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Carlos e Sn sempre falavam sobre como seria especial passar um Natal cercados pela neve, longe da correria do dia a dia e das obrigações que os cercavam. A oportunidade perfeita surgiu quando Carlos sugeriu alugarem um chalé aconchegante nos Alpes Suíços. Cercados por montanhas cobertas de branco, pinheiros decorados com a leve neve que caía e um silêncio reconfortante, eles estavam prontos para um Natal único.
— Olha isso, Carlos! Parece uma pintura! — exclamou Sn, encantada com a vista do chalé, com as janelas grandes que davam para as montanhas.
— Eu disse que ia escolher o lugar perfeito para a gente, não disse? — respondeu ele, com um sorriso satisfeito enquanto tirava as malas do carro.
Eles entraram no chalé, onde uma lareira já estava acesa, aquecendo o ambiente com uma luz dourada que contrastava com o branco do lado de fora. No canto da sala, havia uma pequena árvore de Natal, decorada de forma simples, mas charmosa.
— Isso é tão perfeito... Obrigada por me trazer aqui, Carlos. — Sn o abraçou, sentindo o calor do corpo dele contrastar com o frio lá fora.
— Só o melhor para você, cariño.
No dia seguinte, Carlos decidiu levar Sn para esquiar. Ele estava animado, enquanto ela estava um tanto hesitante.
— Esquiar não é minha praia, Carlos. Eu sou péssima em equilíbrio.
— Não seja dramática. Se você consegue dirigir um carro no trânsito do Brasil, consegue descer uma montanha tranquilamente. — Ele riu, colocando os óculos de neve. — Além disso, você tem o melhor professor possível.
Sn revirou os olhos, mas seguiu as instruções dele. No início, ela conseguiu se equilibrar com dificuldade, deslizando lentamente. Mas bastou um pequeno movimento errado para ela perder o controle e cair de forma nada graciosa na neve, arrancando uma gargalhada alta de Carlos.
— Está rindo de mim? — perguntou ela, tentando se levantar.
— Não estou rindo de você. Estou rindo com você! — Ele se aproximou para ajudá-la, mas ela o puxou para a neve, derrubando-o. — Ei! Isso não é justo!
— Quem está rindo agora? — Sn sorriu vitoriosa, enquanto ele tentava se levantar.
Após algumas tentativas desastrosas, Carlos decidiu que uma pausa era necessária. Sentados na neve, com o sol refletindo no gelo ao redor, ele passou o braço ao redor dela.
— Sabe, talvez você não seja a melhor nos esquis... — começou ele, com um sorriso provocador.
— Nem termine essa frase, Sainz.
— Mas você é a melhor companhia.
Ela sorriu, encostando a cabeça no ombro dele.
Na volta para o chalé, enquanto caminhavam de volta pela trilha, Carlos decidiu começar uma batalha inesperada. Ele jogou a primeira bola de neve em Sn, que atingiu seu casaco.
— Carlos! Você vai se arrepender disso! — gritou ela, pegando neve e revidando.
O que começou como uma brincadeira logo se transformou em uma guerra. Os dois corriam entre as árvores, rindo e tentando acertar um ao outro. Carlos, sempre competitivo, conseguiu atingi-la de surpresa, mas Sn usou sua astúcia para se esconder atrás de uma árvore e jogá-la diretamente em seu rosto.
— Essa foi boa! — disse ele, limpando a neve do rosto. — Mas eu vou me vingar.
Eles só pararam quando o frio começou a ficar intenso. Rindo e ofegantes, voltaram para o chalé, com as bochechas coradas pelo frio e pelas risadas.
Depois de um banho quente, os dois se acomodaram na sala. A lareira estava acesa, iluminando o ambiente com um brilho aconchegante. Carlos abriu uma garrafa de vinho enquanto Sn ajeitava os presentes debaixo da árvore.
— Pronta para trocar presentes? — perguntou ele, entregando uma taça a ela.
— Sempre. Mas o seu é meio... simples.
Carlos entregou a ela uma caixa média, embrulhada com papel dourado. Quando Sn abriu, encontrou um álbum de fotos. Ao folheá-lo, viu momentos que eles haviam vivido juntos: a primeira viagem, as corridas que ela havia assistido, jantares românticos, e até fotos espontâneas tiradas por ele quando ela não estava olhando.
Na última página, havia uma carta escrita à mão:
"Sn, Este ano foi cheio de altos e baixos, mas uma coisa permaneceu constante: você. Obrigado por ser meu apoio, minha melhor amiga e o amor da minha vida. Eu sei que não digo isso o suficiente, mas você é minha maior vitória. Com amor, Carlos"
Sn sentiu os olhos marejarem enquanto lia.
— Carlos... Isso é tão... lindo.
— É só a verdade. Você merece saber o quanto é especial para mim.
Ela o abraçou apertado, deixando algumas lágrimas escorrerem.
— Você é incrível, Carlos. Não sei o que fiz para merecer isso, mas obrigada.
— Agora abra o meu! — disse ela, tentando disfarçar a emoção.
Carlos abriu o presente dela, encontrando uma jaqueta de couro personalizada com seu nome bordado nas costas e o número 55.
— Uau, isso é demais! Vou usá-la em todos os lugares.
Eles passaram o resto da noite conversando sobre o ano que havia passado, rindo e planejando o futuro.
Antes de dormir, saíram para a varanda do chalé. A neve ainda caía levemente, e o silêncio das montanhas era reconfortante.
— Feliz Natal, cariño. — disse Carlos, puxando-a para perto e beijando sua testa.
— Feliz Natal, meu amor.
Sob o céu estrelado, os dois ficaram ali, aproveitando a tranquilidade e a certeza de que aquele Natal seria um dos mais memoráveis de suas vidas.