(Por Orm)
Cheguei em casa com o coração agitado, ainda sem saber como agir com tudo o que havia acontecido, Lingling voltara como prometeu na carta e com ela ali na minha frente, todos os sentimentos que eu tive retornaram mais fortes.
Eles não tinham desaparecidos, estavam em algum lugar camuflados pela minha mágoa dela não ter sido totalmente sincera.
Desde que os nossos olhares se cruzaram naquela reunião, o meu corpo reagiu instantaneamente, eu a desejei mais do que nunca e tentei disfarçar isso, mas a minha mente travou e a minha respiração descompassada me entregaram, por sorte ninguém notou, nem mesmo ela.
Eu contei os segundos para aquela tortura terminar e quando assim aconteceu e ficamos sozinhas, ela até tentou falar algo, porém eu não queria ouvir, eu queria ela!
E pela primeira vez eu odiei a visita do Lacuna, porque o danado teve que aparecer quando as coisas estavam esquentando e o pior... Com os seus comentários desnecessários.
Ela agiu de forma protetiva comigo e um tanto grosseira com ele, sendo a mesma de sempre, Lingling... Meu amor!
- Vai sair, minha menina? – Mamãe me perguntou ao me ver vestida com roupas mais confortáveis e a bolsa.
- Sim.
- Vai encontrar os seus amigos? – Ela continuou e percebi que ela me analisava.
- Vou a casa da Lingling – Afirmei.
- Então você já soube? – Ela balançou a cabeça afirmativamente – Vocês já se reencontraram?
- Ela marcou uma reunião de última hora e me promoveu a diretora de operações, amanhã ela volta a trabalhar.
- Uau... Isso é um grande avanço na sua carreira – Mamãe sorriu satisfeita e eu a interrompi.
- A senhora já sabia que ela tinha voltado?
- Sim, o Rudolf me contou que foi buscá-la na Tailândia.
- O Rudolf? Porque ele falou pra senhora isso e não falou nada pra mim? – Perguntei indignada – E porque a senhora não me contou?
- Porquê? Orm, ele é meu namorado e não temos segredos... E eu só não te contei porque eu sabia que você não conseguiria se conter, acabaria indo junto.
- Mas mamãe...
- Mas nada... – Ela me cortou e me empurrou até a porta – Vai atrás da Lingling e resolva logo isso.
Às vezes eu me perguntava se mamãe havia adotado a Lingling, pois ela sempre dava um jeito de estar do lado da minha ex.
Dirigi até a casa dela ansiosa, ela era ciumenta, contudo não fez nada ao ver a Yakaret passar a mão em mim, isso talvez fosse um sinal de que ela havia amadurecido ou talvez algo tivesse se quebrado dentro dela, aquela história com o próprio pai... Não sabia, mas arrancaria a verdade daquela boca.
Fiquei com receio de entrar na casa, da última vez que pisei lá eu chorei, destruída por ter sido abandonada sem nenhuma explicação plausível, eu surtei por ver o quarto dela vazio, sem aquelas lembranças que lhe causavam dor, eu chorei por tudo parecer imparcial como se ela nunca tivesse morado ali.
O medo me corroeu e estava quase desistindo e voltando pra casa quando a Eclair abriu a porta me sorrindo de forma gentil e após me cumprimentar, ela abriu espaço para que eu passasse.
Ela pediu que eu esperasse na sala de jantar e fui surpreendida outra vez com um banquete:
- Eu imaginei que você não iria jantar, então pedi que Eclair fizesse esses pratos – Ouvi a voz de Lingling atrás de mim – Sente-se, por favor.
Ela passou por mim e puxou uma das cadeiras para que eu me sentasse, em seguida se sentou ao meu lado, ela me serviu da comida e uma taça de vinho e repetiu o gesto para consigo.
Ela estava linda, os cabelos soltos, vestindo a mesma calça que usara na reunião, apenas trocou a camisa social por uma blusinha curta que deixava uma parte de seu abdômen à mostra, eu quis beijar e lamber toda aquela região, contudo eu sabia que ela não me deixaria fazê-lo, Lingling era geralmente quem dominava na cama.
