entender.

-O que está fazendo?- Ele perguntou, ele nunca sentiu essa sensação antes, era...era como se algo estivesse lentamente rastejando em direção a sua alma.

Algo viscoso e repulsivo.

-Aprendendo, macaco- Zaatar respondeu de forma insolente.

Lulabil mostrou uma expressão de raiva momentânea, antes do seu pânico alimentar sua racionalidade.

Sangue Negro Vol:2 Parte 2.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora