Tema: ???
🏎️
O sol começava a brilhar timidamente pelas frestas da cortina do quarto de Carlos, iluminando os lençóis bagunçados e a cena tranquila que se desenhava. SN estava deitada ao lado dele, ainda perdida em um sono profundo, com a respiração suave e relaxada. Carlos, por sua vez, já estava acordado há algum tempo, observando-a. Ele tinha perdido aquela sensação – acordar ao lado dela, sentir o calor do corpo dela junto ao dele. Era como se, por algumas horas, tudo estivesse em paz novamente, como nos velhos tempos.
Eles haviam decidido tentar às escondidas, dar uma chance ao casamento que parecia desmoronar meses antes. A separação tinha sido dolorosa para ambos, mas mais doloroso ainda era estar longe um do outro. Então, em uma noite de mensagens e ligações, decidiram que precisavam conversar pessoalmente. A conversa levou a sorrisos, memórias, confissões e, finalmente, àquela noite que agora parecia um sonho.
Carlos deslizou os dedos suavemente pelo cabelo dela, tentando gravar cada segundo daquele momento em sua memória.
— Bom dia, — ela murmurou, ainda com os olhos fechados, um sorriso preguiçoso surgindo em seus lábios.
— Bom dia, amor, — ele respondeu, beijando sua testa.
SN suspirou, apertando os olhos antes de abri-los lentamente.
— Amor? Faz tempo que você não me chama assim, — ela brincou, tentando esconder o rubor que subiu pelo rosto.
— Acho que é hora de recuperar o tempo perdido, — ele disse, com um sorriso tímido mas sincero.
Eles estavam prestes a mergulhar em mais conversas e carícias, quando o som insistente da campainha ecoou pela casa.
— Quem pode ser tão cedo? — SN perguntou, franzindo a testa enquanto se sentava na cama, cobrindo-se com o lençol.
Carlos suspirou, já sentindo a tensão se acumular.
— Não faço ideia. Deve ser algo rápido, vou dar um jeito.
Ele levantou-se rapidamente, vestindo uma calça de moletom e uma camiseta, e desceu as escadas com passos apressados. Quando abriu a porta, seu coração quase parou.
— Mamá? Papá? O que vocês estão fazendo aqui?
Os pais de Carlos, Reyes e Carlos, estavam parados na entrada com expressões curiosas. Reyes segurava um pequeno bolo caseiro, enquanto Carlos carregava uma sacola com frutas frescas.
— Viemos tomar café da manhã com você, querido, — Reyes disse, entrando sem esperar convite.
Carlos arregalou os olhos, nervoso.
— Hm, agora? Vocês podiam ter avisado antes...
— Desde quando precisamos avisar? — o pai dele retrucou, entrando também e deixando a sacola sobre a mesa. — Somos sua família, Carlos.
Carlos fechou a porta com um suspiro, tentando pensar rápido. Ele precisava esconder qualquer evidência de SN antes que seus pais percebessem algo.
— O que é isso? — Reyes perguntou, apontando para uma peça de roupa no chão próximo ao sofá. Carlos seguiu o olhar dela e gelou. Era uma blusa de SN, jogada displicentemente.
— Ah, isso... deve ser... — Ele não conseguiu terminar a frase.
— Carlos, — Reyes o repreendeu, cruzando os braços. — Não me diga que você está trazendo qualquer mulher para cá, tão pouco tempo depois de você e SN se separarem.
— Mamá, não é isso...
— É isso mesmo, — Carlos reforçou, desaprovando com o olhar. — Eu sempre disse que você não ia encontrar alguém como SN. E agora você está agindo como um adolescente?
Carlos passou a mão pelo rosto, sentindo-se encurralado. Antes que pudesse se explicar, o som de passos na escada chamou a atenção de todos. Eles se viraram para ver quem era, e a cena que se seguiu parecia saída de um filme.
SN descia as escadas devagar, usando apenas uma camisa larga de Carlos que cobria parcialmente suas pernas. O cabelo bagunçado e a expressão confusa indicavam que ela não sabia da presença de mais ninguém na casa.
— Bom dia, — ela murmurou, olhando para Carlos antes de perceber os olhares chocados de Reyes e Carlos.
— SN! — Reyes exclamou, com os olhos brilhando.
— Buenos días, — o pai de Carlos disse, surpreso mas claramente satisfeito.
— Eu... não sabia que vocês estavam aqui, — SN disse, agora um pouco envergonhada.
Carlos suspirou, passando a mão pela nuca.
— Bem, parece que não há mais o que esconder, — ele disse, com um pequeno sorriso. — SN e eu estamos... tentando novamente.
Reyes deu um sorriso largo, aproximando-se de SN e a puxando para um abraço caloroso.
— Oh, querida, isso é maravilhoso! Eu sabia que vocês dois não podiam ficar separados por muito tempo.
O mais velho também se aproximou, apertando o ombro de Carlos com um olhar cúmplice.
— Você fez a coisa certa, filho. Essa mulher é a melhor coisa que já aconteceu a você.
Enquanto a família se reunia na sala, Carlos sentiu um peso sair de seus ombros. Ele olhou para SN, que agora sorria timidamente para seus sogros, e percebeu o quanto a amava.
Mais tarde, enquanto todos estavam sentados à mesa, Reyes não parava de falar sobre como estava feliz por vê-los juntos novamente. SN olhou para Carlos, que segurou sua mão discretamente sob a mesa e sussurrou:
— Parece que minha família já decidiu por nós. Não temos mais como voltar atrás.
SN riu, apertando a mão dele.
— Talvez seja o empurrão que precisávamos.
Carlos sorriu, inclinando-se para beijar a mão dela.
— Só sei que nunca mais quero te perder.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝟓𝟓 - 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚𝙨
Fiksi PenggemarImagines Carlos Sainz! Cada capítulo uma história diferente.
