Sesenta y siete

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Tema: primeira noite na casa nova.

A casa ainda cheirava a tinta fresca e tinha aquele silêncio típico de lugares recém-montados

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A casa ainda cheirava a tinta fresca e tinha aquele silêncio típico de lugares recém-montados. As caixas espalhadas por todos os cantos davam uma sensação de caos organizado, mas para Sn e Carlos, era o início de um novo capítulo. Eles haviam se mudado há apenas algumas horas e, por mais empolgante que fosse, a falta de eletrodomésticos e utensílios básicos já estava cobrando seu preço.

— Carlos, me diz que você já pediu alguma coisa pra comer, porque eu não aguento mais. — Sn disse, jogando-se no sofá, cansada de arrumar as caixas.

Carlos apareceu na sala com um sorriso travesso, segurando o celular.

— Já pedi, mi amor. Vai ser surpresa.

— Ai, Carlos... Surpresa? Eu tô faminta! — Ela resmungou, rindo de leve.

Cerca de 30 minutos depois, a campainha tocou, e Carlos foi até a porta. Ele voltou com várias sacolas coloridas da "Boogie", um restaurante de fast food local. Ao colocar os sacos na mesa improvisada no centro da sala, Sn olhou para ele, surpresa e rindo.

— Fast food, Carlos? — Ela perguntou, com as mãos na cintura. — Você sabe que, como sua nutricionista oficial, eu deveria te expulsar da cozinha por isso.

Carlos, que já havia começado a abrir as sacolas, ergueu os olhos com um sorriso brincalhão.

— Ah, vem cá! Nossa cozinha nem tem panelas ainda. Isso é tecnicamente uma emergência!

Sn cruzou os braços, observando enquanto ele desembrulhava um hambúrguer duplo. Ele deu uma mordida exagerada, o molho escorrendo no canto da boca.

— Meu Deus, Sainz! Se sua nutricionista souber disso, ela vai querer me matar. — Sn zombou, fingindo um tom sério.

— Bom, nesse caso, vou guardar segredo. — Ele respondeu de boca cheia, piscando para ela.

— Péssimo exemplo, Carlos! Péssimo! — Sn disse, rindo alto, enquanto finalmente se sentava ao lado dele e pegava um pedaço de batata frita.

— Ei, você também está comendo! — Ele provocou, apontando para a batata na mão dela.

— Eu mereço um desconto, eu sou a noiva aqui! — Ela rebateu, roubando um pedaço do hambúrguer dele.

Carlos gargalhou, inclinando-se para perto dela.

— É, e eu sou o noivo que vai culpar você se amanhã eu não entrar no macacão da equipe.

— Vai ser sua culpa, Sainz. Eu só como saudável. — Ela respondeu com um sorriso malicioso, enquanto pegava mais algumas batatas fritas.

— Claro, claro. — Ele disse, revirando os olhos de brincadeira.

Entre risadas e provocações, os dois passaram a noite ali, na sala ainda sem móveis, compartilhando hambúrgueres e histórias. Carlos colocou uma música baixa no celular, e enquanto eles comiam, a sensação de estar finalmente construindo um lar juntos os preenchia.

No final da refeição, Carlos olhou para Sn com um brilho nos olhos.

— Sabe, não importa se é fast food ou um jantar chique... Se eu estiver com você, tudo fica perfeito.

Sn sorriu, sentindo o coração aquecer.

— Isso foi muito clichê, Sainz. Mas vou aceitar porque estou apaixonada.

Ele inclinou-se e roubou um beijo rápido, antes de voltar para as últimas batatas da sacola.

— E não conta pra minha nutricionista, hein? — Ele brincou, arrancando mais uma risada dela.

Naquela primeira noite na casa nova, eles descobriram que o que realmente importava não era o lugar, nem o que tinham ou não tinham. Era estar juntos, enfrentando tudo como um time — mesmo que significasse começar com fast food no chão da sala.

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