Assim que terminamos de comer, ela pegou a taça dela e a encheu novamente, me ofereceu e após eu recusar, ela foi até a cozinha e me trouxe uma garrafa de água mineral e só depois disso ela me conduziu ao seu escritório.
Ela pediu que eu me sentasse enquanto abria o cofre e tirou de lá o mesmo anel que usei por poucos meses, ela brincou com a jóia ao se aconchegar em sua poltrona, evitando por um tempo olhar pra mim.
Eu não estava confortável com aquela distância, ela não era indiferente:
- Por um tempo acreditei que matar o Plai seria uma solução para escapar daquela prisão e voltar pra você – Ela confessou – Mas como eu mataria o meu próprio pai?
- Você me escreveu as suas razões para ter feito o que fez – Eu disse – Mas eu quero saber de tudo e da sua boca, Lingling – Cruzei os braços em meu peito e a encarei, então ela largou o anel na mesa e me olhou profundamente, um olhar de dor e receio.
Lingling falou tudo o que fez desde que nos conhecemos e de como algumas de suas ações a afetaram, depois falou da sensação que sentiu ao devolver todos aqueles objetos ao pai e sobre a mãe dela, o papel de Rudolf e o senhor Natthanit no plano que ela arquitetou.
Ela também me contou sobre o dossiê e a chantagem que fez usando os documentos e da tentativa do pai dela em fazê-la uma assassina. Chorando me revelou um sonho que teve em que ela voltava pra Londres e o pai dela nos matava a sangue frio.
Eu estremeci ao ouvir aquilo:
- ... Agora você entende? Eu nunca quis que você estivesse envolvida nessa sujeira, nunca quis que você corresse qualquer risco.
- Mas a ignorância não é uma forma de proteger alguém – Ponderei.
- Orm, seja sincera ok... Se eu falasse naquela época tudo o que hoje estou te contando, você teria ficado quieta em seu canto e esperado eu agir?
- Não – Afirmei com veemência e só então eu percebi que em partes ela estava certa... Em partes!
- Quando Plai me contou o que fez a Victoria... Orm, se ele fizesse contigo o mesmo eu não iria me perdoar, eu... Eu não conseguiria viver sabendo que você deixaria de existir, que eu nunca mais poderia revê-la, eu até ficaria bem, de certa maneira bem se você reconstruísse a sua vida com outra pessoa, mas não se você... – Lingling não terminou a fala, contudo eu entendi exatamente ao que ela se referia.
Olhei para a poderosa Lingling fragilizada e completamente emotiva, as suas lágrimas me cortaram o coração e eu me levantei para abraça-la, todavia ela ergueu a mão em sinal de espera e enxugou o pranto com os dedos, em seguida terminou a taça de vinho e voltou a me encarar:
- Eu te amo Orm, eu sempre vou amar cada pedaço seu, o seu jeito, os seus defeitos, as suas qualidades... Amo quando você fica nervosa e ergue as sobrancelhas, quando fica vermelha ao se sentir constrangida, quando age impulsivamente e amo tantas coisas mais que poderia passar a noite listando – Ela sorriu, mas de forma gentil – Eu amo tanto você que deixarei você livre pra escolher, se a gente retornar a nossa relação, eu tentarei não cometer velhos erros e tentarei ser mais transparente!
- E se eu não quiser mais nada contigo? – Perguntei por perguntar, já que eu a queria mais do que nunca.
- Eu deixarei você ir, você terá o seu trabalho normalmente, o Porsche... Eu não vou me interferir em sua vida!
- Você está me dando o seu carro? – Olhei pra ela espantada por tal atitude.
- Eu amo aquele carro, mas não quero que você se arrisque em conduções públicas, o meu trato com o Plai não é seguro, é a minha palavra e a dele e só isso – Ela explicou.
