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Você acordou com o som irritante do despertador ao lado da cama. O sol já começava a iluminar suavemente o quarto, e, ao estender a mão para desligá-lo, você suspirou, sabendo que era hora de enfrentar mais um dia de trabalho. Mal tinha se sentado na cama quando sentiu um braço forte te puxar de volta para baixo.
— Onde você pensa que vai? — Carlos murmurou, com a voz rouca de sono, enquanto te abraçava por trás, sua respiração quente contra sua nuca.
— Trabalhar, claro. Já são sete horas, Carlos.
— Não, não, não... — Ele resmungou, apertando mais o abraço e praticamente te imobilizando. — Hoje você não vai.
— Como assim, "não vou"? Tenho uma reunião importante com o editor, entrevistas para preparar... Não dá pra faltar.
Carlos apoiou o queixo no seu ombro, com aquele sorriso preguiçoso que você sabia que era um aviso de que ele estava prestes a aprontar algo.
— Ouvi uma ideia brilhante outro dia... — Ele começou, esticando a palavra "brilhante" como quem conta um segredo importante.
— Ah, é? E qual seria essa ideia?
— Você deveria largar tudo e virar minha esposa troféu.
Você não pôde evitar a gargalhada que escapou. Virou o rosto para encará-lo, encontrando aqueles olhos castanhos brilhando de diversão.
— Esposa troféu? Sério, Carlos?
— Sim! — Ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Pensa só: você não precisaria acordar cedo com despertador. Não teria que lidar com prazos, nem reuniões. A única coisa que precisaria fazer é me acompanhar nas corridas, usar vestidos bonitos e estar disponível para café da manhã na cama, como hoje.
— Carlos, isso não é vida real. — Você tentou se soltar, mas ele te segurou firme, rindo.
— Claro que é! — Ele insistiu, dando um beijo no topo da sua cabeça. — Eu ganho o suficiente para nós dois. Você pode ficar em casa, escrever seus artigos só por diversão, ou até virar blogueira e postar sobre nossa vida perfeita.
— Nossa vida perfeita? — Você arqueou as sobrancelhas.
— Sim. Você e eu, viajando o mundo, tomando vinho em vinícolas na Toscana, esquiando nos Alpes, ou só ficando na cama o dia inteiro, como eu estou planejando para hoje.
Você revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso.
— E as crianças? Como ficariam?
— Elas podem ir para a escola, claro, mas nos fins de semana a gente pode levar todo mundo para a Disney ou para o lugar que elas quiserem. Eu cuido de tudo.
— Ah, então você vai cuidar de tudo? Inclusive de lavar a louça, limpar a casa e fazer compras?
Carlos fez uma expressão de falsa ofensa.
— Pra que você acha que eu sugeri "esposa troféu"? Esses detalhes não entram no pacote.
Você começou a rir tanto que precisou cobrir o rosto com as mãos. Carlos aproveitou a sua distração para te puxar ainda mais para perto, agora te prendendo debaixo dele, com um sorriso convencido no rosto.
— Viu? Você está sorrindo. Isso significa que a ideia não é tão ruim assim.
— Carlos, eu amo meu trabalho. Não vou largar tudo só porque você está de folga e quer passar o dia todo na cama.
— Então tira folga hoje. Um dia só. — Ele inclinou a cabeça, com aquele olhar irresistível. — Vamos ficar aqui, tomar café juntos, assistir a um filme, brincar com as crianças depois da escola. Prometo que faço o jantar.
— Jantar? — Você perguntou, desconfiada.
— Ok, vou pedir. Mas o gesto conta.
Você riu mais uma vez, finalmente conseguindo se soltar e sentando na beira da cama.
— Carlos, você é impossível.
— E irresistível.
Ele se sentou ao seu lado, deslizando a mão pela sua cintura.
— Você trabalha demais, amor. Eu só quero te mimar um pouco.
Você suspirou, pensando na pilha de e-mails que te esperava, mas ao olhar para o sorriso encantador de Carlos, começou a reconsiderar.
— Um dia só?
— Um dia só. — Ele levantou a mão como se fizesse um juramento.
— Está bem. Mas você vai ter que compensar depois.
Carlos comemorou como se tivesse vencido uma corrida, te puxando para um beijo cheio de entusiasmo.
— Vou fazer valer cada segundo, prometo.
E, naquele dia, você percebeu que às vezes era bom deixar o trabalho de lado e aproveitar os pequenos momentos com a pessoa que você ama. Afinal, quem disse que uma esposa troféu não podia ser só por um dia?