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O som dos motores da Fórmula 1 rugia ao fundo, vibrando no ar quente do paddock. Você caminhava com passos firmes, segurando a prancheta com a agenda de Carlos Sainz, como sempre fazia. Nos últimos meses, ser assistente dele tinha sido mais do que apenas um trabalho. Entre viagens, jantares, e noites em hotéis, vocês haviam se envolvido, de forma intensa, mas nunca oficial.
Vocês tinham uma conexão. Risos, olhares trocados em silêncio, toques furtivos. Tudo parecia estar indo em uma direção até que... tudo mudou.
— Sn, você pode levar essas anotações para o chefe de equipe? — Carlos pediu, lançando aquele sorriso que sempre fazia seu coração acelerar.
— Claro. — Você respondeu, tentando ignorar o efeito que ele ainda tinha sobre você.
O paddock estava lotado com jornalistas, fãs e outros membros das equipes. Você entregou as anotações rapidamente e voltou para o motorhome da equipe Ferrari, onde Carlos estava dando entrevistas antes da corrida.
Ao virar o corredor, viu algo que fez seu estômago despencar. Carlos estava ali, ao lado de uma mulher que você nunca tinha visto antes. Alta, elegante, com um sorriso perfeito. Ele segurava a mão dela com uma intimidade que fez seu peito doer.
— Quem é ela? — Você perguntou a um colega da equipe, tentando manter a voz firme.
— Ah, é a nova namorada do Carlos. — Respondeu casualmente, sem perceber a tempestade que aquelas palavras causaram dentro de você.
Você congelou. Sentiu o coração parar por um segundo. Nova namorada? Não. Não podia ser.
Respirando fundo, você se aproximou lentamente. A cada passo, a realidade se tornava mais clara. Carlos a apresentou aos jornalistas, confirmando o que você temia.
— Esta é Rebeca, minha namorada. — Ele disse com um sorriso que costumava ser só seu.
Você sentiu o mundo desmoronar. As mãos começaram a tremer, e a única coisa que conseguiu fazer foi sair dali antes que alguém visse as lágrimas que ameaçavam cair.
Horas depois, você estava sentada em uma sala nos fundos do motorhome, tentando se recompor. O barulho da corrida continuava do lado de fora, mas dentro de você, tudo estava em silêncio. Um silêncio pesado, cheio de perguntas sem respostas.
— Sn? — A voz de Carlos soou atrás de você, suave, mas hesitante.
Você limpou os olhos rapidamente antes de se virar.
— Precisa de alguma coisa? — Perguntou, tentando soar profissional, mesmo que por dentro estivesse desmoronando.
Carlos fechou a porta e deu alguns passos na sua direção. O rosto dele estava tenso, como se soubesse que havia algo errado.
— Eu vi que você saiu mais cedo... Está tudo bem?
Você riu sem humor, cruzando os braços.
— Tudo bem? Claro. Por que não estaria? — Respondeu com sarcasmo. — Meu chefe acabou de anunciar sua nova namorada, então, sim, tudo está perfeitamente bem.
Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos.
— Sn... eu...
— Não precisa dizer nada, Carlos. — Você o interrompeu. — Eu entendi. Eu nunca fui nada além da sua assistente, certo? Isso... o que tivemos... nunca foi real para você.
Carlos se aproximou mais, o olhar cheio de arrependimento.
— Não é assim. Você sabe que não é.
— Então como é? — Você perguntou, a voz embargada. — Porque, do lado de fora, parecia que eu era só mais uma.
Ele ficou em silêncio, os olhos fixos nos seus, como se estivesse buscando as palavras certas. Mas nada que ele dissesse poderia apagar a dor que você sentia naquele momento.
— Eu não queria que você soubesse assim... — Ele começou, mas você levantou a mão, interrompendo-o.
— Não importa, Carlos. Agora eu sei. E vou fazer o que você sempre quis: ser apenas a sua assistente.
Você deu um passo para trás, criando distância entre vocês.
— A propósito, boa sorte na corrida. — Disse antes de sair da sala, deixando-o para trás, com o peso das escolhas que ele fez.
O barulho da multidão vibrava no ar, mas, para você, tudo estava distante. Carlos tinha perdido algo mais valioso do que qualquer corrida. Algo que ele talvez só perceberia tarde demais.