Cuarenta y cinco

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Tema: você escondendo algumas compras dele.

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Era uma manhã ensolarada em Madri, mas você mal notava a paisagem enquanto saía da loja da Hermès com um sorriso triunfante no rosto. Não era todo dia que alguém conseguia não só uma, mas duas bolsas tão exclusivas. A Birkin Croco e a Mini Kelly eram mais do que acessórios; eram conquistas pessoais. Você sentia seu coração bater mais rápido, mas sabia que a felicidade seria breve. Afinal, você tinha prometido ao Carlos que daria um tempo nas compras... especialmente nas bolsas.

"Ele não precisa saber. Eu resolvo isso depois," pensou consigo mesma enquanto o motorista do carro deixava você na entrada da casa.

Ao entrar, você olhou em volta, certificando-se de que Carlos não estava por perto. A casa estava silenciosa, com exceção de um leve som vindo do andar de cima. Ele provavelmente estava no escritório. Segurando as sacolas como se fossem um segredo de estado, você caminhou na ponta dos pés em direção ao closet compartilhado.

Ao abrir a porta do closet, você percebeu o que já sabia: não havia mais espaço no seu lado. As suas bolsas já haviam invadido dois terços da área de Carlos, e as prateleiras pareciam prontas para ceder. Ainda assim, você começou a reorganizar rapidamente, tentando encaixar as novas aquisições em algum lugar que ele não notasse.

Enquanto você estava concentrada, ouvindo o som do plástico e do couro, a porta do closet se abriu lentamente.

— Amor? — a voz grave de Carlos ecoou, e você paralisou, segurando a sacola da Mini Kelly atrás de si como se fosse uma criança escondendo um brinquedo proibido.

Você se virou devagar, tentando parecer inocente, mas o olhar dele já tinha descido até as sacolas no chão.

— Não me diga que isso são... — ele começou, cruzando os braços e levantando uma sobrancelha. — Mais bolsas?

Você riu nervosa, dando um passo na direção dele.

— Não, claro que não! São... presentes! Para minha mãe.

Ele arqueou a sobrancelha ainda mais, visivelmente cético. Carlos se aproximou e pegou a sacola da Birkin que você havia tentado esconder atrás de um banco.

— Isso é uma Birkin Croco, certo? — ele perguntou, segurando a bolsa como se fosse uma peça de museu. — E essa aqui... — Ele pegou a Mini Kelly. — Acho que você não mencionou que sua mãe coleciona bolsas de luxo exclusivas.

Você suspirou, derrotada, e sentou-se no banco do closet.

— Ok, eu não resisti. Eu estava na fila de espera há meses! Quando me ligaram dizendo que tinham chegado, eu não podia simplesmente dizer "não, obrigada." Você entende, não entende?

Carlos olhou para você, balançando a cabeça em uma mistura de exasperação e diversão.

— Você me prometeu, amor. Disse que não ia comprar mais bolsas por um tempo. Lembra disso?

— Eu sei... — você disse, segurando o rosto entre as mãos. — Mas olha pra elas, Carlos! Elas são lindas! Você não consegue dizer que não valem a pena.

Ele riu, finalmente sentando-se ao seu lado. Ele segurou sua mão e olhou para você, os olhos castanhos cheios de carinho.

— Você sabe que eu adoro te mimar, certo? Mas isso está fora de controle. Meu lado do closet não existe mais! Se continuarmos assim, vou ter que guardar minhas roupas na garagem.

Você riu, balançando a cabeça.

— Eu posso reorganizar tudo. Prometo que vou doar algumas bolsas antigas.

Ele estreitou os olhos para você.

— Doar? Você acha que vou acreditar nisso?

Você abriu um sorriso travesso, e ele não conseguiu evitar sorrir de volta.

— Ok, talvez não doar. Mas eu posso... parar de comprar por um tempo?

Ele suspirou, segurando seu rosto entre as mãos.

— Você é impossível. Mas sabe o que é pior? Eu não consigo nem ficar bravo com você. — Ele sorriu, inclinando-se para beijar sua testa. — Mas, sério, a próxima bolsa que você comprar... vamos ter uma conversa séria.

Você segurou o rosto dele, inclinando-se para um beijo rápido.

— Prometo. Mas, por enquanto, vamos apenas apreciar essas obras de arte juntas.

Carlos revirou os olhos, mas riu.

— Acho que vou precisar de uma Birkin para mim também, só para equilibrar o jogo.

— Te levo na loja amanhã — você disse, rindo, enquanto ele balançava a cabeça em diversão.

E, assim, o closet compartilhado ganhou mais dois itens preciosos, enquanto Carlos aceitava, mais uma vez, que era impossível resistir ao charme irresistível da mulher que ele amava... e suas bolsas.

𝟓𝟓 - 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚𝙨  Onde histórias criam vida. Descubra agora