Lulabil sentiu um sentimento novo no coração a medida que seu cristal era lentamente consumido e substituídos por camadas e mais camadas de cristais carmesins.
Um sentimento de rivalidade, que até esse momento não acreditava poder sentir por alguém.
O estranho humano diante dele, com o tamanho de uma criança era uma criatura extremamente assustadora aos seus olhos agora, assustadora o suficiente para alertar seu instinto de preservação.
O que começou com um disco rúnico de analise se tornaram seis a partir do momento em que aquele maldito leão foi engolido.
Mesmo que seja por um curto tempo graças ao espectro da gula, a habilidade do humano diante dele aumentou em 6 vezes.
Para Lulabil era uma tortura angustiante uma contagem contra o tempo para escapar e matar o humano.
Para o Humano diante dele? Uma luta pela sobrevivência, correndo contra o tempo para obter respostas e encontrar uma oportunidade de virar o jogo.
Era uma batalha silenciosa.
Sem punhos.
Sem violência.
Apenas o resultado da escolha, ambos fizeram suas escolhas irreversíveis, iniciando uma batalha contra o tempo.
Tempo que não voltaria para dar a eles outra chance.
Roxo e vermelho se enfrentavam silenciosamente dentro da caixa de pandora, um puro confronto de intelecto e ao mesmo tempo vontade.
Um resistia, como os muros resistentes de uma fortaleza, enquanto o outro envolvia, como uma onda consumindo e envolvendo cada camada e espaço.
Se ambos os cristais fossem ampliados várias e várias vezes, seria possível ver uma delicada substancia negra gelatinosa envolvendo e se assimilando aos cristais roxos com base na analise e entendimento do seu mestre, antes de começar a endurecer, assumindo um tom carmesim.
Esse processo foi repetido milhares e milhares de vezes, fazendo a natureza da caixa de pandora começar a mudar, Lulabil observou com impaciência como seu cristal derretia e mudava a vontade do humano diante dele.
Nesse momento, ele só pode apostar no tempo encarando com ansiedade o resultado.
Mas em meio a isso a coleta de emoções começou a diminuir enquanto o cristal carmesim começou a se impor.
Lulabil sentiu algo que parecia uma respiração, algo que parecia tornar o cristal vivo e nesse momento a quantidade de substancia escura que o cristal produzia aumentou, aumentou ao ponto de formar algo parecido com uma mancha preta na superfície.
*Tu-thump!- lulabil ouviu duas batidas em sua consciência, produzindo uma luz vermelha em sua mente.
"isso..."- No interior do cristal, ele encarou Zaatar.
O humano estava sentado de joelhos, seus olhos fechados enquanto os seis discos rúnicos giravam ao seu redor, fios e mais fios circulavam ao redor do seu corpo, todos imbuídos em runas misteriosas construídas em um idioma desconhecido.
As runas fluíam para o cristal, alimentando e se assimilando cada vez mais a sua caixa de pandora.
*Tu-thump!- Lulabil ouviu com mais clareza na segunda batida, a luz vermelha em sua mente ficou mais clara exibindo algo estranho e difícil de entender.
-O que está fazendo?- Ele perguntou, ele nunca sentiu essa sensação antes, era...era como se algo estivesse lentamente rastejando em direção a sua alma.
Algo viscoso e repulsivo.
-Aprendendo, macaco- Zaatar respondeu de forma insolente.
Lulabil mostrou uma expressão de raiva momentânea, antes do seu pânico alimentar sua racionalidade.
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Sangue Negro Vol:2 Parte 2.
FantasíaNascido em uma familia nobre comum, com uma inteligencia e memoria acima da média, Zaatar vive um dia após o outro com a intenção de cumprir seus sonhos, em meio ao seu aprendizado e amadurecendo, ele acaba esbarrando no poder mais misterioso do mun...
