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A previsão do tempo para Madrid não era nada animadora. O céu cinzento e o som distante de trovões indicavam que a chuva estava a caminho. Sn, no entanto, não se importava. Ela tinha saído de casa para resolver algumas coisas e, entre uma parada e outra, foi surpreendida por uma tempestade repentina.
— Ótimo... — murmurou, puxando o casaco sobre a cabeça enquanto corria para o carro estacionado do outro lado da rua.
Antes que pudesse alcançar o veículo, um carro parou ao seu lado. O vidro abaixou lentamente, revelando um Carlos Sainz sorridente e um pouco encharcado também.
— Precisa de uma carona, senhorita? — Ele perguntou com aquele tom brincalhão que fazia o coração dela disparar.
— Só se a carona incluir um café quente. — Ela respondeu, entrando no carro.
— Feito. — Carlos disse, acelerando em direção a uma pequena cafeteria que eles costumavam frequentar.
A cafeteria era aconchegante, com janelas grandes que mostravam a chuva forte lá fora. O cheiro de café fresco misturado ao som da água caindo era quase terapêutico. Eles se sentaram em uma mesa perto da janela, e Carlos pediu os cafés.
— Você sempre tem o timing perfeito. — Sn comentou enquanto tirava o casaco molhado.
— Ou talvez seja destino. — Carlos respondeu, com um sorriso nos lábios.
Eles conversaram por alguns minutos, sobre coisas simples — trabalho, família, planos para o fim de semana. Mas havia uma tensão no ar, algo não dito pairando entre eles.
Carlos, por fim, quebrou o silêncio.
— Sabe... eu estava pensando. — Ele começou, os olhos fixos na xícara de café à sua frente.
— Sobre? — Sn perguntou, curiosa.
Ele levantou os olhos para encontrá-la.
— Sobre nós. Sobre como as coisas são fáceis quando estamos juntos. Como, mesmo quando tudo está desmoronando, você é meu ponto de equilíbrio.
Sn ficou em silêncio por um momento, surpresa com a sinceridade dele.
— Carlos, eu...
— Eu sei, pode ser que eu esteja me precipitando. — Ele interrompeu. — Mas é difícil não pensar que talvez... só talvez... isso aqui seja mais do que amizade.
Ela sentiu o coração acelerar. A verdade era que ela também sentia isso há algum tempo, mas sempre teve medo de estragar a amizade especial que eles tinham.
— Carlos... — Ela começou, mas foi interrompida pelo toque do telefone dele.
Ele olhou para o aparelho, fez uma careta e o colocou no silencioso.
— Nada importante. Quero ouvir o que você tem a dizer. — Ele disse, com os olhos sinceros.
Sn respirou fundo.
— Eu sinto o mesmo. Há algum tempo, na verdade. Só não sabia como dizer, ou se deveria dizer.
Carlos sorriu, aquele sorriso caloroso que fazia o mundo parecer um lugar melhor.
— Então talvez essa chuva tenha trazido algo bom. — Ele disse, segurando a mão dela sobre a mesa.
Eles ficaram ali, olhando um para o outro, até que Carlos se inclinou lentamente, e ela fez o mesmo. O beijo foi suave, cheio de sentimento, como se ambos estivessem esperando por aquele momento há muito tempo.
Quando se afastaram, ele olhou nos olhos dela, ainda segurando sua mão.
— A chuva pode continuar. Desde que eu esteja com você, não importa. — Ele sussurrou.
E assim, sob a chuva de Madrid, duas almas que sempre estiveram conectadas finalmente encontraram o caminho uma para a outra.