Sesenta

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Tema: Você sendo 10 anos mais nova que ele.

O relacionamento de Carlos Sainz e S/N já tinha passado por várias provas, mas nada parecia ser mais desafiador do que lidar com os olhares críticos e os comentários maldosos que insistiam em aparecer sempre que ela estava ao lado dele

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O relacionamento de Carlos Sainz e S/N já tinha passado por várias provas, mas nada parecia ser mais desafiador do que lidar com os olhares críticos e os comentários maldosos que insistiam em aparecer sempre que ela estava ao lado dele. A diferença de idade, que para eles nunca tinha sido um problema, parecia incomodar o mundo inteiro. Dez anos os separavam, mas o amor e a conexão que tinham eram muito maiores do que qualquer barreira que pudessem encontrar.

S/N não gostava de ir ao paddock com frequência. Preferia deixar que Carlos brilhasse em seu ambiente, sem atrair muito a atenção para si mesma. Mas em algumas ocasiões, ela fazia questão de estar lá para apoiá-lo, mesmo que isso significasse enfrentar a enxurrada de fofocas que surgiam logo depois. Ultimamente, os rumores de que ela estava se aproximando demais de Franco Colapinto, piloto da Williams, tinham tomado conta das redes sociais. Fotos dela conversando com o jovem argentino circulavam, e as pessoas começaram a criar histórias que não tinham nenhum fundamento.

Era um sábado ensolarado no Catar, e S/N tinha decidido acompanhar Carlos na última etapa de treinos antes da corrida. Ela estava no paddock, sentada ao lado de Isa, irmã de Carlos, enquanto ele estava na pista. Durante o intervalo, Franco apareceu para cumprimentá-las, e os dois trocaram algumas palavras sobre trivialidades. S/N era naturalmente simpática e adorava fazer amizade com todos no paddock, mas parecia que qualquer interação dela com Franco era suficiente para alimentar os rumores.

Naquela noite, já no hotel, Carlos estava em silêncio enquanto eles jantavam. Ele parecia pensativo, algo que S/N notou de imediato.

— O que foi, amor? — perguntou ela, colocando a mão sobre a dele. — Você está estranho desde que voltamos do circuito.

Carlos levantou os olhos, suspirando antes de responder. Ele tinha lido alguns comentários nas redes sociais e não conseguia tirar da cabeça as fotos dela e Franco que estavam circulando.

— Vi algumas coisas na internet hoje — começou ele, com um tom de voz mais sério. — Estavam falando sobre você e o Franco de novo.

S/N imediatamente entendeu do que ele estava falando. Ela soltou um suspiro pesado, afastando o prato.

— Carlos, você sabe que isso é absurdo, não sabe? — Ela o olhou nos olhos, tentando encontrar qualquer traço de dúvida neles.

Carlos hesitou por um momento antes de responder.

— Eu sei. É só... eu odeio que falem assim de você. E, pra ser sincero, às vezes eu me pergunto se nossa diferença de idade não piora tudo isso. Eles te veem como uma garota, alguém que pode ser manipulada ou... influenciada por outro cara.

As palavras dele a atingiram como uma faca. Ela se levantou, cruzando os braços.

— Uma garota? Carlos, eu tenho 23 anos. Não sou uma criança. E o fato de você pensar que isso pode ser um problema... — Ela balançou a cabeça, tentando conter a emoção. — Isso machuca.

Carlos se levantou rapidamente, indo até ela e segurando suas mãos.

— Não foi isso que eu quis dizer, amor. Você é incrível, madura, e eu sei o quanto você me ama. Mas esses comentários... eles entram na minha cabeça, e eu fico preocupado. Não porque eu duvide de você, mas porque não quero que isso te machuque.

S/N olhou para ele por um momento antes de suavizar sua expressão. Ela sabia que Carlos estava apenas tentando proteger o relacionamento deles, mesmo que, às vezes, isso viesse de um lugar de insegurança.

— Carlos, você é o único que eu amo. Essas pessoas não nos conhecem, e elas adoram criar histórias porque não têm mais o que fazer. Franco é só um colega, e se eu converso com ele, é porque gosto de ser educada. Só isso. Mas eu preciso que você confie em mim, mais do que acredita nesses rumores.

Carlos a puxou para um abraço apertado, enterrando o rosto no pescoço dela.

— Eu confio em você. Sempre. Me desculpa por ter deixado isso me afetar. Eu só... às vezes esqueço o quanto você é forte.

S/N sorriu, acariciando o cabelo dele.

— Você está perdoado. Mas da próxima vez, ao invés de deixar isso na sua cabeça, venha falar comigo primeiro, tá bom?

Carlos se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, com um pequeno sorriso no rosto.

— Combinado. Mas, só para deixar claro, se o Franco olhar para você de novo por mais de cinco segundos, eu vou lembrar ele de que você é minha. — Ele falou com um tom brincalhão, embora ainda carregasse um toque de seriedade.

S/N revirou os olhos, rindo.

— Você é impossível, Carlos.

Ele segurou o rosto dela com as mãos, aproximando-se.

— Impossível, talvez. Mas sou completamente louco por você, e não vou deixar ninguém estragar o que temos.

— Você é bobo — respondeu ela, antes de se inclinar para beijá-lo.

Depois do jantar, eles ficaram no sofá, assistindo a um filme enquanto o bebê deles dormia no berço ao lado. Carlos não conseguia tirar os olhos de S/N, agradecendo mentalmente por tê-la ao seu lado, mesmo quando ele podia ser inseguro ou ciumento. Ela era tudo para ele, e ele faria de tudo para proteger o relacionamento deles de qualquer crítica externa.

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