- Lingling... – Sussurrei, então fechei os olhos e me calei.
Ela se levantou dizendo que me deixaria refletir sobre a questão, deixou o anel na mesa e pegou a taça vazia, passou por mim e sumiu pela porta.
Olhei para o objeto na mesa, para o cofre aberto, a cadeira dela... O ambiente exalando o perfume e a energia dela, o meu coração...
Ela não voltaria ao escritório, disso eu tinha certeza!
Fiquei alguns minutos por lá, só até ter a certeza de que a Eclair não estaria presente, ouvi quando Lingling desejou boa noite a empregada dela e uma porta se fechar.
Saí do cômodo e busquei por Lingling na cozinha, ela já havia subido para os quartos, passo a passo fui me esgueirando pela casa e parei em frente a porta do seu quarto, entrei sem bater, porém ela também parecia não estar ali, eu suspirei descontente e resolvi voltar para o escritório.
O som do chuveiro me chamou a atenção enquanto me vi dividida entre voltar pra trás e continuar esperando-a ou finalmente ceder aos meus desejos. Sorri pra mim mesma quando percebi que eu seguiria a segunda opção.
Me despi e joguei as peças de roupas num canto do quarto, então respirei fundo tomando coragem pra não desistir, lentamente abri a porta do banheiro de Lingling e a vi de costas pra mim passando o sabonete em seu corpo perfeito.
Ela acariciava a própria pele branca e macia com cuidado, respeitando as suas curvas enquanto a água levava a espuma embora, vê-la daquela forma me hipnotizou, ela continuava perfeita e eu engoli a minha própria saliva.
Andei até ela e abri o box que começava a ficar embaçado pelo calor da água quente, ela se virou assustada com os olhos arregalados, olhos que se tornaram famintos quando me observaram nua.
Eu a segurei pelos punhos e a arrastei até a parede, Lingling tentou se soltar chamando o meu nome em protesto... Como eu disse, ela não gostava de ser dominada, porém eu fui firme e a beijei, encostando o meu corpo ao dela.
Quando lhe soltei um dos punhos, girei o seu corpo para que ficasse de costas pra mim e a beijei no pescoço, as minhas mãos buscaram os seus seios e apertei os seus mamilos, ela deu um pequeno gemido enquanto as suas costas encostaram em meus peitos.
Então desci uma delas sem perder o contato, alisando a sua carne com devoção, Lingling encostou o quadril em minha virilha e começou a rebolar assim que massageei o seu clitóris, os meus toques se tornaram ainda mais urgentes e ela instintivamente afastou as pernas para que eu a penetrasse.
E eu assim o fiz...
Deixei-a submissa aos meus caprichos, ouvindo gemer e se contorcer com as minhas investidas, sentindo um prazer que o meu corpo ansiava em ter, sentindo ela sendo minha e somente minha.
Beijando-a sem parar, devorando a mulher que sempre foi minha!
Mas parei de repente e a girei, eu não queria que ela gozasse em meus dedos, eu me ajoelhei diante a ela e ergui a sua perna pousando-a sobre mim, aproximando os meus lábios de sua parte sensível e abocanhei o seu desejo com a minha fome.
Minha língua... Minhas chupadas... Mais de meus dedos...
Lingling encostou novamente na parede segurando firmemente os meus cabelos molhados e sentindo eu devora-la como nunca antes havia feito.
E ela era minha... Exclusiva e deliciosamente minha!
Até que sua perna fraquejou após um gemido alto e rouco, um som sedutor que me deixou eufórica para sentir mais...
Eu me ergui e a encarei sorridente, ela controlando a respiração:
- Acho que agora você tem a sua resposta! – Foi a única coisa que eu respondi.
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ME ESPERA...
Roman d'amourLingling era CEO de uma multinacional na Inglaterra e levava uma vida comum neste país, tendo o trabalho e a sua solidão um refúgio para manter a sua serenidade. No entanto, as suas barreiras são quebradas quando ela conhece Orm Kornnaphat, que apes...
