Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
⭐
️ Era um final de tarde ensolarado, e o avião começava a descer em Salvador. As cores quentes da cidade, o céu limpo e o mar azul esverdeado formavam o cenário perfeito para a visita especial que Sn havia planejado. Depois de tantos anos morando na Espanha, ela finalmente teria a oportunidade de levar Carlos e os filhos para conhecer a cidade onde cresceu, Salvador, um lugar cheio de memórias e histórias que moldaram quem ela era.
Ao aterrissarem, Carlos olhou pela janela com curiosidade e empolgação.
— Então é aqui que tudo começou? — ele perguntou, segurando a mão de Sn enquanto Liam, de 6 anos, e Bernardo, de 4, cochilavam nos assentos ao lado.
— É aqui. Prepare-se, porque Salvador é um mundo à parte. Vocês vão amar.
O aeroporto estava movimentado, mas assim que passaram pela área de desembarque, uma parte da família de Sn estava lá para recebê-los. Abraços, risos e muitos "quanto tempo!" encheram o espaço, e Carlos, mesmo com o sotaque carregado, tentou se comunicar o máximo possível em português, arrancando risadas e elogios da família.
— Ele é ainda mais bonito pessoalmente, Sn! — uma prima comentou discretamente, mas alto o suficiente para Carlos ouvir. Ele riu, enquanto passava o braço pela cintura da esposa.
— Eu tento acompanhar essa mulher linda aqui — ele respondeu, arrancando suspiros e risos das tias e primas.
Assim que chegaram à casa onde Sn cresceu, ela respirou fundo, olhando ao redor. As paredes coloridas, o quintal grande e os detalhes familiares a levaram de volta à infância.
— Parece que nada mudou — ela comentou, emocionada.
Carlos a abraçou de lado, enquanto os meninos corriam pelo quintal.
— Agora entendo por que você fala com tanto amor desse lugar.
No dia seguinte, Sn decidiu fazer um tour completo pela cidade. A primeira parada foi o Pelourinho, onde as ruas de paralelepípedo e as casas coloridas encantaram os meninos. Liam puxou a camisa de Carlos enquanto apontava para um grupo de capoeiristas.
— Papai, olha! Eles estão lutando ou dançando? — ele perguntou, curioso.
Carlos sorriu.
— É capoeira, filho. Uma mistura das duas coisas. Quer tentar? — ele brincou, sabendo que Liam adorava esportes.
Sn observava os três interagirem com um sorriso no rosto. Não era apenas Salvador que estava sendo apresentado à família, mas também um pedaço dela mesma.
Depois de passearem pelo Elevador Lacerda e experimentarem acarajé, Carlos parecia estar se apaixonando pela cidade.
— Acho que entendi de onde vem o seu jeito alegre, Sn. Essa cidade tem uma energia única. — ele comentou enquanto caminhavam pela orla.
— Eu disse que você iria gostar. Mas espera até conhecer meus vizinhos e amigos de infância. Eles vão te bombardear de perguntas.
No terceiro dia, Sn decidiu levar Carlos e os meninos para a vizinhança onde cresceu. As ruas eram cheias de vida, com crianças brincando e música tocando ao fundo. Assim que chegaram à casa de Dona Rosa, a vizinha que praticamente ajudou a criá-la, o reencontro foi emocionante.
— Minha filha! Olha só como você está linda! E trouxe a família toda! — Dona Rosa exclamou, abraçando Sn e depois apertando a mão de Carlos.
— Esse é Carlos, meu marido. E esses são Liam e Bernardo, nossos filhos.
Dona Rosa olhou para os meninos e disse, com carinho:
— Tão lindos, parecem uns anjinhos.
— Espera até eles começarem a correr pela casa — Carlos brincou, arrancando risadas de todos.
Sn apresentou a família para outros amigos e vizinhos, compartilhando histórias da infância. Carlos ouvia com atenção, curioso para conhecer mais sobre o passado da esposa.
— Ela era uma peste, sabia? Não podia ver uma árvore que já queria subir! — um dos amigos de infância comentou, fazendo Sn revirar os olhos e Carlos rir.
— Então é por isso que os meninos têm tanta energia. É de família! — ele brincou.
Naquela noite, reunidos na casa da família de Sn, a conversa foi ficando mais íntima. Enquanto as crianças brincavam no quintal, Sn e Carlos se sentaram ao redor da mesa com os parentes mais próximos.
— Então, vocês já têm dois meninos lindos. Quando é que vem uma menina? — a mãe de Sn perguntou, provocando.
Carlos e Sn trocaram um olhar cúmplice antes de ele responder:
— Na verdade, estamos trabalhando nisso. Queremos uma menininha agora.
A reação foi de pura surpresa e alegria.
— Vocês não param, hein? — brincou um primo, enquanto a mãe de Sn já começava a imaginar como seria uma netinha.
— Vai ser a princesinha da casa — Dona Rosa comentou, com os olhos brilhando.
Carlos sorriu, olhando para Sn.
— Eu já disse que estou cercado de reis e rainhas. Mal posso esperar para adicionar mais uma ao reino.
Sn segurou a mão dele por baixo da mesa, emocionada.
Os dias em Salvador foram cheios de momentos especiais. Entre visitas aos mercados locais, idas à praia e encontros com amigos de infância, Carlos e os meninos ficaram completamente encantados pela cidade e pelas histórias que Sn compartilhava.
No último dia, enquanto assistiam ao pôr do sol na praia do Porto da Barra, Carlos abraçou Sn por trás, enquanto os meninos corriam na areia.
— Obrigado por me trazer aqui. Agora eu entendo ainda mais quem você é e por que te amo tanto.
Sn virou-se para ele, com um sorriso emocionado.
— E eu amo o fato de você querer fazer parte de tudo isso, de querer conhecer cada pedaço de mim.
Ele a beijou suavemente, enquanto o sol desaparecia no horizonte.
— Prometo que, na próxima vez que voltarmos, será com nossa menininha nos braços.
Ela riu, encostando a testa na dele.
— E espero que ela herde o seu sotaque. Vai ser irresistível.
O riso deles ecoou pela praia, enquanto o vento levava a promessa de novos capítulos e mais memórias para serem vividas juntos.