Veintisiete

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5/5 fim dos capítulos com tema natalino🥲.
Tema: O visco de Natal.

Tema: O visco de Natal

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Era véspera de Natal e o clima estava perfeito para um momento mágico. A neve caía suavemente lá fora, cobrindo as ruas e criando um cenário de conto de fadas. Carlos Sainz estava em casa, mas a casa não estava vazia. Sn, sua melhor amiga, estava ali, também. Ela não podia ir para casa naquele Natal devido aos compromissos de trabalho, e Carlos, como sempre, não queria que ela passasse a noite sozinha.

— Não faz sentido você ficar aí, sozinha. A minha família vai adorar te ter aqui. — Carlos insistiu, olhando para Sn enquanto ela parecia hesitar.

Ela sorriu, um pouco sem graça, mas sabia que ele estava certo. Depois de tanto tempo sendo amigos, ele parecia ter sempre as palavras certas para convencê-la a fazer o que fosse melhor para ela.

— Eu sei que você tem a sua família, Carlos, mas eu realmente não quero ser um peso. — Sn respondeu, olhando para o chão, sem saber bem como lidar com o gesto tão atencioso.

— Você não é um peso, Sn. Você é minha melhor amiga. Vem logo, você vai adorar. — Ele a abraçou de forma reconfortante e, com isso, ela não pôde mais resistir.

E foi assim que ela aceitou. Como sempre, Carlos estava certo.

A casa dos Sainz estava lindamente decorada para o Natal. A árvore de Natal estava no centro da sala de estar, com luzes brilhantes e enfeites vermelhos e dourados pendurados em cada galho. Carlos, sempre com aquele sorriso travesso, estava tentando pendurar as últimas decorações, mas fazia questão de provocar Sn enquanto ela decorava o outro lado da árvore.

— Não sei como você consegue ser tão organizada, Sn. Olha como está ficando. — Ele disse com um tom brincalhão, observando-a cuidadosamente colocar os enfeites.

— Acho que eu aprendi com os melhores! — Ela respondeu, rindo, mas sem olhar diretamente para ele. Ela sabia que ele estava tentando provocá-la, mas adorava o fato de que, mesmo depois de tanto tempo, ele ainda conseguia fazê-la sorrir tão facilmente.

Carlos continuou se aproximando dela, fazendo pequenos comentários engraçados sobre como ela estava colocando os enfeites "muito altos" ou "muito baixos". A risada deles se misturava com a música suave de Natal que tocava ao fundo, criando um clima perfeito.

— Você ainda não me convenceu a tirar essa estrela de cima da árvore. Está meio torta. — Carlos falou, apontando para o topo da árvore onde a estrela estava inclinada.

— Não está torta. — Sn se virou para ele, segurando um enfeite dourado. — Se você me ajudasse, não teria esse problema.

— Ah, eu estava esperando o momento certo para não estragar toda a sua perfeição. — Ele deu um sorriso travesso.

Sn, como sempre, se divertia com as piadas dele. No fundo, no entanto, algo dentro dela começava a mudar. Carlos era, sem dúvida, sua melhor amiga. Mas ela não sabia se isso ainda era apenas amizade. Cada olhar, cada sorriso dele, parecia mais do que isso. E quando ele estava perto, ela sentia um calor diferente no peito, algo que ela não sabia identificar.

À medida que o dia passava e o Natal se aproximava, Carlos e Sn estavam agora na mesa de jantar, rodeados pela família dele. A casa estava cheia de risadas e histórias engraçadas, mas Sn ainda sentia um pouco de tensão no ar, como se houvesse algo não dito entre ela e Carlos.

Quando chegou a hora de trocar os presentes, Carlos se levantou e foi até onde Sn estava sentada. Ele entregou-lhe uma caixa pequena, embrulhada com um papel vermelho e dourado. Sn olhou para ele, surpresa.

— Eu achei que você tinha me dito que não ia me dar nada. — Sn riu, tentando esconder o nervosismo.

— Eu não queria deixar passar. Você faz parte da minha vida, e acho que você vai adorar isso. — Carlos disse, com um sorriso genuíno.

Sn abriu a caixa com cuidado. Dentro, havia um pequeno álbum de fotos, com várias imagens deles dois ao longo dos anos. Fotos de risadas, de viagens e até mesmo de momentos simples no cotidiano. Havia uma foto especial no final do álbum: uma foto deles dois, ainda mais jovens, quando ela e Carlos tinham acabado de se conhecer.

Ela olhou para ele, com os olhos marejados.

— Carlos... eu... não sei o que dizer. — Sn falou, tentando conter a emoção. — Isso significa muito para mim.

Carlos se aproximou e colocou uma mão no ombro dela, sorrindo de forma calorosa.

— Eu te admiro muito, Sn. Você sempre esteve aqui para mim, nos bons e maus momentos. Você merece muito mais do que isso. — Ele disse com sinceridade, e suas palavras a tocaram profundamente.

Após o jantar, a família de Carlos começou a se dispersar, e ele e Sn estavam na sala, apenas os dois, perto da árvore. A música natalina continuava tocando, mas havia algo diferente no ar. O clima estava romântico, suave, como se o Natal tivesse criado o momento perfeito para algo mais.

Carlos olhou para ela, com uma intensidade em seus olhos que ela não havia notado antes. O visco estava pendurado na parte de cima da porta, como parte da decoração, e Carlos se aproximou de Sn, segurando suavemente sua mão.

— Sabe, tem uma tradição de Natal que diz que quem fica embaixo do visco deve se beijar. — Carlos sorriu timidamente, e o olhar deles se cruzou.

Sn, surpresa com o comentário dele, não sabia como reagir. Ela estava começando a perceber que o que sentia por ele não era apenas amizade.

— Eu... Carlos, você está me dizendo que...? — Sn começou, mas a conversa foi interrompida pela mãe dele, que apareceu de repente na sala.

— Carlos, você tem que beijá-la, é uma tradição! — Ela sorriu, divertida, e todos na sala riram com a intervenção dela.

Carlos riu também, mas agora parecia mais nervoso. Ele olhou para Sn, que parecia tão encantada quanto ele.

Com um sorriso tímido, Carlos finalmente se aproximou mais dela, até que seus rostos estavam tão perto que ela podia sentir sua respiração quente. E então, sem mais palavras, ele a beijou. Foi um beijo suave e tímido, mas cheio de sentimentos que ambos estavam tentando esconder.

Quando o beijo terminou, ambos ficaram em silêncio por um momento, os olhos brilhando com algo novo.

— Acho que, finalmente, a tradição fez sentido. — Carlos murmurou com um sorriso, ainda perto de Sn.

— Acho que sim... — Sn respondeu, sentindo o coração bater mais rápido.

Ali, sob embaixo do visco, eles se encontraram em um momento perfeito. O Natal, que sempre fora uma época especial, agora parecia ainda mais mágico, pois finalmente eles haviam dado o passo que estavam adiando.

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