Cuarenta y nueve

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Tema: ele batendo em alguém por você.

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Era um domingo quente e agitado no paddock de Monza. A corrida já tinha terminado, e o barulho dos motores começava a dar lugar à movimentação intensa de jornalistas, fãs e membros das equipes. Carlos estava exausto, mas o simples fato de ver você, com o crachá da equipe pendurado no pescoço e um sorriso brilhante nos lábios, fazia tudo valer a pena.
Você caminhava em direção a ele com dois copos de café, pronta para comemorar o bom resultado do dia, quando um grupo de engenheiros da equipe adversária passou por você.
Entre risadinhas e olhares indiscretos, um deles murmurou algo que chegou aos ouvidos de Carlos.

— Essa aí é uma gostosa, hein? Sainz tá de parabéns.

Carlos congelou por um segundo. Ele tinha ouvido direito? Sua expressão tranquila desapareceu, dando lugar a um olhar sombrio e furioso.

Você, que já estava perto, percebeu a mudança imediata na postura dele.

—Carlos, o que foi? — você perguntou, preocupada.

Ele não respondeu. Apenas entregou seu copo de café para você e se virou, caminhando rapidamente em direção ao grupo de engenheiros.

— Ei, você! — ele chamou, sua voz grave cortando o barulho ao redor.

O engenheiro que tinha feito o comentário parou, rindo com os amigos, achando que não tinha sido ouvido.

— Tá falando comigo?
Carlos chegou até ele, parando a poucos centímetros de distância.

— Repete o que você acabou de dizer sobre a minha namorada.

O tom de Carlos era tão sério que o clima ao redor mudou. Algumas pessoas começaram a se virar, percebendo que algo estava prestes a acontecer. Você, com o coração acelerado, foi atrás dele.

— Carlos, não vale a pena... — você tentou segurá-lo pelo braço, mas ele estava determinado.

O engenheiro riu de novo, um som irritante que só inflamou a raiva de Carlos.
- Calma, cara. Só tava elogiando. Ela é gostosa mesmo, não é? Não é como se fosse mentira.

Foi o suficiente. Antes que você pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, Carlos avançou. Ele segurou o colarinho do homem e, em um movimento rápido, acertou um soco direto no rosto dele. O som do impacto foi alto, e o engenheiro caiu no chão, desacordado.

— Carlos! - voce gritou, segurando seu braço para impedir que ele fizesse mais.

Os amigos do engenheiro recuaram, chocados, e os seguranças do paddock correram para separar a confusão.

Carlos ainda respirava pesado, seus punhos cerrados e os olhos brilhando de raiva.

— Se eu ouvir alguém falar dela assim de novo, vai ser pior! — ele gritou, sua voz firme e cheia de autoridade.

Você ficou na frente dele, colocando as mãos no peito dele para acalmá-lo.

- Carlos, já chega. Eu estou bem. Por favor, respira.

Ele olhou para você, seus ombros relaxando ligeiramente ao encontrar seu olhar preocupado.

— Ele não tinha o direito de falar assim de você. Eu não vou deixar ninguém desrespeitar você, nunca.

Você suspirou, segurando o rosto dele com as duas mãos.
— Eu sei, e agradeço por isso, mas você não precisa me defender assim. Vamos sair daqui antes que isso piore, por favor.

Finalmente, Carlos assentiu, permitindo que você o guiasse para longe da confusão. Enquanto caminhavam, ele ainda estava visivelmente tenso, mas seu foco agora era em você.

— Ele mereceu, você sabe disso, né? — ele murmurou, olhando para você de lado.
Você riu suavemente, balançando a cabeça.

- Eu sei, Carlos. Mas da próxima vez, talvez só... não desmaie alguém no paddock?
Ele deu um pequeno sorriso, inclinando-se para beijar sua testa.

Ele deu um pequeno sorriso, inclinando-se para beijar sua testa.
— Só se ninguém falar de você daquele jeito de novo.

Mais tarde, no motorhome, enquanto vocês esperavam que a situação fosse resolvida pela equipe de relações públicas, você olhou para ele e viu algo mais do que apenas raiva. Viu amor, proteção e um homem que faria qualquer coisa para te manter segura.

E, apesar do caos, você não pôde deixar de sorrir. Afinal, Carlos Sainz era o seu protetor, seu parceiro, e acima de tudo, o homem que te amava com todo o coração.

𝟓𝟓 - 𝙞𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚𝙨  Onde histórias criam vida. Descubra agora