Tema: o gerente do hotel indo reclamar com vocês.
🏎️
O sol já iluminava o luxuoso quarto de hotel quando comecei a despertar. O ar-condicionado deixava o ambiente fresco, e o lençol macio cobria parcialmente meu corpo. Ao meu lado, Carlos ainda dormia, o braço pesado repousando sobre minha cintura.
A lembrança da noite passada fez um sorriso surgir no meu rosto. Entre brindes, risadas e uma comemoração mais... íntima, a madrugada tinha sido inesquecível.
Olhei para o relógio no criado-mudo. 9h30. O serviço de quarto não deveria demorar.
Comecei a me mover devagar, tentando escapar do abraço possessivo de Carlos, mas assim que deslizei um pouco para fora da cama, ele resmungou, apertando-me contra ele novamente.
— Onde você pensa que vai? — Sua voz rouca pela manhã soou contra minha pele.
Sorri, virando-me para encará-lo.
— O café da manhã deve chegar a qualquer momento.
Ele suspirou, os olhos ainda meio fechados, mas um sorriso preguiçoso nos lábios.
— Prefiro meu café da manhã na cama... e você no meu colo.
Rolei os olhos, rindo.
— Você nunca cansa, né?
— Não quando se trata de você.
Antes que ele pudesse me puxar de volta, ouvimos batidas firmes na porta.
— Deve ser o serviço de quarto. — Falei, me levantando de vez.
Carlos soltou um grunhido de protesto, mas permaneceu na cama, apoiado em um dos cotovelos, enquanto eu pegava um robe de seda e amarrava na cintura.
Ao abrir a porta, esperava ver um funcionário trazendo nosso café, mas me deparei com um homem de terno impecável, expressão séria e um crachá dourado indicando que ele era o gerente do hotel.
— Bom dia, senhora. Sinto muito incomodar, mas preciso conversar com vocês sobre um assunto delicado.
Franzi o cenho, confusa.
— Algum problema?
Carlos, curioso, apareceu atrás de mim, vestindo apenas a calça do pijama, os cabelos bagunçados e a expressão sonolenta.
O gerente pigarreou, ajustando o paletó.
— Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pela comemoração de ontem. Parece que se divertiram bastante.
Senti meu rosto começar a esquentar.
— Ahn... obrigada?
Ele respirou fundo, parecendo constrangido.
— O motivo da minha visita é que recebemos algumas... reclamações durante a madrugada.
Carlos ergueu uma sobrancelha.
— Reclamações?
O gerente fez um esforço visível para manter a postura profissional.
— Vários hóspedes ligaram para a recepção relatando... sons excessivos vindos deste quarto.
Senti meu rosto pegar fogo na hora.
— Oh.
Carlos, por outro lado, abriu um sorriso satisfeito, cruzando os braços.
— Excessivos, é?
O gerente pigarreou novamente, desviando o olhar.
— Digamos que... os hóspedes do andar inteiro foram afetados.
Engoli em seco, sem saber onde enfiar a cara.
— A gente sente muito por isso...
Carlos deu de ombros, claramente se divertindo.
— Eu não sinto. Isso só prova que minha esposa tem uma ótima resistência vocal.
— CARLOS! — Dei um tapa em seu braço, completamente envergonhada.
O gerente tossiu, visivelmente desconfortável.
— Apenas peço, encarecidamente, que moderem um pouco o entusiasmo.
Assenti rapidamente, desejando evaporar dali.
— Claro. Isso não vai mais acontecer.
Carlos riu baixinho atrás de mim.
— Não posso prometer nada.
Lancei um olhar mortal para ele, e o gerente apenas assentiu rapidamente, apressando-se em se retirar.
Assim que fechei a porta, me virei para Carlos, que ria descaradamente.
— Você não tem vergonha, não?
Ele me puxou pela cintura, ainda rindo.
— Vergonha de quê? De ser um marido muito dedicado?
— Você ouviu o que ele disse! O andar inteiro nos ouviu!
— Bom, se vamos incomodar, que seja por um bom motivo.
Balancei a cabeça, tentando segurar o riso.
— Você não tem jeito.
Ele beijou meu pescoço, sussurrando contra minha pele.
— Ah, meu amor... e isso é um problema?
Suspirei, derrotada.
— O café da manhã já devia ter chegado...
Carlos sorriu contra minha pele.
— Temos tempo até lá.
E antes que eu percebesse, já estava de volta à cama.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝟓𝟓 - 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚𝙨
FanfictionImagines Carlos Sainz! Cada capítulo uma história diferente.
