Cuarenta y cuatro

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Tema: tal pai,tal filha.

Tema: tal pai,tal filha

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Era uma tarde de terça-feira como qualquer outra, até que seu telefone começou a tocar incessantemente. Quando você atendeu, foi surpreendida com a voz séria da diretora da escola da sua filha mais velha, Luna, pedindo que você e Carlos fossem à escola imediatamente para discutir uma "ocorrência grave".

Carlos, que estava no sofá revisando algumas estratégias de corrida no tablet, percebeu a expressão em seu rosto e se levantou imediatamente.

— O que aconteceu? — ele perguntou, preocupado, enquanto você desligava o telefone.

— A diretora quer falar com a gente... sobre a Luna. Parece que ela se meteu em uma briga.

Carlos franziu o cenho, claramente chocado.

— Luna? A nossa Luna? Aquela que chora quando pisa em uma formiga?

— A própria. Acho melhor irmos logo.

Quando vocês chegaram à escola, a diretora os recebeu com uma expressão séria. Na sala ao lado, Luna estava sentada com os braços cruzados, o uniforme amassado e uma expressão que misturava culpa e teimosia.

— Senhor e senhora Sainz, obrigada por virem tão rápido. — A diretora começou, ajustando os óculos. — Infelizmente, Luna se envolveu em um incidente hoje no recreio.

Você olhou para Carlos, que parecia prestes a fazer mil perguntas.

— Que tipo de incidente? — você perguntou, tentando manter a calma.

— Ela bateu em outro aluno.

— O quê? — Carlos exclamou, claramente surpreso. — Nossa Luna?

A diretora assentiu.

— Sim, ela deu um soco em um colega de classe.

Antes que vocês pudessem perguntar mais, Luna foi chamada para a sala. Ela entrou, ainda de braços cruzados, mas seus olhos mostravam que ela estava nervosa.

— Luna, pode nos explicar o que aconteceu? — você perguntou, tentando ser firme, mas sem assustá-la.

Luna olhou para o chão, evitando os olhares de vocês.

— O Mateo estava chamando o Leo de "idiota" e "bebê chorão" porque ele não conseguiu chutar a bola direito. Eu disse pra ele parar, mas ele não parou. Então... — Ela deu de ombros. — Eu bati nele.

Carlos mordeu o lábio, claramente tentando segurar o riso. Você olhou para ele, lançando um olhar que dizia "não ria".

— Luna, você sabe que violência nunca é a resposta, certo? — você disse, tentando soar séria.

— Mas ele estava sendo mau com o Leo! — Luna protestou. — O Leo é meu amigo, e ninguém mexe com ele.

Carlos limpou a garganta, mas você percebeu que ele estava orgulhoso.

— Luna, nós entendemos que você queria proteger seu amigo, mas bater nos outros não é certo. Você poderia ter falado com um professor, certo? — você disse.

— Eu tentei, mas o professor estava longe.

Carlos finalmente decidiu intervir. Ele se abaixou para ficar na altura de Luna.

— Princesa, eu entendo que você queria ajudar seu amigo, e isso é muito bonito. Mas da próxima vez, tente usar palavras, não os punhos. Combinado?

Luna olhou para ele e balançou a cabeça lentamente.

— Tá bom, papai.

A diretora deu um pequeno sorriso.

— Bom, estou feliz que entendemos a situação. Talvez um pedido de desculpas ao colega seria apropriado, Luna.

Luna concordou, embora com certa relutância.

No carro, a caminho de casa, Carlos não conseguiu mais segurar o riso.

— Ela definitivamente puxou a você. — ele disse, rindo.

— A mim? — você perguntou, fingindo indignação. — Acho que ela puxou ao pai, que desmaiou um engenheiro no paddock uma vez.

Carlos riu mais ainda, enquanto Luna os olhava do banco de trás.

— Vocês estão bravos comigo? — ela perguntou, com um pouco de medo na voz.

Carlos virou-se para trás, sorrindo.

— Não, Luna. Estamos orgulhosos porque você defendeu seu amigo. Só queremos que você encontre outras formas de resolver esses problemas, ok?

— Ok, papai.

Mais tarde, enquanto Luna brincava no quarto, Carlos olhou para você com um sorriso de canto.

— Admito, fiquei orgulhoso. Nossa filha sabe como proteger quem ama.

Você riu, balançando a cabeça.

— Sim, mas espero que ela não vá desmaiar ninguém por aí.

Carlos riu, puxando você para um abraço.

— Bom, se ela for, pelo menos sabemos que ela aprendeu com os melhores.

𝟓𝟓 - 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚𝙨  Onde histórias criam vida. Descubra agora