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O fim da corrida em Miami não havia saído como Carlos queria. O pódio escapou por pouco, e tudo que ele desejava agora era desabafar com sua melhor amiga, você, como sempre fazia. Você era o porto seguro dele, a pessoa com quem ele compartilhava tanto as vitórias quanto os dias difíceis.
Mas, para surpresa dele, você não estava na área de hospitalidade nem no paddock. Ele foi informado por Lando, casualmente, que você tinha ido a um "encontro". A palavra ficou ecoando na cabeça dele, e algo no tom despreocupado de Lando fez seu peito apertar. Por que ela não me contou nada?
Carlos tentou agir normalmente, mas a inquietação o dominava.
Ele mandou uma mensagem: — Onde você está? Quero te ver.
Sem resposta.
Ele tentou ligar. Uma, duas, três vezes. Sem resposta.
Carlos já estava impaciente. Ele se viu recorrendo ao assistente que costumava organizar as reservas de vocês.
— Onde ela jantou? Com quem ela saiu? — Ele perguntou, tentando soar casual, mas o tom firme entregava o ciúme.
— Não posso dizer, Carlos. É a privacidade dela. — O assistente respondeu, deixando-o ainda mais frustrado.
A noite caiu, e Carlos já não conseguia pensar em outra coisa. Ele estava irritado, não tanto pelo fato de você ter ido a um encontro, mas porque você não tinha dito nada a ele. Vocês compartilhavam tudo, sempre, e ele não entendia o motivo de você esconder isso.
Por volta das onze da noite, ele decidiu que precisava saber a verdade. Subiu até o andar do hotel onde você estava hospedada e, sem se preocupar em bater, usou um dos cartões de acesso que ele sabia que funcionava para os quartos da equipe.
Ele entrou no seu quarto com passos rápidos, olhando ao redor. As luzes estavam apagadas, e você estava deitada, encolhida debaixo do edredom, claramente dormindo.
Carlos bufou, ainda indignado. Ele acendeu a luz do abajur ao lado da cama, e você abriu os olhos devagar, piscando contra a luz repentina.
— Carlos? — Sua voz saiu grogue, e você se sentou lentamente. — O que você tá fazendo aqui?
Ele cruzou os braços, encarando você com uma expressão séria.
— Como assim o que eu tô fazendo aqui? Eu é que quero saber o que você estava fazendo.
Você franziu a testa, confusa.
— Do que você tá falando?
— Do seu encontro! — Ele respondeu, quase como se a palavra fosse um insulto. — Por que eu não sabia disso? Por que você não me contou?
Você passou a mão pelo rosto, tentando despertar completamente.
— Meu Deus, Carlos. Era só um encontro. Eu não achei que precisava te informar sobre isso.
— Não precisava? — Ele deu uma risada irônica, jogando as mãos para o alto. — A gente compartilha tudo! Você sempre me conta tudo, e agora, de repente, você some pra sair com um cara qualquer e não me diz nada?
— Você tá fazendo uma cena, sabia? — Você respondeu, com um misto de irritação e diversão.
— Eu tô fazendo uma cena porque... porque... — Ele gaguejou, parecendo perdido nas próprias palavras. — Porque é estranho, tá bom? Eu não gosto de não saber o que tá acontecendo com você.
Você suspirou e se jogou de volta no travesseiro.
— Carlos, o encontro foi horrível, tá bom? O cara era arrogante, só falava de si mesmo e, no final, ele ainda teve a audácia de me perguntar se eu sabia cozinhar.
Carlos piscou, claramente surpreso, mas ainda mantendo a postura firme.
— E você não me ligou pra eu ir te buscar?
— Não achei que fosse necessário. Eu peguei um táxi e vim pra cá.
Carlos ficou em silêncio por alguns segundos, a expressão de irritação se suavizando gradualmente. Ele suspirou e sentou-se na beira da sua cama, esfregando a nuca.
— Eu só... — Ele começou, olhando para você com uma expressão genuína. — Eu só não gosto de imaginar você saindo com caras que não te merecem, sabe?
Você sorriu, estendendo a mão para tocar o braço dele.
— Relaxa, Carlos. Eu sobrevivi. E, além disso, nenhum deles jamais vai superar você.
Carlos ergueu as sobrancelhas, e um sorriso de lado surgiu em seu rosto.
— Ah, é?
— É. — Você respondeu com um tom brincalhão.
Ele riu, se levantou e começou a tirar os sapatos.
— O que você tá fazendo?
— Tô indo dormir aqui. — Ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Não vou te deixar sozinha depois de um dia tão ruim.
Você riu, balançando a cabeça, mas cedeu. Carlos entrou debaixo do edredom, puxando você para perto.
— Promete que, da próxima vez, você me conta? — Ele sussurrou, enquanto você apoiava a cabeça no peito dele.
— Prometo.
— Bom. Porque eu sou péssimo em lidar com isso. — Ele brincou, beijando o topo da sua cabeça.
E assim vocês ficaram, confortáveis e tranquilos, enquanto a noite avançava e as preocupações de ambos desapareciam.