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O sol de Mônaco já havia se posto quando S/N e sua filha, Isabela, de apenas cinco anos, voltaram ao hotel onde estavam hospedados. Depois de um dia inteiro de compras, as duas estavam exaustas, mas satisfeitas. Elas sabiam que haviam exagerado — ok, muito exagerado. Afinal, 100 mil dólares gastos em um único dia em roupas, sapatos e acessórios de grife não passariam despercebidos no cartão de Carlos. Agora, restava enfrentar a reação dele.
Assim que chegaram à entrada do hotel, dois carregadores apareceram para ajudá-las, carregando montanhas de sacolas das melhores lojas de Mônaco. Louis Vuitton, Chanel, Dior, Gucci... as marcas mais luxuosas estavam representadas. S/N e Isabela trocaram olhares cúmplices, contendo risadas.
— Mamãe, você acha que o papai vai brigar com a gente? — Isabela perguntou, segurando uma sacola menor, rosa e brilhante.
S/N abaixou-se para olhar a filha nos olhos, sorrindo. — Talvez ele fique um pouquinho bravo, Isa. Mas ele ama muito a gente, então vai passar rapidinho.
A pequena riu, segurando firme a mão da mãe enquanto subiam para a suíte.
Assim que abriram a porta, Carlos estava sentado no sofá, com o laptop no colo. Ele levantou o olhar, surpreso ao ver a quantidade absurda de sacolas entrando pela porta do quarto, uma atrás da outra, trazidas pelos carregadores.
— O que é isso tudo? — ele perguntou, erguendo uma sobrancelha enquanto se levantava.
S/N tentou disfarçar, colocando um sorriso inocente no rosto. — Compras. Nada demais, amor.
Isabela, no entanto, não tinha o mesmo filtro da mãe e soltou animada: — Papai, a gente foi em todas as lojas! E eu escolhi um vestido da Chanel igual ao da mamãe!
Carlos cruzou os braços, olhando da esposa para a filha, claramente tentando processar a situação. — Em todas as lojas? Chanel? — Ele olhou para as sacolas novamente, o tom de incredulidade na voz. — E quanto vocês gastaram, exatamente?
S/N coçou a nuca, nervosa. — Err... foi um pouquinho mais do que o planejado.
— Quanto? — Carlos insistiu, agora mais sério.
— Cem mil dólares... — S/N respondeu baixinho, quase inaudível.
— Cem mil o quê?! — Carlos exclamou, claramente chocado. Ele colocou as mãos na cintura, olhando para ela como se esperasse uma explicação.
Antes que S/N pudesse responder, Isabela correu até ele, puxando sua mão. — Papai, olha o meu vestido novo! É tão bonito! Você vai amar!
Carlos olhou para a filha, que tinha um sorriso tão doce e inocente que ele não conseguiu conter o riso. Ele se abaixou, pegando-a no colo. — Vestido novo, é? E ele brilha tanto quanto você?
— Muito mais! — Isabela respondeu, rindo e abraçando o pescoço do pai.
S/N suspirou aliviada ao perceber que a filha havia quebrado a tensão. Ela se aproximou, encostando-se a Carlos. — Olha, eu sei que foi muito, mas foi um dia especial de mãe e filha. Prometo que não vamos gastar tanto assim de novo... pelo menos não até o próximo mês.
Carlos revirou os olhos, mas um sorriso começou a aparecer em seu rosto. Ele sabia que não conseguia ficar bravo com elas por muito tempo. — Vocês duas são impossíveis. Mas sabe de uma coisa? Eu trabalho para isso. Se vocês estão felizes, então valeu a pena.
Isabela bateu palminhas, animada, e Carlos a colocou no chão. Ela começou a mostrar algumas sacolas para ele, explicando com detalhes tudo o que compraram, enquanto ele fingia estar genuinamente interessado.
S/N abraçou Carlos de lado, sorrindo. — Obrigada por entender, amor. Prometo que vou compensar.
Carlos riu, beijando a testa dela. — Acho bom mesmo. Mas não se acostume muito, hein?
— Sem promessas — ela respondeu, rindo.
No final, eles passaram a noite entre risadas, brincadeiras e desfiles improvisados no quarto. Isabela, claro, fez questão de mostrar cada peça que compraram, e Carlos percebeu que momentos como aquele eram os que realmente importavam. Ele sabia que, por mais que o cartão tivesse sofrido um golpe, sua família era a melhor recompensa que ele poderia ter.