Treinta y cinco

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Tema: Carlos ajudando a filha de vocês.

Tema: Carlos ajudando a filha de vocês

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Era uma manhã ensolarada em Madri, e Sn ajustava o laço no cabelo da pequena Isabela, a filha de quatro anos que ela e Carlos tinham em comum. Hoje era um dia importante: a apresentação de ballet na escolinha. O salão da escola já estava cheio de pais orgulhosos, todos aguardando ansiosamente para ver seus filhos no palco.

— Prontinha, princesa? — Sn perguntou, com um sorriso amoroso.

Isabela assentiu, mas seu rostinho mostrava um leve nervosismo.

— Eu estou com um pouco de medo, mamãe... — Ela murmurou, olhando para o chão.

Carlos se abaixou, ficando na altura da filha, e segurou delicadamente suas pequenas mãos.

— Ei, Bela, você é a bailarina mais incrível que eu já vi. Todo mundo vai te achar incrível. E sabe o que mais? Eu e a mamãe estaremos bem ali, torcendo por você. — Ele disse, apontando para as cadeiras reservadas.

Isabela abriu um sorriso tímido, mas parecia um pouco mais confiante. Eles a deixaram com a professora e seguiram para os lugares reservados na primeira fileira.

O auditório estava decorado com laços cor-de-rosa, luzes suaves e um grande palco, onde a apresentação das crianças aconteceria. Sn apertou a mão de Carlos, sentindo aquele orgulho de ver sua filha crescer tão rápido.

— Ela vai se sair bem. — Carlos sussurrou, notando o olhar apreensivo da esposa.

A música suave de ballet começou, e as primeiras crianças entraram no palco. Uma a uma, elas se posicionaram, até que chegou a vez do grupo de Isabela. Carlos e Sn se inclinaram na cadeira, ansiosos para ver sua pequena estrela.

Mas, quando Isabela apareceu nos bastidores, algo mudou. Ela olhou para a plateia, viu a quantidade de pessoas e congelou. Seus olhos começaram a se encher de lágrimas, e ela ficou parada, sem se mover.

A professora notou e rapidamente foi até a menina, tentando acalmá-la. Porém, ela não queria entrar no palco. A professora então fez um sinal discreto para chamar os pais.

Carlos, sem pensar duas vezes, se levantou.

— Eu vou. — Ele disse para Sn, que o observava com um sorriso encorajador.

Carlos seguiu até os bastidores, enquanto Sn ficou no auditório, observando tudo. O tempo passou, e Carlos ainda não tinha voltado. Sn começou a ficar preocupada.

— O que ele está fazendo? — Ela sussurrou para si mesma, olhando para o palco vazio.

De repente, uma música diferente começou a tocar. Sn olhou para o palco e, para sua surpresa, viu Carlos entrando de mãos dadas com Isabela. Mas o que realmente a deixou sem palavras foi que Carlos, seu marido, estava vestindo uma tiara cor-de-rosa e uma saia de tule improvisada pela professora.

A plateia começou a murmurar em surpresa, e então Carlos, com um sorriso divertido, começou a dançar junto com Isabela. Seus movimentos eram desajeitados, claramente nada parecidos com os das crianças ao redor, mas isso só tornava tudo mais adorável.

— Vamos lá, Bela! Plié! — Ele dizia, tentando imitar os movimentos da filha, enquanto ela ria, esquecendo completamente o nervosismo.

Isabela, vendo o pai ao seu lado, finalmente relaxou e começou a dançar, girando graciosa como uma verdadeira bailarina. O sorriso dela iluminava o palco, e os dois juntos encantaram a plateia.

Sn, com os olhos marejados, não conseguia conter a emoção. Era uma cena tão genuína e amorosa que aqueceu seu coração. Ela pegou o celular para gravar o momento, enquanto outras mães e pais também riam e aplaudiam.

Carlos fez uma pirueta desajeitada, quase tropeçando, mas conseguiu se equilibrar.

— Acho que o ballet não é minha vocação... — Ele brincou, olhando para Isabela.

— Mas você é o melhor bailarino do mundo, papai! — Isabela respondeu, abraçando-o no meio do palco.

A plateia explodiu em aplausos.

Quando a apresentação terminou, Carlos voltou para onde Sn estava, ainda usando a tiara e a saia de tule. Ela se levantou, abraçando-o com força.

— Você foi incrível. — Ela sussurrou no ouvido dele, emocionada.

— Qualquer coisa por nossas meninas. — Carlos respondeu, olhando para Isabela, que agora sorria confiante.

Aquela manhã terminou com sorrisos, lágrimas de felicidade e a certeza de que Carlos faria qualquer coisa para ver sua filha feliz — até mesmo ser um "pai bailarino".

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