Setenta y cuatro

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Tema: o gerente do hotel indo reclamar com vocês.

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O sol já iluminava o luxuoso quarto de hotel quando comecei a despertar. O ar-condicionado deixava o ambiente fresco, e o lençol macio cobria parcialmente meu corpo. Ao meu lado, Carlos ainda dormia, o braço pesado repousando sobre minha cintura.

A lembrança da noite passada fez um sorriso surgir no meu rosto. Entre brindes, risadas e uma comemoração mais... íntima, a madrugada tinha sido inesquecível.

Olhei para o relógio no criado-mudo. 9h30. O serviço de quarto não deveria demorar.

Comecei a me mover devagar, tentando escapar do abraço possessivo de Carlos, mas assim que deslizei um pouco para fora da cama, ele resmungou, apertando-me contra ele novamente.

— Onde você pensa que vai? — Sua voz rouca pela manhã soou contra minha pele.

Sorri, virando-me para encará-lo.

— O café da manhã deve chegar a qualquer momento.

Ele suspirou, os olhos ainda meio fechados, mas um sorriso preguiçoso nos lábios.

— Prefiro meu café da manhã na cama... e você no meu colo.

Rolei os olhos, rindo.

— Você nunca cansa, né?

— Não quando se trata de você.

Antes que ele pudesse me puxar de volta, ouvimos batidas firmes na porta.

— Deve ser o serviço de quarto. — Falei, me levantando de vez.

Carlos soltou um grunhido de protesto, mas permaneceu na cama, apoiado em um dos cotovelos, enquanto eu pegava um robe de seda e amarrava na cintura.

Ao abrir a porta, esperava ver um funcionário trazendo nosso café, mas me deparei com um homem de terno impecável, expressão séria e um crachá dourado indicando que ele era o gerente do hotel.

— Bom dia, senhora. Sinto muito incomodar, mas preciso conversar com vocês sobre um assunto delicado.

Franzi o cenho, confusa.

— Algum problema?

Carlos, curioso, apareceu atrás de mim, vestindo apenas a calça do pijama, os cabelos bagunçados e a expressão sonolenta.

O gerente pigarreou, ajustando o paletó.

— Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pela comemoração de ontem. Parece que se divertiram bastante.

Senti meu rosto começar a esquentar.

— Ahn... obrigada?

Ele respirou fundo, parecendo constrangido.

— O motivo da minha visita é que recebemos algumas... reclamações durante a madrugada.

Carlos ergueu uma sobrancelha.

— Reclamações?

O gerente fez um esforço visível para manter a postura profissional.

— Vários hóspedes ligaram para a recepção relatando... sons excessivos vindos deste quarto.

Senti meu rosto pegar fogo na hora.

— Oh.

Carlos, por outro lado, abriu um sorriso satisfeito, cruzando os braços.

— Excessivos, é?

O gerente pigarreou novamente, desviando o olhar.

— Digamos que... os hóspedes do andar inteiro foram afetados.

Engoli em seco, sem saber onde enfiar a cara.

— A gente sente muito por isso...

Carlos deu de ombros, claramente se divertindo.

— Eu não sinto. Isso só prova que minha esposa tem uma ótima resistência vocal.

— CARLOS! — Dei um tapa em seu braço, completamente envergonhada.

O gerente tossiu, visivelmente desconfortável.

— Apenas peço, encarecidamente, que moderem um pouco o entusiasmo.

Assenti rapidamente, desejando evaporar dali.

— Claro. Isso não vai mais acontecer.

Carlos riu baixinho atrás de mim.

— Não posso prometer nada.

Lancei um olhar mortal para ele, e o gerente apenas assentiu rapidamente, apressando-se em se retirar.

Assim que fechei a porta, me virei para Carlos, que ria descaradamente.

— Você não tem vergonha, não?

Ele me puxou pela cintura, ainda rindo.

— Vergonha de quê? De ser um marido muito dedicado?

— Você ouviu o que ele disse! O andar inteiro nos ouviu!

— Bom, se vamos incomodar, que seja por um bom motivo.

Balancei a cabeça, tentando segurar o riso.

— Você não tem jeito.

Ele beijou meu pescoço, sussurrando contra minha pele.

— Ah, meu amor... e isso é um problema?

Suspirei, derrotada.

— O café da manhã já devia ter chegado...

Carlos sorriu contra minha pele.

— Temos tempo até lá.

E antes que eu percebesse, já estava de volta à cama.

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⏰ Última atualização: Feb 05, 2025 ⏰

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