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Era um domingo quente e agitado no paddock de Monza. A corrida já tinha terminado, e o barulho dos motores começava a dar lugar à movimentação intensa de jornalistas, fãs e membros das equipes. Carlos estava exausto, mas o simples fato de ver você, com o crachá da equipe pendurado no pescoço e um sorriso brilhante nos lábios, fazia tudo valer a pena. Você caminhava em direção a ele com dois copos de café, pronta para comemorar o bom resultado do dia, quando um grupo de engenheiros da equipe adversária passou por você. Entre risadinhas e olhares indiscretos, um deles murmurou algo que chegou aos ouvidos de Carlos.
— Essa aí é uma gostosa, hein? Sainz tá de parabéns.
Carlos congelou por um segundo. Ele tinha ouvido direito? Sua expressão tranquila desapareceu, dando lugar a um olhar sombrio e furioso.
Você, que já estava perto, percebeu a mudança imediata na postura dele.
—Carlos, o que foi? — você perguntou, preocupada.
Ele não respondeu. Apenas entregou seu copo de café para você e se virou, caminhando rapidamente em direção ao grupo de engenheiros.
— Ei, você! — ele chamou, sua voz grave cortando o barulho ao redor.
O engenheiro que tinha feito o comentário parou, rindo com os amigos, achando que não tinha sido ouvido.
— Tá falando comigo? Carlos chegou até ele, parando a poucos centímetros de distância.
— Repete o que você acabou de dizer sobre a minha namorada.
O tom de Carlos era tão sério que o clima ao redor mudou. Algumas pessoas começaram a se virar, percebendo que algo estava prestes a acontecer. Você, com o coração acelerado, foi atrás dele.
— Carlos, não vale a pena... — você tentou segurá-lo pelo braço, mas ele estava determinado.
O engenheiro riu de novo, um som irritante que só inflamou a raiva de Carlos. - Calma, cara. Só tava elogiando. Ela é gostosa mesmo, não é? Não é como se fosse mentira.
Foi o suficiente. Antes que você pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, Carlos avançou. Ele segurou o colarinho do homem e, em um movimento rápido, acertou um soco direto no rosto dele. O som do impacto foi alto, e o engenheiro caiu no chão, desacordado.
— Carlos! - voce gritou, segurando seu braço para impedir que ele fizesse mais.
Os amigos do engenheiro recuaram, chocados, e os seguranças do paddock correram para separar a confusão.
Carlos ainda respirava pesado, seus punhos cerrados e os olhos brilhando de raiva.
— Se eu ouvir alguém falar dela assim de novo, vai ser pior! — ele gritou, sua voz firme e cheia de autoridade.
Você ficou na frente dele, colocando as mãos no peito dele para acalmá-lo.
- Carlos, já chega. Eu estou bem. Por favor, respira.
Ele olhou para você, seus ombros relaxando ligeiramente ao encontrar seu olhar preocupado.
— Ele não tinha o direito de falar assim de você. Eu não vou deixar ninguém desrespeitar você, nunca.
Você suspirou, segurando o rosto dele com as duas mãos. — Eu sei, e agradeço por isso, mas você não precisa me defender assim. Vamos sair daqui antes que isso piore, por favor.
Finalmente, Carlos assentiu, permitindo que você o guiasse para longe da confusão. Enquanto caminhavam, ele ainda estava visivelmente tenso, mas seu foco agora era em você.
— Ele mereceu, você sabe disso, né? — ele murmurou, olhando para você de lado. Você riu suavemente, balançando a cabeça.
- Eu sei, Carlos. Mas da próxima vez, talvez só... não desmaie alguém no paddock? Ele deu um pequeno sorriso, inclinando-se para beijar sua testa.
Ele deu um pequeno sorriso, inclinando-se para beijar sua testa. — Só se ninguém falar de você daquele jeito de novo.
Mais tarde, no motorhome, enquanto vocês esperavam que a situação fosse resolvida pela equipe de relações públicas, você olhou para ele e viu algo mais do que apenas raiva. Viu amor, proteção e um homem que faria qualquer coisa para te manter segura.
E, apesar do caos, você não pôde deixar de sorrir. Afinal, Carlos Sainz era o seu protetor, seu parceiro, e acima de tudo, o homem que te amava com todo o coração.